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21 Setembro, 2009

Salve Geral vai ser o Brasil no Oscar

O filme brasileiro escolhido para tentar uma indicação ao Oscar 2010 é Salve Geral, do diretor Sérgio Rezende. Que venceu a disputa pela vaga entre com outras nove produções do cinema nacional.

Inspirado no fatídico Dia das Mães de 2006, onde o estado de São Paulo foi tomado por rebeliões conduzidas pelo Primeiro Comando Capital (PCC), o filme conta a história de Lúcia (Andréia Beltrão) uma viúva de classe média que sonha em tirar o filho Rafael (Lee Thalor) da prisão.

Em suas frequentes visitas à penitenciária, Lúcia conhece a advogada Ruiva (Denise Weinberg) ligada à organização criminosa. Precisando do dinheiro, ela aceita realizar pequenas tarefas que também a conectam a facção. Paralelamente o PCC passa por uma luta interna pelo poder, ampliada pelo confronto dos prisioneiros com o sistema carcerário.

Quando o governo decide transferir, de uma só vez, centenas de presos para penitenciárias de segurança máxima no interior do estado, o Comando envia a ordem para que seus integrantes realizem uma série de ataques.

Trailer de Salve Geral

A produção é da Toscana Filmes e a distribuição é realizada pela Sony. Salve Geral chega aos cinemas no dia 2 de outubro.

A cerimônia do Oscar acontece no dia 5 de março de 2010, no Kodak Theater, em Los Angeles, EUA. A lista final dos indicados em todas as categorias para concorrer ao prêmio mais conhecido do cinema mundial sái no final do mês de janeiro.

Fábio Prina_21/09/2009

7 Agosto, 2009

É proibido fumar!!!

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A coisa que mais me deixou triste com todas essas leis e incentivos de compate ao fumo foi a publicidade. Não a publicidade contra o fumo, mas o fim daquela que promovia ele. Achava o máximo pegar uma caixa de Marlboro e dizer que era o carro do Senna. Ou senão ver aqueles caras da Hollywood escalar montanhas na Austrália, surfar no Havaí ou esquiar no Alaska, e, logo em seguida, acenter um branquinho fininho.

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“Foto acima reproduz uma pessoa de origem afro-brasileira com um chocolate entre os dedos”. Não é impressão, às vezes o politicamente correto soa idiota e preconceituoso

Mas vá lá, o politicamente correto e ficar bem com a opinião pública estão super na moda, então temos que nos adequar aos novos tempos. Para ter uma ideia disso, até os deliciosos Cigarrinhos de Chocolate ® da PAN tiveram que desaparecer do mapa, culpa desse tal de novos tempos. Desse modo, neste dia 7 de agosto, sexta-feira, entra em vigor a Lei Antifumo no estado de São Paulo.  A nova legistação estabelece que fica proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais. Até mesmo os fumódromos em ambientes de trabalho e as áreas reservadas para fumantes em restaurantes ficam proibidas. A nova legislação estabelece ambientes 100% livres do tabaco.

Para os fumantes e afins, o uso da droga lícita está permitida apenas para o local doméstico, excluindo areas sociais de condomínios e prédios, e também parques e locais abertos. Universidades, bares, festas, e todo o tipo de evento onde dá pra escapar e pegar um ‘ar livre’, agora pode ser uma razão legal para ser multado e até detido.

Essa lei, me lembra além de um post que publiquei sobre o terrorismo nos maços de cigarro, uma outra postagem sobre um texto muito pertinente do cronista gaúcho David Coimbra. A lei é diferente, mas o assunto dialoga, nas palavras dele, o autor recorre ao diálogo entre o Pequeno Príncipe e o rei que ordenava qualquer ser do univerno, no livro de Exupéry, para dizer que cada lei, cada ordem, deve ser dada onde ela possa ser cumprida. Isso, na ocasião, se aplicava a Lei Seca, que por incrível que pareça está em vigor, com severas implicações para os seus infratores.

Acredito friamente que este será um caso de reicidência em vigorar uma lei imbecil. Não que eu seja contra iniciativas legais que possam inibir o uso do Álcool ou do Cigarro, pelo contrário, quero que isso exista, mas de uma forma não estúpida como essa. Afinal, como aponta Coimbra no seu texto “todos sabem que uma ordem impossível de ser cumprida… não será cumprida! (…). A aplicação de tal lei é plausível e até recomendável mas se torna ficção”.

Interessante vai ser voltar ao assunto daqui um tempo, ou até mesmo acompanhar via noticiários, o que mudou com a Lei Antifumo. Se os resultados forem tão espetaculares com a Lei Seca, podemos esperar leitos ocupados por vítimas de imprudência no trânsito, morrendo ao lado de um caso grave de efizema pulmonar. A história insiste em continuar.

É proibido fumar – Sucesso do Skank – ideal para tocar nos bares e boates e lembrarem seus frequentadores do que há uma lei, um aviso e fogo na história

Fábio Prina_07/08/2009

26 Junho, 2009

Peixes fritos e diploma

Texto de Paulo Ribeiro publicado originalmente no jornal Pioneiro (Caxias do Sul – RS – 24/06/09)

A decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que extinguiu a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo (e misturou cozinha com redação, peixes fritos com ética), é de última instância e sobrou para nós os protestos.

E é preciso que eles sejam conscientes. Escritor, como os românticos de outros tempos, poderia evocar aqui o direito de “ser jornalista” por gostar do hábito da escrita. Bobagem. Hoje, a sociedade, a clientela, quer alguém habilitado, com formação específica, técnica e eticamente preparado para o exercício da atividade jornalística.

Talvez  seja válido também recordar aos ministros que liberdade de expressão não é o mesmo que liberdade de informação, que é o que distingue a prática do Jornalismo do direito que a Constituição assegura a todo cidadão.

Mas, por outro ângulo, até que é em boa hora a decisão do Tribunal, que gerou esta onda de protestos. A profissão de jornalista, até aqui, era regulada por um decreto-lei do tempo da ditadura, normalizada por um ato da Junta Militar. Era uma forma de “cassar” jornalistas sem canudo que se manifestassem contra o regime instalado.

Mas os tempos mudaram. As formas de comunicação evoluíram, as ferramentas do jornalismo se tornaram tão específicas que a obrigatoriedade de uma formação universitária é uma realidade imposta pelo mercado. E não só: o compromisso social do jornalismo, as balizas éticas da profissão, a indispensável formação humanística, inerente à atividade, só se adquire mesmo na universidade.

Portanto, somado aos nossos protestos de agora, o que se precisa é um Projeto de Lei no Congresso Nacional que regulamente e normalize a profissão dos Jornalistas, bem como a criação de órgãos que os fiscalize. É o momento, quem sabe, de se encaminhar a criação de um Conselho de Imprensa, instituição que serviria para acompanhar os atos dos profissinais diplomados no exercício de uma profissão que lida com questão tão delicada como a informação.

Como se vê, “liberar geral” o jornalista é uma situação intrincada, perigosa, pois uma notícia, uma opinião, pode ser usada para favorecer grupos econômicos, políticos, corporativos, e fugir da sua função principal, que é o compromisso com a verdade e a responsabilidade social. A reconquista de nosso diploma recomeça agora, com a nossa voz no Congresso, em Brasília.

Fábio Prina_26/06/2009

21 Maio, 2009

Tarantino is a basterd

O aguardado novo filme de Quentin Tarantino, Bastasdos Inglóros, já viu a luz do dia. E parece ter agradado os espectadores no Festival de Cannes, que acontece até este domingo no balneário francês. Por terras brasileiras, a produção que reúne elenco de diversos países e aposta numa fábula em meio a Segunda Guerra, deve ancorar nos cinemas apenas em outubro. Isso se não houver nenhuma mudança de ideia das distribuidoras. Abaixo segue um texto sobre a premiere mundial da super produção tarantinesca.

“Faço filmes para todo o planeta Terra”, diz Tarantino em Cannes*

Texto escrito originalmente por Orlando Margarido, direto de Cannes – França, para o portal Terra.

Bastardos Inglórios, o novo filme do diretor Quentin Tarantino apresentado esta manhã em Cannes na competição oficial, poderia ser chamada de uma fantasia de vingança judia em tom de comédia, como definiu um jornalista na entrevista com o cineasta e o elenco da fita logo depois da exibição.

Mas não é como Tarantino prefere chamar essa história fantasiosa sobre uma força rebelde liderada por um americano (Brad Pitt), com integrantes de várias nacionalidades, que luta contra os nazistas na França ocupada. “Alguns me perguntam se é um conto de fadas, pois o que esses homens fazem é o que todo mundo gostaria de ter visto acontecer na Segunda Guerra”, comentou o diretor.

“Há alguns aspectos corretos nessa definição, já que essa trama é fantasiosa, não aconteceu; mas prefiro definir como uma tentativa de mudar o curso da história da maneira mais plausível possível; essa foi o maior desafio do filme”, completou.

Desde o início, o jogo de ficção se impõe, quando um oficial alemão (Christoph Waltz) especialista em descobrir judeus escondidos liquida com a família da jovem judia Shosanna (Mélanie Laurent) e a deixa escapar. Tempos depois, sob uma nova identidade, ela reencontrará o carrasco na sala de cinema da qual é proprietária em Paris, e planeja uma vingança colossal. Em paralelo, os rapazes do bando de Aldo Raine (Brad Pitt), continuam a perseguir oficiais nazistas até tentar chegar a Hitler, numa cena final típica da violência ensurdecedora de Tarantino.

O elenco ainda conta com Eli Roth, Mike Myers, Michael Fassbender e Diane Kruger.

Um dos aspectos fundamentais, segundo Tarantino, para que o filme atingisse a intenção de verossimilhança era que os personagens de várias nacionalidades fossem vividos por atores da respectiva língua. “Não só isso, mas que também fossem fluentes em outra língua quando o papel tivesse a característica, ou nada fluentes quando a situação assim exigisse”.

O exemplo do alemão Daniel Brül, o protagonista de Adeus Lênin, é significativo no papel de um ator famoso e herói de guerra que fala francês com fluência para conquistar Shosana. “Sem esse compromisso dos atores, o filme soaria artificial e não teria o aspecto de veracidade que eu quis buscar”, completou. Bem humorado e às gargalhadas durante toda a entrevista, ele brincou: “o bacana desse filme é que todos os atores estão em seus devidos lugares”.

Tarantino emprestou o título de seu filme de um thriller de espionagem de 1978, Inglorious Bastards, de Enzo Castellari, do qual é fã, e apenas mudou-o no original para Basterds. “Não quero explicar muito isso, mas tem a ver com o sotaque de alguns americanos no filme”.

A trama é nova e não tem a ver com a fita anterior. O roteiro já existia há mais de quatro anos e foi sendo desenvolvido aos poucos, com a chegada de alguns atores. Assim também foi lhe chegando a história. “É um filme de gênero, e eu adoro os gêneros, o faroeste, o musical, o terror…”.

Bem recebido pelos jornalistas, Bastardos Inglórios tem diversas referências ao mundo do cinema, como é habitual na obra de Tarantino, um cinéfilo declarado. “Me inspirei muito em Heaven’s Gate (no Brasil, Portal do Paraíso, de Michael Cimino) para esse filme”.

Sobre o fato de decidir mostrar o filme no Festival de Cannes, ele comentou: “todo o mundo está aqui, jornalistas, atores e diretores de todos os países; isso combina comigo, pois faço filmes para o público de todo o planeta Terra”. A fita tem previsão de estréia no Brasil em 23 de outubro.

Novos posteres:

Não há como negar que o marketing cinematográfico está cada vez melhor:

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Brad Pitt is a Basterd

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Eli Roth is a Basterd

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Diane Kruger is not so Basterd…

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…she neither

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I don´t fucking know who that bastard is!

Fábio Prina_21/05/2009

20 Fevereiro, 2009

Tarantino – Bastardo Inglório

Quando eu assisti Pulp Fiction pela primeira vez, não entendi como um filme tão simples podia ser tão bom. Assistindo novamente pela zilionésima vez, ainda não consigo ver o que há de tão especial, mas sem dúvida há. Acho que muita gente se indagou dessa maneira e não achou a resposta. Muitos desses, tentando achar algo milagroso por ali, elegeram o então diretor-roteirista, Quentin Tarantino como gênio. Descordo, mas confesso que sou fã incondicional do autor do trabalho em questão.

Tarantino é um grande copiador, disse Rubens Ewald Filho certa vez, nisso eu concordo. Se há algo original ali é ser uma espécie de expoente em misturar tudo que faz parte do mundo cool e da cultura pop e fazer render belos diálogos, belas cenas e belas histórias. Mas nem sempre isso deu certo. Se Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Kill Bill são trabalhos de gênio, Jack Brown e À Prova de Morte não são.

Mesmo assim, o seu status ainda é grande. Depois do alvoroço que Kill Bill causou, alguma coisa do tipo “o novo filme do diretor de Pulp Fiction após 6 anos longes das câmeras”. Seu mais do que anunciado projeto Inglorius Basterds, com E memos, está para ver a luz do dia. Antes mesmo do lançamento da saga da Noiva, o diretor já trazia boatos que queria juntar Silverster Stallone e Arnold Scharwzenegger no seu épico de guerra – detalhe: essa dupla dividirá uma cena no filme Mercenários que está para ser rodado no Brasil neste ano! -. E nada… nada… parecia mais uma de suas firulas de marketing pessoal.

No final de 2008, a produção foi finalmente oficializada. Brad Pitt e Mike Myers encabeçam um elenco de estrelas, sem nenhum ator no fundo do poço para resgatar sua dignidade, como foi o caso de John Travolta, David Carradine e Pam Grier.  A coisa começa a ferver, com o final das filmagens e um primeiro trailer rodando, chegam agora os primeiros posters da produção, que já tem data de estréia: 21 de agosto nos EUA.

“A história do longa começa na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde cria uma nova identidade como dona de cinema. Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para atacar alvos localizados. Conhecido por seus inimigos como “Os Bastardos”, o esquadrão de Raine se junta à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. Os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança”. – Sinopse do site Omelete.

Vamos esperar para ver qual é a real desse tal Tarantino. Gênio ou somente um grande copiador.

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O céu lembra O Resgate do Soldado Ryan, não?

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Um capacete no cacete! Saquei.

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Armas em punho

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O mais bacana! A Suástica rasgada pelo punhal… aguardamos para ver o final do trabalho.

Fábio Prina_20/02/2008

12 Novembro, 2008

A moral da história

Eu vi essa frase no blog da Ana Maria Baiana e achei o máximo. Resume muito bem a mudança de atitude de um povo preconceituoso e mesquinho.

Assim deixo um meio de semana inspirador.

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Rosa Parks andou no ônibus

para que Martin Luther fizesse o discurso

e Barack Obama pudesse ser eleito.

Fábio Prina_12/11/2008

30 Outubro, 2008

O Homem da Foto

Nessa fotografia de Alberto Korda, tirada em um funeral na cidade de Havana, em 1960, Ernesto Guevara de La Serna, o guirrilheiro, transformou-se no mito Che. Considerada a fotografia mais reproduzida da história, e um dos símbolos mais reconhecidos em todo mundo. Ela tornou impossível não associar diretamente o nome ou a figura histórica de Guevarra, ao seu algarítimo, signo e símbolo absoluto.

Ou talvez não. Foi pelo menos esse o pensamento do cienasta norte americano Steven Sodenberg (Onze Homens e um Segredo, Traffic) que, numa empreitada digna de mérito, filmou a biografia de Guevara em dois longas distintos. Che (The Argentine) e Che – A Guerrilha (Guerrilla). Trabalhos que foram exibidos simultaneamente na Mostra de Cinema de São Paulo, neste mês de outubro.

É provável que a força de trazer o homem por detrás do mito tenha sido o grande motivo para Sodenberg reproduzir um trecho da vida do guerrilheiro, assim como Walter Salles ensaiou em Diários de Motocicletas. O homem da foto, sem a fotografia sem si, pode ter sito a razão de não dividir com o espectador a cena em que Ernesto Guevara, estava inerte, raivoso e com um olhar longe, um momento emblemático, captado pela lente da Pentax e pelo filme Kodak de Korda.

Não cabe aqui explicar quem foi Guevara, ou quem foi Che. Assim como aparenta ser que o filme tenha se distanciado em mostrar os amores, os conflitos internos ou toda a penca de besteiras, ou “liberdades artísticas” comuns em grandes biografias. Nessas entrelinhas dispensáveis, optou-se por dispensar a consolidação da imagem, justamente ela que até mesmo inspirou um documentário exibido na Mostra de Cinema do Rio de Janeiro, chamada Chevolution.

No site Omelete há um revew muito interessante sobre a exibição do(s) longa(s) em São Paulo, vale a pena dar uma conferida e se preparar para assistir um dos filmes mais ambiciosos.

No Brasil, está prevista a estréia de Che para fevereiro, para aproveitar alguma possível indicação ao Oscar por parte de seu protagonista Benicio Del Toro, ou em torno da grande produção. A segunda parte ainda não tem data prevista. Até lá, ficamos com a campanha de marketing, que não foi seduzida pela pose singular do revolucionário argentino.

Armado para a batalha

Síntese da vitória

Na espreita

Fábio Prina_30/10/2008

1 Julho, 2008

E a Lei Seca?

Mais polêmico que o “coice-de-mula-mansa” que Rena aplicou em Rodrigo Mendes no último domingo, para a minha felicidade e de outros tantos, é a, já histórica, Lei Seca Brasileira. Em sua terceira semana em vigor, não faltam opiniões, críticas, teorias e qualquer outro tipo de papo de buteco a respeito. Enfim, antes que apareça o Al Capone à Brazilian, publico um texto de David Coimbra, aquele cara lá que sempre fala de futebol e mulher pelada no Zero Hora. O rapaz escreveu um daqueles ensaios impactantes que logo se transformam em spam nos e-mails dos afortunados de tempo. Vale a pena dar uma lida.

O Pequeno Príncipe

Todos os dias, mas todos os dias mesmo, sem faltar um, a Redação de Zero Hora é visitada por misses. Ou rainhas. Rainha do Nabo, Rainha do Aipim, há muitos tubérculos necessitando de rainhas neste Estado gigante da agricultura. Elas vêm sempre em trio, a rainha ladeada por suas duas princesas. Excluindo sábados e domingos, são 15 rainhas ou princesas por semana, 60 por mês, 720 por ano. Muita realeza. Mas mesmo sendo tantas, todas sabem de verdades que os legisladores brasileiros desconhecem. Por quê? Porque leram O Pequeno Príncipe, as misses têm o hábito de ler O Pequeno Príncipe. Se os deputados também o tivessem, lembrariam de um trecho célebre no qual o principezinho encontra o rei de um minúsculo planeta. Tratava-se de um monarca absoluto, que fazia questão fechada de que suas ordens fossem obedecidas. Como não havia mais ninguém no planeta, o principezinho perguntou sobre o que o rei reinava. Ele respondeu que sobre tudo, o seu planeta, as estrelas, tudo.

- E as estrelas vos obedecem? – indagou o principezinho.- Sem dúvida. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.

Encantado com tamanho poder, o Pequeno Príncipe pediu para ver um pôr-do-sol. Ao que o rei observou:

- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem, ele ou eu, estaria errado?

- Vós – respondeu com firmeza o principezinho.

- Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. – A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

- E meu pôr-do-sol? – lembrou o principezinho, que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.

- Teu pôr-do-sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei, na minha ciência de governo, que as condições sejam favoráveis.

- Quando serão? – indagou o principezinho.

- Hem? – respondeu o rei, que consultou inicialmente um grosso calendário. – Será lá por volta de por volta de sete horas e quarenta, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido.

As misses, as rainhas, as princesas, o rei do Pequeno Príncipe, todos sabem que uma ordem impossível de ser cumprida… não será cumprida! Caso da Lei Seca, ora promulgada. A aplicação de tal lei é plausível e até recomendável nas estradas, mas nas cidades se torna ficção. São incontáveis as chances de uma pessoa ser denunciada pelo bafômetro com os rígidos limites impostos, desde o mamão papaia com cassis e o bombom com licor à única taça de champanha consumida no brinde durante uma recepção, passando pela saída não planejada com a colega de trabalho. Se a polícia quiser encher ainda mais os presídios, basta colocar viaturas a circular por Porto Alegre todas as noites a partir da uma da madrugada. Duas, 3 mil pessoas serão encarceradas por dia. E nem isso fará com que a lei seja observada. Até porque a maioria das pessoas que bebe não se embriaga. São essas as pessoas, as mais sensatas, que vão desafiar a legislação. Uma pena, porque eis aí uma lei bem-intencionada. Foram tantas as boas intenções dos que a escreveram, que exageraram. A lei perderá a credibilidade. E, ao invés de irmos para frente, iremos para trás. Só porque os parlamentares não leram O Pequeno Príncipe, só porque não sabem que a autoridade repousa sobre a razão.

David Coimbra

* Acrescento, ainda, que ao brasileiro não são dadas alternativas viáveis de transporte – seja público ou privado – por alto custo, precariedade, insegurança etc. Ou seja, quem bebe fica sem poder sair do lugar em que está. Ninguém pode sair caminhando pelas ruas desertas nas noites e madrugadas brasileiras, nem contará com ônibus ou metrôs circulando com segurança. Resta o táxi, caro.

Lei Seca: Motoristas embreagados são alvo

Fábio Prina_01/07/2008

27 Junho, 2008

O abraço de Lula e Fernando Henrique

Nada une tanto as pessoas como a dor. Em especial, a dor da perda.

Existe um sentimento de respeito, não declarado oficialmente, que fz parte do censo comum de todas as pessoas. A Dor da Perda é avassaladora, é incomensurável e intensa, e isso é consentido silenciosamente por tudo mundo.

Minhas condolências à família Cardoso pela perda.

Ruth Cardoso (1930-2008 )

Abaixo, reproduzo o comentário de Arnaldo Jabor, feito na última quinta-feira, 26 de junho, sobre o carinho do atual Presidente da República à um ex-Presidente. União sobre a perda.

Um bom final de semana para todo mundo.

Fábio Prina_27/06/2008

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