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18 Abril, 2008

A Guerra de Qualidade

Acabei de receber este texto em um e-mail do colega do Curso de Jornalismo, Rodrigo Prux, em meio a isso separei alguns vídeos que estão esquentando a briga de qualidade entre Globo e Record! Ao fim uma sátira expetacular do Filho Pródigo da Globo, que ainda se reserva em fazer críticas ao seu ganha pão (TV) e seus patrões (Globo) e depois querem defender o Jô Soares em Salas de aula do curso de jornalismo (!!!), mas essa é outra história.

Faltou QI no Q de Qualidade da Globo

Por Alberto Luchetti em 15/4/2008
Reproduzido do AdNews, 14/4/2008

Não são raros os erros de português que a maior emissora de televisão do país comete em sua programação. Ora aparecem em seus telejornais, ora em programa de entretenimento. É muito comum, aliás, um personagem de novela – sem desculpa pelo tipo que faz – sapatear no vernáculo. Na prorrogação desse parágrafo, sequer convém mencionar as “bolas fora” proferidas durante as transmissões esportivas, sobretudo quando comentaristas que ganharam a vida com o pé resolvem sobreviver abrindo a boca.

Agora, fustigada pela concorrência, a Rede Globo de Televisão ultrapassou todos os limites da boa convivência com a língua portuguesa. No comercial institucional, que apregoa o Q de Qualidade da emissora, faltou QI. Como Armando Nogueira está fora de combate e Otto Lara Resende, que escrevia os textos do patriarca Roberto Marinho, está morto, a nossa nobre língua padece no Jardim Botânico.

A Globo apelou para a exaltação do Q de Qualidade como justificativa para a perda constante de audiência para a TV Record. Mas negligenciou na qualidade do texto de seu próprio institucional. No anúncio, protagonizado por atores, jornalistas e afins, veiculado na própria TV Globo, o ator Marco Nanini foi premiado com uma pérola da redundância. Ele usa a expressão “pequeno detalhe” ao falar de figurino, como se detalhe tivesse outra dimensão que não fosse pequena. É o mesmo que grande maioria ou pequena minoria, aliás, muito freqüente na boca de quem fala na TV Globo.

Gosto duvidoso

O vídeo e o texto exibidos pela emissora carioca podem ser “criação” de uma agência de publicidade descompromissada com a gramática, o que não acredito. O mais provável é que pelo menos o texto tenha sido gestado por mãos inábeis, no ventre de alguém de pouca prática, numa sala do sexto andar da Rua Lopes Quintas, 303, Jardim Botânico, gabinete da direção da Central Globo de Comunicações.

Estilisticamente, a peça publicitária que a Globo prega no telespectador também é sofrível. O ator Tony Ramos é humilhado com o cacófato “só dela”, como se o erro fosse só dele. O apresentador Serginho Groisman fica encarregado da metáfora mais piegas do institucional Q de Qualidade – “compromisso nos nossos corações” –, sacada tão vulgar que não sensibilizaria sequer telespectadores insones em altas horas.

Numa frase, Galvão Bueno chuta dois flácidos gerúndios (“defendendo” e “respeitando”) e Luciano Huck s-o-l-e-t-r-a uma rima pobre juntando “inovar” com “trabalhar”. Há ainda uma profusão de pronomes, com aplicação de gosto duvidoso, ao longo da maioria das falas, como no caso de Xuxa, que diz: “… além do que se vê, está o que se sente”. E, eu, sinto muito.

A Globo com o Q de Qualidade acha que isso é Beleza Pura, mas, acredite, não passa de Duas Caras.

Cormercial da Rede Globo desenvolvida pela DM9, exaltando o Q de Qualidade, e passível de erros de gramática, pleonasmos, metáforas vazias e gerúndios.

Mensagem institucional da Record em resposta ao Q de Qualidade da Globo.

Abertura do primeiro Programa do Jô, após sua volta para a Rede Globo, piadas infames que lhe renderam críticas na recepção.

Fábio Prina_18/04/2008

1 Comentário »

  1. [...] Recorde Fantástico Arquivado em: Comunicação Social, Cultura Inútil, Jornalismo, Lista de blogs, Televisão — fprina @ 11:55 pm Tags: audiência, Fantástico, Ibope, Patrícia Poeta, Record, Rede Globo, Zeca Camarco No domingo, 25 de outubro, o programa Fantástico, da Rede Globo registrou a marca histórica de 18 pontos de média na audiência no Ibope, a pior marca desde a sua estreia, no ano de 1973. Para sentir o drama, o gigante da Globo viu a vice-liderança da Record encostar a apenas dois pontos atrás na sua audiência, alarmando um pouco mais a guerra pela liderança. [...]

    Pingback por Recorde Fantástico « Fábio_Prina_blog _cinema_cultura_música_livros_fotografia_ e_outras_besteiras_desinteressantes. — 2 Novembro, 2009 @ 9:31 am | Responder


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