Fábio_Prina_blog _cinema_cultura_música_livros_fotografia_ e_outras_besteiras_desinteressantes.

15 Setembro, 2009

A inocência perdida nos contos de fada

E se as princezinhas dos contos de fadas tivessem crescido, encorpado e revivessem as suas histórias com um tom um pouco mais picante?

Na verdade, dizem que a origem dos contos populares dos Irmãos Grimm tinham esse caráter erótico, mas acabaram se tornando propícios para o público infantil, muitos deles imortalizados nas animações de Walt Disney.

De qualquer forma, esse assunto me veio à cabeça hoje, quando passava os olhos numa galeria de imagens do blog Fottus que mostra diversas “princezinhas” reproduzidas em desenhos de uma forma diferente do que estamos acostumados.Achei muito interessante, e também me lembrou, a série em quadrinhos lançada recentemente pelo meste Alan Moore, que entre outros trabalhos, fez Watchmen, V de Vingança e A Liga Extraordinária.

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Lost Girls, de Alan Moore, o fim da inocência nos contos de fada

O nome da série criada por Moore se chama Lost Girls – Meninas Crescidas, e em seu primeiro volume, reúne Alice (de Alice no País das Maravilhas), Wendy (de Peter Pan) e Dorothy (de O Mágico de Oz), que se encontram em uma casa de campo onde descutem sobre fantasias  e o seu despertar sexual. Algo que não deixa de ser curioso.

(1)

O que será que os Três Ursinhos pensaram nesse momento?

(3)

Pobre Branca de Neve, seduzida pela fruta do pecado

(6)

Já a Cinderela, que gata!

Para conferir a galeria completa das beldades dos contos de fada no blog Fottus, clique aqui.  Não deixe de dar uma espiada, as imagens são muito interessantes.

Fábio Prina_15/09/2009

28 Agosto, 2009

Cho Woong, um fã de Star Wars

Se você acha que é uma daqueles fãs inveterados, que gasta milhões com porcarias que não servem pra nada, a não ser pra ocupar espaço e deixar seu canto mais cool. Pense de novo. As fotos abaixo são de um coreiano chamado Cho Woong, um fã de Star Wars.

Se o cara é bem certo, isso eu não sei, mas que tem uma coleção de dar inveja até a George Lucas, isso eu tenho certeza. Em um lugar na sua casa, chamado singelamente de Star Wars Room, o cara tem peças que vão desde o tamanho real de Darth Vader, até mini toys dos soldados imperiais sobre uma mesa de jantar. Isso passando por réplicas reduzidas de diversos personages, diversos mesmo, os principais, secundários, aqueles que ninguém lembra que apareceram em algum lugar e assim por diante. E o pior, não é uma réplica de cada, são diversas. Sé em tamanho grande, o robozinho xarope R2D2 tem 6 exemplares, um deles, que obviamente me deixou com inveja, é um frigobar de cervejas.

Mas enfim, neste caso as imagens valem muito mais do que as palavras. Ainda vale o toque de quem quiser visitar o blog do nosso amigo Cho, ou mesmo conferir mais um pouco desse tipo de fanatismo, não apenas pela saga imortal de Lucas, mas por outros tantos filmes, séries, animes e afins, no blog OtaCool.

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Para conferir a galeria completa das fotos clique aqui.

Obrigado a colega Larissa Oliveira pela dica.

Fábio Prina_28/08/2009

17 Julho, 2009

É elementar meu caro Watson!

Essas novas roupagens do cinema americano para personagens consagrados raramente me agradam. Há exceções como o King Kong, de Peter Jackson, ou o Oliver Twist, de Roman Polanski, mas de qualquer forma, fico com um pé atrás quando o assundo é revestir um ícone consagrado.

Mesmo assim, tenho curiosidade em assistir. Falando nisso, quem vai ganhar um novo tipo de aventura, diga-se de passagem ‘modernosa’, é o segundo personagem mais filmado de todos os tempos, perdendo apenas para Jesus Cristo. Sir Sherlock Holmes, o famoso detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle, sempre acompanhado de seu parceiro, Watson.

Ele volta às telas lapidado pelas mãos de Guy Ritchie, ex-marido da Madonna, diretor dos ótimos Jogos Trapaças e dois Canos Fumegantes e Snatch. As feições do herói ganham as formas e o carisma de Robert Downey Jr, conhedico agora como o Homem de Ferro.

Os primeiros trailers mostram uma produção de arte digna incrível sobre a era vitoriana, mas junto estão as marcas clássicas de autoria do diretor, os tão celebrados excessos na edição, câmera lemta, ângulos e enquadramentos bizzaors, enfim, tudo aquipe que acabu conquistando fãs mundo afora com os trabalhos citados.

O que esperar então a respeito do novo Holmes? É elementar meu caro Watson. Só o tempo nos dirá.

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Se Downey Jr. é Sir Sherlock Holmes…

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… seria Law Sancho Pança?

Fábio Prina_17/07/2009

17 Junho, 2009

Cidade de Deus no topo

O filme brasileiro Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lung (Domésticas), está na lista dos melhores filmes estrangeiros, em eleição da revista norte-americana Paste. A publicação listou as 25 produções de fora dos Estados Unidos mais importantes da década, havaliando não necessáriamente o número de prêmios. O único filme nacional da lista, tem um extenso currículo de premiações e indicações, destacando o Bafta de Edição/Montagem e as quatro nominações ao Oscar.

Aclamado munidalmente, Cidade de Deus relata de forma brilhante, três décadas do desenvolvimento do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. O roteiro indicado ao Oscar, de Bráulio Mantovani, não é linear, mas não é confuso ao espectador, em sua forma crua de registrar diversos fatos descritos no livro homônimo de Paulo Lins. Nos cinemas brasileiros o longa de Meirelles registrou mais de 3 milhões de espectadores.

Confira abaixo a relação completa das 25 produções “extrangeiras” ou melhor não norte-americanas, que foram apontadas na lista. Alguns, dos que mais me agradaram, estão destaque.

25. Maria Cheia de Graça

24. Persépolis

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Menina Iraniana larga o sonho de ser profeta para se tornar revolucionária. Indicado ao Oscar de Animação.

23. Volver

22. Deixe ela Entrar

21. Oldboy

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15 anos preso e sedento por explicações e vingança. Fábula sensacional que venceu o Grand Prix em Cannes.

20. Gomorra

19. A Queda – As Últimas Horas de Hitler

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Produção alemã que conta os momentos finais do füher é uma obra prima sobre a ruína da ganância.

18. Paradise Now

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O outro lado da moeda é visto neste filme sobre a guerra entre Palestinos e Judeus. Filme monosprezado pela academia norte-americana que conquistou o mundo com sua franqueza ao retratar o lado palestino do conflito.

17. Yesterday

16. Entre os Muros da Escola

15. Ninguém pode Saber

14. The best of youth

13. E sua mãe Também

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Filme que projetou dois astros: Gael García Bernal e Diego Luna, no drama adolescente do diretor Alfonso Cuerón.

12. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

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Lírico e encantador. Amelie Poulain conquistou o mundo com uma forma de fazer cinema poético que havia se perdido no tempo. Ainda mensão honrosa para a fotográfia divina da produção.

11. 4 meses, 3 semanas e 2 dias

10. Cache

9. Amores Brutos

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Traição, Angústia, Pecado, Egoísmo, Esperança, Dor e Morte. Primeiro capítulo da Trilogia da Perda, do diretor Alejandro Gonzalés Iñarritu, que continou com 21Gramas e Babel.

8. A vida dos Outros

7. Amor à flor da pele

6. A Viagem de Chihiro

5. Fale com Ela

4. Cidade de Deus

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Apogeu da Retomada do cinema brasileiro, sucesso de públido e crítica, e a consagração de Fernando Meirelles.

3. O Escafandro e a Borboleta

2. O Tigre e o Dragão

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O diretor Ang Lee redireciona o olhar para a China e mostra ao ocidente o grande cinema oriental.

1. O Labirinto do Fauno

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O terror da Guerra Civil Espanhola é o pano de fundo para a fábula invendada por uma menina para ousar fugir do mundo real. Filme adulto que explora a mitologia dos contos infantis e a fantasia. Trabalho do diretor Guilhermino Del Toro, que assumiu a adaptação de O Hobbit, do autor de O Senhor dos Anéis.

Fonte: CineClik

Fábio Prina_17/06/2009

5 Março, 2009

Who Watches the Watchmen?

É isso. Amanhã, a mais aclamada história em quadrinhos da história (redundante não), chega as telas de cinema de todo mundo. No mesmo filão de mercado que quase redefiniu o gênero “filme de herói”, Watchmen – O Filme segue a linha de Homem-Aranha, Batman, Sin City e V de Vingança para se tornar outra grande obra prima do cinema surgida nos comics.

Assim que passar os meus olhos na obra, terei a petulância de fazer uma análise e publicar por aqui. Por enquanto, deixo um belo texto de Matheus Potumati, publicado no site G1 que aponta diversos motivos para ver e para não ver a produção. Segundo ele, o texto é para leigos, que nunca tiveram em contato com a obra, mas ele vai um pouco além, meio que na inocência. No G1 há também uma segunda crítica destinada aos fãs dos quadrinhos, vale a pena se você realmente conhece a obra, senão, vai perder boa parte da graça do filme.

Até amanhã na sala de cinema mais próxima.

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O comediante voa janela abaixo, seguido pelo seu botton.

Falta de bons atores prejudica desempenho de ‘Watchmen’

de Matheus Potumati, publicado no site G1

A partir desta sexta, o mundo de fãs de quadrinhos se mobiliza para cumprir uma obrigação solene: assistir à estreia de “Watchmen - O filme” – a mais aguardada, patrulhada e conturbada adaptação de uma HQ para o cinema na história. Se você não se enquadra necessariamente nessa categoria (o que, pela matemática, provavelmente é o caso), talvez esteja se perguntando, “o que eu tenho a ver com isso?”

Quem vai ao cinema sem conhecer a história e espera um filme de ação cheio de pancadaria, efeitos e trama policial, precisa entender umas coisas antes. “Watchmen” não é uma história de super-herói qualquer. E isso, por mais que pareça o papo daquele amigo nerd que tentava convencê-lo a ler gibi, é bem sério. “Watchmen” se situa junto às melhores obras de ficção científica e política do século XX. É pesado, perturbador e complexo.

A história é hermética, construída sobre referências ao universo dos heróis – o Comediante, por exemplo, é uma versão psicologicamente deformada do Capitão América; Dan Dreiberg, alter-ego do Coruja, é como um Clark Kent que resolveu levar uma vida normal.

O contexto político também exige algum embasamento: o mundo onde se passa a trama é uma realidade paralela situada nos anos 1980, que faz os reacionários anos Reagan parecerem o governo Obama. Nele, os EUA ganharam a Guerra do Vietnã – com a ajuda dos heróis –, e a tensão entre EUA e URSS está prestes a esquentar a Guerra Fria. O presidente do país, pela terceira vez consecutiva, é o ultra-conservador Richard Nixon, que na vida real renunciou em 1974 após o escândalo Watergate.

É uma realidade distante até dos jovens americanos de hoje, quanto mais dos brasileiros. “Watchmen” exige um comprometimento muito maior do que “Homem-Aranha”, e estômago mais forte do que “Batman – O cavaleiro das trevas”. Não é filme para levar a namorada, a não ser que a sua namorada realmente goste de ver filmes. Portanto, só vá ao cinema se você estiver disposto a entender isso – e nesse caso vá mesmo, que a sessão vale o ingresso.

Se você, ao contrário, já sabe mais ou menos o que esperar, a conversa é outra. A principal pergunta que todos se faziam, desde que a história toda começou, era: “vai ser fiel à HQ?” Isso, você também já deve saber, está garantido. Qualquer adaptação para o cinema sempre engole algumas coisas e enxuga outras, mas o principal está ali, imaculado até às citações textuais exatas – exceção feita ao final, diferente na solução mas essencialmente o mesmo.

Trailer sombrio apresenta personagens e envoca Smashing Pumpkins

O fato de seguir à risca uma história genial, levada às telas com preciosismo técnico e estético incomparável, garante um filme no mínimo bom. Isso, certamente, vai fazer a alegria da grande maioria dos exigentes fãs da história. Mas, fora isso, o que há em “Watchmen”?

Do ponto de vista do elenco, faltam atuações memoráveis. É algo dispensável em filmes comuns de herói, mas um projeto com tantas ambições deveria considerar melhor a possibilidade.

A decisão de não escalar atores famosos aparentemente buscou priorizar a trama, mas personagens fortes saíram prejudicados, como o Comediante (Jeffrey Dean Morgan) e o Dr. Manhattan (Billy Crudup). O único destaque é Jackie Earle Haley, que faz Rorschach, narrador e personagem principal. Firme e soturno, Haley ficou à altura do papel. Mesmo assim, não chega perto da atuação de Heath Ledger em “Cavaleiro das trevas”.

As escolhas da adaptação prejudicaram pelo menos duas cenas fundamentais: as sessões de Rorschach com o psicólogo e as divagações do Dr. Manhattan em Marte. Resumidas demais, ambas perderam em profundidade.

Em outros momentos, quando a adaptação insere elementos alheios ao original, a qualidade dos diálogos e do andamento cai. Isso é perceptível na sequência final, ou na pirotecnia dispensável na cena de orgasmo de Espectral.

Esses detalhes devem excluir o filme da disputa por algum prêmio nobre do cinema e são indícios das deficiências de Snyder, que se sai bem apenas quando se limita à reprodução literal do original. É provável que ele nunca tenha tido tais ambições, mas a história certamente tinha espaço para isso.

Desfecho conservador

Apesar do contexto político distante, também é inevitável pensar nos anos Bush. A história de Alan Moore joga com a ambiguidade entre mentira e verdade, bem e mal, meios e fins, expondo a complexidade das relações éticas e morais humanas. Nada mais adequado, portanto.

Na adaptação, como o andamento é mais superficial, essa discussão fica esvaziada. No final, é quase como se o desfecho conservador fosse justificado, como a invasão de certo país do Oriente Médio mediante a bravata da destruição em massa. Não se trata de acusar Snyder de propaganda republicana, mas o mal-estar esperado, que seria bem vindo, fica amenizado.

Seja como for, “Watchmen – O filme” tem o notável mérito de gerar esse tipo de discussão em torno de uma história em quadrinhos, e amplificá-la em escala geométrica. Resta saber o que você, que não conhece o quadrinho, vai achar.

Fábio Prina_05/03/2008

22 Janeiro, 2009

Carnaval com Oscar, o prêmio

O prêmio mais famoso do cinema mundial nunca foi um grande atrativo para o público brasileiro, imagine então se a data de entrega do Academy Awards, ou o Oscar, coincidisse justamente com a data do carnaval, nosso ‘grande orgulho nacional’.

Sabemos que os dois eventos não criarão exatamente uma ruptura de público, mas não deixará de ser curioso assistir a transmissão do prêmio com flashes do desfile na avenida, ou vice-versa.

Mas enfim, na manhã desta quinta-feira, 22 de janeiro, foram anunciados os indicados aos prêmios concedidos pela Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, o tão famoso carequinha dourado. Como alarmado nos primeiros parágrafos – sim – a 81ª Entrega do Oscar será no dia 22 de fevereiro, domingo de carnaval.

Entre os campeões de Indicação deste ano estão O Curioso Caso de Benjamin Button, filme do cineasta David Fincher, com 13 indicações. Fincher, que entre outros trabalhos, realizou os fascinantes Clube da Luta, 1999, e Se7ven – Os sete crimes capitais, 1994, traz novamente Brad Pitt como protagonista, de um filme de sucesso.

Quem quer ser um Milionário, péssima tradução de Slumdog Millionaire, de Danny Boyle, diretor de Trainspotting, está em segundo em número de indicações, com 10 menções, enquanto que Milk – A voz da Liberdade, estralado por Sean Penn, aparece com 8 indicações.

Vamos a lista completa, com direito a várias queixas, piadas e outros comentários rasteiros. Os que estão com o asterísco são os que eu estou torcendo, ou que eu acho q vão ganhar.

Melhor Filme

Quem Quer Ser Um Milionário?*

Frost/Nixon

O Curioso Caso de Benjamin Button

Milk – A Voz da Liberdade

O Leitor

Onde está Batman – O Cavaleiro das Trevas? Depois que saí do cinema na sessão de Wall-E, falei aos quatro cantos que teríamos a nova animação da Pixar entre os indicados ao prêmio máximo da festa, mas sempre tive ressalvas na minha cabeça. Mas quanto a Batman, era certeza absoluta. Não por sentimentalismos pela morte de Heath Ledger, mas porque o filme é um divisor de águas no cinema contemporâneo. Depois dele, pensarão duas vezes antes de adaptar Quarteto Fantástico e Elektra e dizer que são filmes de super-herói. Lamentável.

Melhor diretor

David Fincher – O Curioso Caso de Benjamin Button*

Ron Howard – Frost/Nixon

Gus Van Sant – Milk - A Voz da Liberdade

Stephen Daldry – O Leitor

Danny Boyle – Quem Quer Ser Um Milionário?

Depois de O Código Da Vinci, parece que Ron Howard resolveu fazer um filme sério, e dizem que conseguiu. Gus Van Saint deu uma pausa no cinema moderno que vinha empregando em seus filmes Paranoid Park, Elefante e Os Últiomos Dias. Boyle e Fincher também aparecem muito bem no páreo, que ainda conta com o diretor de Billy Elliot e As Horas. Prêmio difícil.

Melhor ator

Mickey Rourke – O Lutador*

Sean Penn – Milk – A Voz da Liberdade

Frank Langella – Frost/Nixon

Brad Pitt – O Curioso Caso de Benjamin Button

Richard Jenkins – The visitor

Talvez o prêmio mais previsível. Mickey Rourke, o Marv de Sin City, está com a mão no prêmio, o que garantiria seu retorno completo ao show bizzness, após um limbo de quase 15 anos!

Melhor atriz

Meryl Streep – Dúvida

Kate Winslet – O Leitor*

Anne Hathaway – O Casamento de Rachel

Angelina Jolie – A Troca

Melissa Leo – Frozen River

Sim, Maryl Streep foi indicada denovo! Ao que parece o duelo será entre a bonitinha de O Diabo Veste Prada, Anne Hathaway, e Kate Wislet, minha musa de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Detalhe, casal Pitt e Jolie, ambos indicados… só pode ser piada.

Melhor ator coadjuvante

Heath Ledger – Batman – O Cavaleiro das Trevas*

Josh Brolin – Milk – A Voz da Liberdade

Robert Downey Jr. - Trovão Tropical

Philip Seymour Hoffman – Dúvida

Michael Shannon – Foi Apenas um Sonho

Quando uma coisa legal acontece, sempre tem outra mais legal pra deixar tudo meio confuso. Claro que Heath Ledger merece esse prêmio. Não por sua fatídica morte, mas por sua interpretação como um dos mais interessantes vilões da história do cinema. Batman muito em função dele. Mas Robert Downey Jr.! Quem assistiu o novo filme de Bem Stiller sabe que chega a ser chato quando o ator não está em cena. E o melho, contracenando com um negro de verdade. Explêndido!

Melhor atriz coadjuvante

Amy Adams – Dúvida

Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona

Viola Davis – Dúvida

Taraji P. Henson – O Curioso Caso de Benjamin Button

Marisa Tomei – O Lutador*

Melhor Animação Longa-Metragem

Bolt – Supercão

Kung Fu Panda

Wall-E *

Wall-E, que não deveria estar apenas nessa categoria, e sim, na de Melhor Filme.

Melhor Roteiro Adaptado

O Curioso Caso de Benjamin Button

Dúvida

Fros/Nixon

O Leitor

Quem Quer Ser Um Milionário?*

Escrevendo isso agora, me bateu um medo desse repeteco de Forrest Gump, sim, Benjamin Button, também é escrito por Eric Roth, vencer uma penca de Oscars.

Melhor Roteiro Original

Rio Congelado

Simplesmente Feliz

Na Mira do Chefe

Milk – A Voz da Liberdade

Wall-E*

Assim como Procurando Nemo, Os Incríveis e Ratattouille, mais um filme da Pixar chega a essa indicação ao Oscar. Quantos mais será preciso para provar que os filmes da produtora não são só desenhos animados?

Melhor Direção de Arte

A Troca

O Curioso Caso de Benjamin Button*

Batman – O Cavaleiro das Trevas

A Duquesa

Foi Apenas um Sonho

Melhor Fotografia

A Troca

O Curioso Caso de Benjamin Button

Batman – O Cavaleiro das Trevas*

O Leitor

Quem Quer Ser Um Milionário?

Adoro fotografias estilizadas e altamente impuras, por isso sinto muita falta de Austrália, de Baz Lurhman aqui. Pena que o filme foi renegado ao esquecimento com apenas indicação a figurino.

Melhor Figurino

Austrália*

O Curioso Caso de Benjamin Button

A Duquesa

Milk – A Voz da Liberdade

Foi Apenas um Sonho

Melhor Filme Estrangeiro

The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)

Entre os Muros da Escola (Entre les Murs – França)

Okuribito (Japão)

Revanche (Áustria)

Waltz with Bashir (Israel)

Mais um ano sem Brasil na disputa. Também se outro filme dos Barreto chegasse aqui de novo, era pra concluirmos que a Retomada não adiantou em nada.

Melhor Documentário

The Betrayal (Nerakhoon)

Encounters at the End of the World

The Garden

Man on Wire

Trouble the Water

Melhor Documentário Curta-Metragem

The Conscience of Nhem En

The Final Inch

Smile Pinki

The Witness – From the Balcony of Room 306

Melhor Montagem

O Curioso Caso de Benjamin Button

Batman – O Cavaleiro das Trevas*

Frost/Nixon

Milk – A Voz da Liberdade

Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Maquiagem

O Curioso Caso de Benjamin Button*

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Hellboy II – O Exército Dourado

Trilha Sonora Original

O Curioso Caso de Benjamin Button

Defiance

Milk – A Voz da Liberdade

Quem Quer Ser Um Milionário?

Wall-E*

Melhor Canção Original

“Down to Earth” – Wall-E

“Jai Ho” – Quem Quer Ser Um Milionário?

“O Saya” – Quem Quer Ser Um Milionário?

Acho que iria ser interessante se uma música indiana vencesse o Oscar. Vamo Lá Bollywwod!

Melhor Curta Animado

La Maison en Petits Cubes

Lavatory – Lovestory

Oktapodi

Presto

This Way up

Melhor Curta Live-Action

Auf Der Strecke (On the Line)

Manon on the Asphalt

New Boy

The Pig

Spielzeugland (Toyland)

Melhor Edição de Som

Batman – O Cavaleiro das Trevas*

Homem de Ferro

Quem Quer Ser Um Milionário?

Wall-E

O Procurado

Melhor Mixagem de Som

O Curioso Caso de Benjamin Button

Batman – O Cavaleiro das Trevas*

Quem Quer Ser Um Milionário?

Wall-E

O Procurado

Efeitos Especiais

O Curioso Caso de Benjamin Button*

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Homem de Ferro

Fábio Prina_22/01/2009

16 Outubro, 2008

Tarantino is back!

Quentin Tarantino, ‘o diretor mais influente nos anos 90′, está a todo o vapor. Agora exercendo aquilo que todo mundo quer ver dele: roteiros e direção. Após seu retorno do limbo em 2003 com o lançamento de Kill Bill, o cara não pára. Dirigiu uma ponta do trabalho do amigo-parceiro Robert Rodrigues, Sin CityA Cidade do Pecado, escreveu, atuou e dirigiu trabalhos para a TV e, também em parceria com Rodrigues, lançou nos cinemas o duplo Grindhouse, que sequer chegou ao Brasil, em sua forma completa.

Este último, injustiçado nas bilheterias, é na verdade uma sessão dupla de filmes, relembrando as nostálgicas salas de cinema B dos anos 70, que atraiam fregueses passando dois filmes por o preço de um. Death Proof, ou À Prova de Morte, seguimento de Tarantino, é o trabalho mais fraco do diretor. Fraco, porque sempre se espera fôlego e muita inquietação de um filme comandado pelo nerd, mas que nesse abre mão dos diálogos inspirados (com excessões) para dar voz ao cine-destruction setentista. O resultado, principalmente quando assistido ao lado de Planet Terror, segmento de Rodrigues, é no mínimo pífio.

Mas mesmo com o forte fracasso do trabalho em parceria, Tarantino não pára. E aí que entra a produção de seu projeto mais audacioso e adiado: Inglorious Bastards, seu filme de segunda guerra.

O filme é tão audacioso que seus “tutores”, os irmãos Weistein, tiveram que vir a público procurar por investidores que topassem integrar o time do $$ da nova obra de Tarantino. O negócio saiu do papel e já está em produção, com um elenco de Luxo – o que é comum nos filmes do diretor. Brad Pitt, Diane Kruger (Tróia), Mike Myers (Austin Powers) e Daniel Brühl (Adeus Lênin), encabaçam o cast.

Segundo o site Omelete, eis a sinopse oficial, divulgada na quarta-feira, 14 de outubro:

Inglourious Basterds começa na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde cria uma nova identidade como dona de um cinema.

Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para atacar alvos localizados. Conhecido por seus inimigos como Os Bastardos, o esquadrão de Raine se junta à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. Os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança.”

Poster teaser

Além disso, a revista americana Variety publicou um possível poster-teaser do longa. A imagem mostra o brasão nazista perfurado por uma bala, nada muito original, mas emblemático. Abaixo, apenas o nome do diretor e de seu filme. A previsão de estréia ainda não é exata, mas Tarantino garante que o filme estará no festival de Cannes em maio de 2009. Pagamos para ver. Mas é assim mesmo, tudo pode-se esperar desse camarada do cinema contemporâneo.

Fábio Prina_16/10/2008

12 Setembro, 2008

Filmes Lego

Vi hoje à tarde no site do Jacaré Banguela um link para a vinheta de entrada dos Simpsons feita em Lego. Já não é mais novidade para ninguém esses filmizinhos feitos em stopmotion, que capturam as pecinhas quadradas recriando heróis do cinema, da televisão, ou até mesmo da vida real, como postei aqui há algum tempo.

Enfim é bacana assistir a versão Lego dos Simpsons, que apersar de ser cretidada à um estúdio no final, parece ser muito amadora perto dos clássicos Lego Star Wars, Lego Spider Man e o melhor de todos Lego Indiana Jones.

Lego vive!!

Xeretando no You Tube (que todo mundo conhece então não precisa de hiperlink), achei também essa recriação da vinheta dos Simpsons em animação digital. O detalhe é que aparenta ser algo feito em casa, ou pelo menos há alguns belos anos, pela truncagem. Há algum tempo postei no blog também, uma versão da entrada em Live Action, feita por uma rede de TV britânica para promover a nova temporada lá na ilha. A brincadeira deu tão certo, que o próprio semi-deus Matt Groening incluiu a vinheta em um episódio dos amarelos na temporada seguinte. Grande cultura pop!

Animação lembra clássico clip da Money For Nothing

Fábio Prina_12/09/2008

29 Julho, 2008

Macacos me mordam Robin!

Meu super-herói favorito sempre foi o Batman. Um dos motivos é porque ele não tem nada de super, nenhuma super-força, nenhuma super-velocidade, nada. Nem voar ele consegue (em partes). Sempre achei que qualquer um pudesse ser o Batman, era só ter um cinto bacana e um carro que não fizesse curvas. Aliás, ainda acho.

Mas o grande motivo que me fez ser fã do Batman foi a Pepsi. Tinha sete anos quando a campanha de Batman – O Retorno enchia os meus olhos na TV, nas ruas e nas tampinhas de refrigerante (na época não se tomava muita latinha). Foi a Pepsi que me levou ao cinema para ver Batman legendado quando eu ainda assistia desenhos da Disney. Meu Deus! Como eu detestava assistir filmes legendados!

Michael Keaton como Batman (1989): lendária armadura que não deixava o ator mover a cabeça

Pois bem, foi droga pesada. me viciei de uma forma absurda e consumi tudo que existia: Desenhos animados, filmes sessentistas, bonequinhos em miniatura, revistas em quadrinhos e os outros filmes que sairam no cinema (pois é). Batman foi um divisor de águas para mim, o sorriso eterno do coringa, os pinguins no esgoto de Gothan, a lambida da mulher gato, tudo ainda é fresco na minha cabeça desde a primeira vez que vi.

Passados quase vinte anos desde que assistir Batman – O Retorno no cinema me sinto tão feliz e tão fã como naquele tempo. O herói está de volta, os vilões, quase tudo está igual. A diferença, sutil mas devastadora, é que assim como eu mudei nesses anos que separam a continuação de Batman e a continuação de Batman Begins é que eu invelheci e, querendo ou não, amadureci. E o mesmo aconteceu com Batman.

Christian Bale como Batman (2005): Humanização do herói

Os esteriótipos de vilão e as quinquilharias do Sinto de Utilidades deram lugar a uma divisão de armamentos militares e a assassinos lunáticos. O herói intocável desapareceu para surgir um sujeito conturbado e altamente dividido entre sua proposta de existir e sua própria existência.

Como não se emocionar em assistir Batman – O Cavaleiro das Trevas (péssimo título). O filme, querendo ou não, é quase um retrato do cotidiano do planeta, sempre a beira do caos, como poucas produções comerciais ousam ser.

Eis que esse fã, que nem no tempo de Joel Schumacher desacreditou, está feliz outra vez e de bem com seu herói, afinal ele não será um divisor de águas só para mim agora.

Batimam na Feira da Fruta: filme que vem ganhando espaço na filmografia do herói

Fábio Prina_29/07/2008

17 Julho, 2008

Mazaá…

Arquivado em: Artes, Cinema, Cultura Inútil, Filmes, Publicidade, Quadrinhos — fprina @ 5:03 pm
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Quem for assitir Batman – O Cavaleiro das Trevas no cinema vai ser agraciado com este trailer. Assista, se não for já de seu conhecimento não tente entender muito. Se for… sacie a sua sede. Vem aí Watchmen.

Do visionário diretor de 300, a mais aclamada Graphic Novel de todos os tempos

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