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30 Setembro, 2008

A virada do Oasis

Segundo alguns, o Oasis é a maior banda de rock britânica desde os Beatles. Há outros, porém, que não concordam exatamente com essa lógica, ou melhor, nem perto disso.

Sem dúvida, o Oasis foi a sensação, quando em 1994, o seu álbum de estréia Definitely Maybe quebrou paradigmas da industria musical e inalgurou o tão comentado BritPOP. Não foi só isso, o Oasis voltou a levar um álbum completo a lista de hits, e não trabalhou com apenas a sua  ‘música de trabalho’, como ainda acontece por aqui. Seus hits eram descobertos pelos fãs, que logo começaram a louvar os rapazes de Manschester, como deuses.

Seu segundo álbum, What the Story (Morning Glory?), 1995, estraçalhou esse conceito, e deu ao Oasis a certeza de estar no topo, e que ali ele permaneceria.

A merda foi que esses próprios irmãos Gallegher e seus companheiros caíram nessa de acharem que era deuses e esqueceram que seu talento era puramente de compor e tocar músicas. O que aconteceu é que precocemente, como muito se vê por aí, os caras estavam esgotados de si mesmo. O amor pela música era só uma rara fagulha no meio da fama. E eles já estavam mortos e enterrados para aqueles que diziam ter encontrado seus novos Beatles. De 2000 até 2005, o que mais se ouvia falar sobre o Oasis era que algum integrante estava entrando na justiça para acertar velhas contas ou que os irmãos Gellegher estavam metidos em outro escândalo que ocupava a capa do Jornal The Sun.

Dig Out Your Soul – Nas lojas, para quem ainda não baixou, dia 6

Saltamos no tempo para outubro de 2008, data que chegará às lojas Dig Out Your Soul, sétimo álbum de estúdio o Oasis. Em matéria publicada no Jornal Zero Hora de 30 de setembro, o jornalista defini esta nova fase da banda inglesa como “o caminho que buscou para sair do buraco em que se meteu a partir do ano 2000. Quando o sucesso da década de 90 desapareceu”, o que não deixa de ser verdade. “Agora fazem rock ‘maduro’ “. “Mas amadurecer nem sempre é uma opção”, com direito a uma fala de guitarrista, compositor e irmão do auto-intitulado líder da banda, Noel Gallegher.

O que é para ser dito acima é o seguinte: ouve uma queda brusca na qualidade, tanto em estúdio quanto nos palcos, quando o assunto era Oasis. Após seu terceiro disco, parecia que era apenas continuar o caminho para conquistar o mundo, mas o que se viu foi um desleixo digno da pior crise de Jim Morrison. Álbuns toscos, shows péssimos e escândalos que cobriam outros escândalos. E essa idade das trevas, que parecia não ter mais fim, conheceu a luz em 2005, com o complexo e estruturado disco Don´t Believe the Truth.

A parceria dos tais irmãos Gellegher fluiu novamente. As músicas tinham um coração pulsando e a estratégia de se dizer melhor, deu lugar a fazer o melhor possível. O resultado foi espetacular, o disco foi um sucesso de crítica e público e renovou a admiração dos fãs mundo afora.

Agora, três anos mais tarde, Dig Out Your Soul, que chega às lojas no próximo dia 6, e vem para ser outro grande disco de rock do Oasis, o segundo consecutivo. A grande espectativa foi aumentada pelos excelentes comentários de fãs que ouviram as músicas depois que o conteúdo do disco vazou na internet.

Para aqueles que também não aguentam de ansiedade, o álbum estará disponível para ouvir no My Space da banda, a partir de amanhã, 1º de outubro.

Alguns reflexos positivos dessa nova guinada do Oasis podem já ser sentidos. Na página oficial do grupo, alguns shows da turne do novo disco já estão com lotação esgotada, ainda que falte um bom tempo para que os shows aconteçam. Talvez essa virada esteja acontecendo ao melhor estilo “banda que estava no fundo do poço”, ou nem tanto. Mas já que tudo foi exagerado na história dessa banda, o que custa um pouco mais de marketing para dar um ânimo para esse pessoal.

Dig Out Your Soul – Oasis (2008)

“Bag It Up”
“The Turning”
“Waiting for the Rapture”
“The Shock of the Lightning”
“I’m Outta Time”
“(Get Off Your) High Horse Lady”
“Falling Down”
“To Be Where There’s Life”
“Ain’t Got Nothin’”
“The Nature of Reality”
“Soldier On”

Fábio Prina_30/09/2008

15 Setembro, 2008

Richard Wright (1943-2008)

Rick Wrigth – 1943-2008

Esta segunda-feira, 15 de setembro, começou mais distante para os admiradores da música progressiva. Richard Wright morreu aos 65 anos devido a um câncer. A informação foi revelada por um porta-voz do Pink Floyd, grupo musical em que Wright fundou e foi integrante por quase trinta anos.

Wright conheceu Roger Waters e Nick Mason em Cambridge, Inglaterra, durante a universidade. Juntamente com o músico Syd Barret, eles formariam a banda Sigma 6, que em 1967, se tornaria o Pink Floyd. O primeiro disco do grupo, The Pipper at the Gates of Down (1967), se consagraria, ao lado do álbum Stg. Pepper Lonely Heart´s Club Band, dos Beatles, como o marco do surgimento do Rock Progressivo.

Diferentemente de seus colegas de banda, Wright tinha uma veia para o jazz, ao qual trazia para as composições do Pink Floyd. No documentário, sobre o disco Dark Side of the Moon (1973), o músico esplana sobre um único acorde que compôs para a inesquecível música The Great Gig in the Sky, este viria diretamente de sua influência do jazz. Aquele senhor nostálgico e saldosista mostrava também, por alguns segundos, quem ele realmente era. Um sujeito simples e apaixonado por aquilo que fazia.

O Pink Floyd do inconfundível timbre de voz de David Gilmour, da bateria irredutível de Mason e das letras incendiárias de Waters deve muito ao talento dos teclados de Wright.

Em 2005, quando os quatro ícones da música mundial subiram ao palco do Live8, no Hyde Park, em Londres, muito especulou-se sobre uma volta daquela grande banda. Propostas milionárias chegaram até os ouvidos da imprensa. E mesmo que nada de concreto tenha sido dito, continuou-se as especulações de uma volta dos pais do rock progressivo.

Mas agora o sonho acabou. Que descanse em paz Richard Wrigth e o Pink Floyd, mas que a sua música seja ouvida sempre e para todo o sempre.

Nota do falecimento de Rick no site oficial do Pink Floyd

Fábio Prina_15/09/2008

12 Setembro, 2008

Filmes Lego

Vi hoje à tarde no site do Jacaré Banguela um link para a vinheta de entrada dos Simpsons feita em Lego. Já não é mais novidade para ninguém esses filmizinhos feitos em stopmotion, que capturam as pecinhas quadradas recriando heróis do cinema, da televisão, ou até mesmo da vida real, como postei aqui há algum tempo.

Enfim é bacana assistir a versão Lego dos Simpsons, que apersar de ser cretidada à um estúdio no final, parece ser muito amadora perto dos clássicos Lego Star Wars, Lego Spider Man e o melhor de todos Lego Indiana Jones.

Lego vive!!

Xeretando no You Tube (que todo mundo conhece então não precisa de hiperlink), achei também essa recriação da vinheta dos Simpsons em animação digital. O detalhe é que aparenta ser algo feito em casa, ou pelo menos há alguns belos anos, pela truncagem. Há algum tempo postei no blog também, uma versão da entrada em Live Action, feita por uma rede de TV britânica para promover a nova temporada lá na ilha. A brincadeira deu tão certo, que o próprio semi-deus Matt Groening incluiu a vinheta em um episódio dos amarelos na temporada seguinte. Grande cultura pop!

Animação lembra clássico clip da Money For Nothing

Fábio Prina_12/09/2008

5 Setembro, 2008

Diretor procura reabilitação pornô

Sempre quis fazer uma matéria com um título marrom desses. Mas não tem nada haver com isso, ou melhor.. só um pouco.

Ao que parece, Kevin Smith vai finalmente fazer um filme bom. Há tempos, o cienasta dos fenomenais O Balconista, Procurando Amy e Dogma promete fazer um bom filme. Mas durante algum tempo, período que está quase chegando há 10 anos, fomos brindados com os abacaxis O Império do Besteirol Contra-Ataca (detalhe, a tradução é táo ruim, mas tão ruim, que o trocadilho quase se perde), Jersey Girl, O Balconista 2, entre outras grandes presenças do diretor “mais nerd do mundo” em trabalhos de terceiros e na TV.

Pois bem, ninguém é perfeito e todos tem um tempo onde procuram fazer coisas diferentes e acabam perdendo a mão para aquilo que já sabiam fazer. Vide M. Night Shyamalan. Mas, pelos primeiros trailers e pôsteres do novo filme de Kevin Smith Zack and Miri Make a Porno, as coisas parecem que finalmente estão mudando.

O filme aparenta ter as sutilizas de Procurando Amy, com o carisma nerdiano de O Balconista e, claro, Dogma. Na história, um casal em crise financeira, e de meia idade – eu acho, decide dirigir um filme pornô para conseguir equilibrar as finanças do lar. Até aí, nada de especial, mas então vemos o velho e bom Kevin Smith vir a tona, trazendo seus atores e personagens emblemáticos e tirando uma baita casca com Star Wars. Clássico!

No elenco, encabeçam duas grandes revelações de um outro diretor/produtor que dirige filmes muito parecidos, ou não, com os de Smith. Judd Apatow, responsável por O Virgem de 40 Anos, Superbad e Ligeiramente Grávidos. São eles o engraçadíssimo Seth Rogen e a bonitinha Elizabeth Banks.

O trailer é engraçadíssimo e com certeza já vale o preço do ingresso. Resta saber se o resultado final vai ser memorável como o que se esperaria de um trabalho do diretor ” mais nerd do mundo”.

Pôster do filme vetado dos cinemas americanos. Não entendi.

Trailer do filme. Proíbido para menores.

Fábio Prina_05/09/2008

2 Setembro, 2008

Quando uma palavra vale mais que mil imagens

Conheçam Emily, a garota que aparece falando neste vídeo. Conheçam uma nova definição de animação: Metric.


Prestando atenção para o que ela diz, tudo parece ser muito simples. E o resultado não é lá grande coisa, como ela mesmo define. Afinal, o resultado é simplesmente igual ao que vemos com nossos olhos sem filtro algum.

Foi-se o dia em que imagens significavam alguma coisa a mais do que zeros e uns.

Fonte: Lista10.

Fábio Prina_02/09/2008

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