Era uma vez quatro rapazes de Liverpool

Assim como a maioria das pessoas, conheci os Beatles e sua música separadamente. Era normal para mim falar, desde criança, que essa era a melhor/maior banda de rock de todos os tempos, mas não conhecia nenhuma música. Por outro lado, ouvia Hey Jude, Love me do, Yesterday nas rádios e não tinha a menor idéia que eram músicas dos Beatles, afinal, sou uma geração e meio após a grande fase do fab four.

Me tornei um assíduo ouvinte das músicas e do talento daqueles quatro, durante o segundo grau no colégio, um pouco por influência dos colegas, um pouco pelo estigma de querer saber porque eles eram tão famosos assim. Foi na verdade essa minha curiosidade demasiada que me fez mergulhar em álbuns, músicas, lendas, livros, histórias e tudo que se possa imaginar no universo Beatles.

Hoje, me considero um inofensivo apreciador, apesar de já ter passado desse estágio por várias vezes, mas quem em sua vida não vai ter uma queda abismal por eles? É simplesmente impossível passar despercebido pela música e pela lenda. Assim foi, e assim será sempre… espero.

Acho que numa dessas grandes recaídas, normais para qualquer ser, que uma moça chamada Julie Taymor, teve uma genial-idéia-simples (desculpe as palavras compostas, mas é um vício que não pretendo largar). explico: Ela inventou, ou decidiu, criar um filme apartir das músicas dos Beatles. Idéia extremamente simples, mas que nunca tinha sido executada dessa forma. A música passa de refresco sonoro, como uma mera trilha, cortesia de várias outras produções, para se tornar a linguagem do filme. E, Não, essa é a resposta da pergunda que permeia a sua cabeça: nunca alguém tinha realizado um filme musical apenas com composicões dos Beatles.

Assim, foi lançado Across the Universe.

Em uma breve sinopse, o filme conta a história de um jovem inglês (adivinhe de onde?) chamado Jude, que viaja para conhecer seu pai nos EUA. Lá ele conhece um outro jovem, Max, e sua irmã, a bela Lucy. Com o decorrer do tempo, Jude e Lucy se apaixonam, e assistem uma grande mudança no comportamente e na sociedade, em tempos de guerra do Vietnã.

Nesse contexto, um tanto até simples, as 29 músicas dos Beatles escolhidas para fazerem parte da trilha sonora, ganham um novo sentido, ou até uma nova vião total do que foi o trabalho da maior banda musical da história.

As canções, sem qualquer metáfora, são a linguagem daquela geração, que é revista e lembrada nesse filme. Somos apresentados àquele mundo de protestos, descobrimentos sexuais, drogas, psicodelia, luta, guerra, paixões, personagens e música. Na verdade é díficil definir tamanha complexidade que foi a virada de década entre 60 e 70, mas é possível sim, ver ela de uma forma poética e real na produção de Julie Taymor.

Em ordem de aparição no filme são apresentadas as seguintes músicas:

  • Girl
  • Helter Skelter
  • Hold Me Tight
  • All My Loving
  • I Want To Hold Your Hand
  • With A Little Help From My Friends
  • It Won’t Be Long
  • I’ve Just Seen A Face
  • Let It Be
  • Come Together
  • Why Don’t We Do It In The Road
  • If I Fell
  • I Want You
  • Dear Prudence
  • Flying
  • Blue Jay Way
  • I Am The Walrus
  • The Benefit Of Mr. Kite
  • Because
  • Something
  • Oh Darling
  • Strawberry Fields Forever
  • Revolution
  • While My Guitar Gently Weeps
  • Happiness Is A Warm Gun
  • Blackbird
  • Hey Jude
  • Don’t Let Me Down
  • All You Need Is Love
  • Lucy In The Sky With Diamonds

Strawberry Fields Forever

Apenas, “Lucy in the Sky…” não faz parte da história do filme, sonorizando os créditos finais. As demais, saem da boca dos personagens, aplicando suas letras geniais a contextos que nem o mais feroz fã poderia imaginar. Basta dizer que “I want to hold…” se transforma em uma espécie de hino lésbico, então imagine o resto.

No filme, estão presentes canções de todas as fases da carreira dos Beatles, assim como todos os momentos ‘fora da música’: Ele começa como um romance adolescente, passa pela fase madura, entra em conflito, perde-se na psicodelia, e re rende de vez ao amadurecimento e a negação do passado. Nada mais honesto.

Muito se comentou negativamente sobre o tempo de duração (131min) e também sobre os excessos como as músicas tocadas na íntegra, personagens de sobra e a extensão das cenas psicodélicas, mas cá para nós, poderiam ter centenas mais. Na minha imaginação doentia, já teria inserido “Magical Mistery Tour”, na cena que Bono (ele mesmo, o vocalista do U2) como um personagem chamado Dr. Robert leva os personagens para uma viagem de onibus através do país. Assim como poderia ter um meloso medley com entre os protagonistas exaltando a primeira fase da banda.

Mas os destaques não são poucos: Joe Cocker aparece três vezes na mesma cena para cantar sua excelente leitura para o filme de “Come Togheder”, o que não desanima a diretora o colocar no final de “With a Little Help …” um pequeno trecho inspirado na sua elogiada versão cover da música.

“Hapinnes is a Warm Gun”, cantada por Salma Hayek, e “Revolution” são maximizadas quanto ao tom de sarcasmo e crítica, em duas sequências grandiosas. Mas o que sem dúvida vale o filme é “I Want You” interpretada por robóticos soldados-alistadores, criando a antológica cena com os ‘novos soldados’ carregando uma imagem da Estátua da Liberdade Vietnã a dentro cantando “she’s so heavy”. Abusurdamente fenomenal!

E claro, Bono, também canta, uma ótima versão de “I’m the Walrus”, com a imagem da tela em negativo. Dá pra imaginar a loucura!!!!

I Want You

Na verdade, são várias cenas de ótimo gosto e produção de cena, que dificultam escolher o que é melhor e o que é pior no filme, só assistindo e tentando reconhecer toda a gama de alusões, detalhes e homenagens é que se tem noção de quanto espetacular é este trabalho.

Espero para os próximos meses, um anúncio de uma versão em DVD complétissima, com Cenas excluídas, não finalizadas, estendidas, entrevistas, documentários e tudo que se tem direito. Afinal, esse é um daqueles filmes para ver, rever, ver nomavente e rever mais e mais e mais…

Para os céticos de plantão, que descreditam a qualidade do filme, alguns vídeos extraídos, sem direitos autorais, do youtube.

Hey Jude

I Want You / She’s so Heavy

Dear Prudence

Revolution

Fábio Prina_22/04/2008

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A Guerra de Qualidade

Acabei de receber este texto em um e-mail do colega do Curso de Jornalismo, Rodrigo Prux, em meio a isso separei alguns vídeos que estão esquentando a briga de qualidade entre Globo e Record! Ao fim uma sátira expetacular do Filho Pródigo da Globo, que ainda se reserva em fazer críticas ao seu ganha pão (TV) e seus patrões (Globo) e depois querem defender o Jô Soares em Salas de aula do curso de jornalismo (!!!), mas essa é outra história.

Faltou QI no Q de Qualidade da Globo

Por Alberto Luchetti em 15/4/2008
Reproduzido do AdNews, 14/4/2008

Não são raros os erros de português que a maior emissora de televisão do país comete em sua programação. Ora aparecem em seus telejornais, ora em programa de entretenimento. É muito comum, aliás, um personagem de novela – sem desculpa pelo tipo que faz – sapatear no vernáculo. Na prorrogação desse parágrafo, sequer convém mencionar as “bolas fora” proferidas durante as transmissões esportivas, sobretudo quando comentaristas que ganharam a vida com o pé resolvem sobreviver abrindo a boca.

Agora, fustigada pela concorrência, a Rede Globo de Televisão ultrapassou todos os limites da boa convivência com a língua portuguesa. No comercial institucional, que apregoa o Q de Qualidade da emissora, faltou QI. Como Armando Nogueira está fora de combate e Otto Lara Resende, que escrevia os textos do patriarca Roberto Marinho, está morto, a nossa nobre língua padece no Jardim Botânico.

A Globo apelou para a exaltação do Q de Qualidade como justificativa para a perda constante de audiência para a TV Record. Mas negligenciou na qualidade do texto de seu próprio institucional. No anúncio, protagonizado por atores, jornalistas e afins, veiculado na própria TV Globo, o ator Marco Nanini foi premiado com uma pérola da redundância. Ele usa a expressão “pequeno detalhe” ao falar de figurino, como se detalhe tivesse outra dimensão que não fosse pequena. É o mesmo que grande maioria ou pequena minoria, aliás, muito freqüente na boca de quem fala na TV Globo.

Gosto duvidoso

O vídeo e o texto exibidos pela emissora carioca podem ser “criação” de uma agência de publicidade descompromissada com a gramática, o que não acredito. O mais provável é que pelo menos o texto tenha sido gestado por mãos inábeis, no ventre de alguém de pouca prática, numa sala do sexto andar da Rua Lopes Quintas, 303, Jardim Botânico, gabinete da direção da Central Globo de Comunicações.

Estilisticamente, a peça publicitária que a Globo prega no telespectador também é sofrível. O ator Tony Ramos é humilhado com o cacófato “só dela”, como se o erro fosse só dele. O apresentador Serginho Groisman fica encarregado da metáfora mais piegas do institucional Q de Qualidade – “compromisso nos nossos corações” –, sacada tão vulgar que não sensibilizaria sequer telespectadores insones em altas horas.

Numa frase, Galvão Bueno chuta dois flácidos gerúndios (“defendendo” e “respeitando”) e Luciano Huck s-o-l-e-t-r-a uma rima pobre juntando “inovar” com “trabalhar”. Há ainda uma profusão de pronomes, com aplicação de gosto duvidoso, ao longo da maioria das falas, como no caso de Xuxa, que diz: “… além do que se vê, está o que se sente”. E, eu, sinto muito.

A Globo com o Q de Qualidade acha que isso é Beleza Pura, mas, acredite, não passa de Duas Caras.

Cormercial da Rede Globo desenvolvida pela DM9, exaltando o Q de Qualidade, e passível de erros de gramática, pleonasmos, metáforas vazias e gerúndios.

Mensagem institucional da Record em resposta ao Q de Qualidade da Globo.

Abertura do primeiro Programa do Jô, após sua volta para a Rede Globo, piadas infames que lhe renderam críticas na recepção.

Fábio Prina_18/04/2008

Grande Prêmio Vivo de Cinema Brasileiro

Foram entregues na noite de terça-feira, 15 de abril, os premios da sexta edição do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, uma espécie de Oscar brazuca. As semelhanças ficam a cargo de que a premiação patrocinada pela gigante dos telefones celulares é altamente comercial, deixando de lado toda a grande gama de produção independente do país. Também, os vencedores são escolhidos pela Academia Brasileira de Cinema, órgão criado no longíncuo ano de 2002.

Ainda amadurecendo, a festa acabou se tornando uma intíma confraternização de conhecidos e da velha guarda do cinema nacional. No convite, pedia até para os convidados comparecerem em traje de gala (!), mas a alguns pensaram que estavam no Festival de Gramado de Cinema e foram ver a entrega de prêmios usando jeans, camiseta e All Star!

O grande vencedor da noite foi o filme que não ganhou melhor filme. Tropa de Elite, que você deve ter assistido daquele DVD copiado do amigo do vizinho de um conhecido, recebeu ao todo nove premios, incluindo de melhor diretor para José Padilha, que não compareceu a entraga com suspeita de Dengue (Viva Brasil). O vencedor do prêmio de melhor filme foi entregue ao drama-de-ditatura O ano que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer. Confira a lista completa dos indicados e dos vencedores do prêmio.

Melhor Filme
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– Baixio das Bestas
– O Céu de Suely
– O Cheiro do Ralo
Tropa de Elite

O óbvio seria premiar Tropa de Elite, já que além de ter um apelo popular que conquistou o público e crítica, a produção vitou o maior fenômeno cultural da história cinematográfica brasileira. Talvez a ausência de O Ano… na lista de indicados ao Oscar (o original) tenha contribuído para que ele levasse o prêmio por aqui.

Melhor Diretor
– Beto Brant E Renato Ciasca (Cão Sem Dono)
– Cao Hamburger (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias)
– João Moreira Salles (Santiago)
José Padilha (Tropa de Elite)
– Karim Aïnouz (O Céu de Suely)

Incontestável. Roteiro crítico e direção analítica andam junto em Tropa de Elite. A direção é única.

Melhor Ator
– João Miguel (Mutum)
– Lázaro Ramos (Ó Pai, Ó)
– Marco Ricca (A Via Láctea)
– Matheus Nachtergaele (Baixio das Bestas)
– Selton Mello (O Cheiro do Ralo)
– Wagner Moura (Tropa de Elite)

Wagner Moura contruiu um personagem contratidório, com conflitos, vontade de mudar a situaçào caótica que vive, e ao mesmo tempo violento e sádico. Em contra-ponto, Selton Mello tem uma performance brilhante em Cheiro do Ralo e Lázaro Ramos se destaca em Ó pai Ó. Difícil, mas não injusto.

Melhor Ator Coadjuvante
– Caio Blat (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias)
– Daniel Oliveira (Zuzu Angel)
– Germano Haiut (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias)
– João Miguel (O Céu de Suely)
– Milhem Cortaz (Tropa de Elite)

O capitào Fábio de Tropa de Elite rouba a cena, mas sua grande atuação tem méritos do grande elenco que está ao seu lado.

Melhor Atriz
– Andréa Beltrão (Jogo de Cena)
– Carla Ribas (A Casa de Alice)
– Dira Paes (Baixio das Bestas)
– Hermila Guedes (O Céu de Suely)
– Patrícia Pillar (Zuzu Angel)

Injustiça! Dira Paes está soberba como a prostituta de Baixio das Bestas. Uma pena que a produçào polêmica tenha ficado esquecida na premiação.

Melhor Atriz Coadjuvante
– Alice Braga (O Cheiro do Ralo)
– Hermila Guedes (Baixio das Bestas)
– Marcélia Cartaxo (Baixio das Bestas)
– Silvia Lourenço (O Cheiro do Ralo)
– Simone Spoladore (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias)

Pário mais difícil e mais equilíbrado. Temos Alice Braga que está ganhando o mundo e tem uma ótima aparição em Cheiro do Ralo e também as meninas Hermila Guedes e Mascélia Cartaxo de Baixio das Bestas, como Hermila venceu na categoria de melhor atriz, justo que Silvia Lorenço (ou sua bunda), tenha se consagrado.

Melhor Longa-Metragem de Animação
– Brichos
– A Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo
– Wood & Stock, Sexo, Orégano e Rock’n’roll

Menos mal que não foi a Turma da Monica. Ainda está no embrião a animação no Brasil, fundamental ter este tipo de incentivo para as produções.

Melhor Longa-Metragem Estrangeiro
– Babel, de Alejandro González (EUA)
– A Culpa É do Fidel, de Julie Gavras (França)
– Os Infiltrados, de Martin Scorsese (EUA)
– Pequena Miss Sunshine, de J. Dayton e V. Farias (EUA)
– A Vida dos Outros, de Florian Henckel Von Donnersmarck (Alemanha)
– Volver, de Pedro Almodovar (Espanha)

Não sei qual é de ter DUAS categorias para filme estrangeiro, não estamos cheio deles em qualquer cinema no shopping da esquina! O espaço aqui era para cinema Brasileiro. Enfim, podiam justiçar Babel já que ficou de fora para Scorsese se consagrar… que piada!

Melhor Roteiro Adaptado
– A Casa de Alice
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

– Jogo de Cena
– Saneamento Básico – O Filme
– Tropa de Elite


Jogo de Cena. Jogo de Cena. Mescla de realidade e ficçào é quase uma nova linha de criação para Roteiro Adaptado. Grande Coutinho! Detalhe, única indicaçào para o gaúcho Saneamento Básico, de Jorge Furtado.

Melhor Roteiro Original
– Mutum
– Batismo de Sangue
– O Cheiro do Ralo
– Cão Sem Dono
– Ó Pai, Ó

Essa não tinha como escapar. Merecido.

Melhor Direção de Arte

– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– O Cheiro do Ralo
– Zuzu Angel
– O Céu de Suely
– Tropa de Elite


Reciraçào da década de 70 foi mais feliz que as favelas cariocas de Tropa de Elite.

Melhor Direção de Fotografia
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– O Cheiro do Ralo
– Tropa de Elite
– O Céu de Suely
– Santiago

Eis que entra a experiência americana na ascendente produção cinematográfica brasileira. Um dos técnicos que trabalhou em Tropa de Elite, já havia recriado o ambiente instável da Somália, no filme Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott. A qualidade do trabalho de Lulu Carvalho é grandiosa e merece ser reconhecida.

Melhor Som
– O Cheiro do Ralo
– Santiago
Tropa de Elite
– O Céu de Suely
– Zuzu Angel
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

Quando questionado sobre a diferença entre o filme que circulava nas prateleiras dos camelôs Brasil a dentro e o filme que entrava em cartaz nos cinemas, o diretor de Tropa de Elite, José Padilha foi simples: Um milhão de dólares. A versão consumida por mais de 4 milhões de pessoas nas ruas estava ainda `crua` sem a pós-produção realizada nos Estados Unidos. A mixagem de som foi feita nessa estapa final e merece ser conferida em DVD por aqueles que preferiram a versão free!

Melhor Trilha Sonora
– O Cheiro do Ralo
– O Céu de Suely
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– Cartola Música Para os Olhos
– Tropa de Elite

A pára! Quer dizer que se o documentário de Martin Scorsese, No Direction Home, tivesse concorrido a melhor canção Blowing in the Wind teria vencido? Ou Like a Rolling Stone? Que piada! Cartola que me desculpe, mas esse amadorismo da Academia de Cinema Brasileiro devia ter cuidado e escolhido uma trilha sonora ORIGINAL para ser a vendedora. Que piada!

Melhor Figurino
– Noel – Poeta da Vila
– Tropa de Elite
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– Zuzu Angel
– O Céu de Suely

Teria vencido Zuzu Angel pela participação de Elke Maravilha ou pelo papel de Luana Piovanni fanzendo… Elke Maravilha?

Melhor Longa-Metragem de Documentário
– Cartola – Música Para os Olhos
– Estamira
– Fabricando Tom Zé
– Jogo de Cena
– Santiago

Ainda não assiti a Santiago, dizem que a grande sensação que se passa logo após o filme é de que se trata de um encontro do autor com ele mesmo. No caso, foi o que o próprio João Moreira Salles declarou. São registros de um jovem cineasta e um documentarista maduro, muito dos méritos estão na edição do material captado ao longo dos anos.

Melhor Maquiagem
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– O Céu de Suely
– Tropa de Elite
– Zuzu Angel
– Batismo de Sangue

Pega o saco.

Melhor Efeito Especial
– O Cheiro do Ralo
– Saneamento Básico – O Filme
– Mutum
– Tropa de Elite
– Cidade dos Homens

Melhor Montagem de Ficção
– O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
– Baixio das Bestas
– O Céu de Suely
– O Cheiro do Ralo
Tropa de Elite

Daniel Rezende é o cara. É ele o gênio atrás das ilhas em Cidade de Deus, filme que lhe rendeu o Bafta de melhor edição. Era ele o favorito ao Oscar em 2004, nas quatro indicações do filme de Fernando Meirelles. É ele que dá o ritmo frenético de Tropa de Elite, e que leva em um segundo de um treinamento em containers até uma verdadeira guerra civil no Rio de Janeiro.

Melhor Curta-Metragem de Animação
– Até o Sol Raiá
– O Jumento Santo e a Cidade que Se Acabou Antes de Começar
– Tyger
– Vida Maria
– Yansan

Melhor Curta-Metragem de Ficção
– Beijo de Sal

– Paralelos
– Saliva
– Satori Uso
– Severa Romana

Melhor Montagem de Documentário
– Santiago

– Pro Dia Nascer Feliz
– Jogo De Cena
– Person
– Estamira

Melhor Curta-Metragem de Documentário
– A Cidade e o Poeta

– Cora Coralina: o Chamado das Pedras
– Freqüência Hanói
– Infernos
– Saba

Outras Premiações

Melhor longa-metragem nacional (escolha do público)
“Tropa de Elite”

Melhor filme estrangeiro (escolha do público)
“Pequena Miss Sunshine”

Personalidade do Cinema Brasileiro
Renato Aragão

Neste link da Wikipedia, você confere os vencedores de outras edições do prêmio.

Fábio Prina_17/04/2008

Star Wars on Earth

Sempre que acredito friamente que já fizeram tudo que seria possível e imaginável com a série Star Wars, quebro a cara. Algum maluco consegue reciclar ainda a saga para criar mais um sub-produto do gênero. Como é o caso do francês Cedric Delsaux, que criou uma exposisão de fotos dos personagens clássicos de George Lucas em lugares corriqueiros e comuns aos terráquios.

As imagens foram premiadas e ganharam o mundo em expocições e mostras. Para os fãs mais ferrenhos, não existe ali grandes novidades, sendo que até filmetes de animação com massa de modelar já foram criados no infinito universo expandido da série, mas o resultado não é de passar batido.

Para conferir mais imagens não apenas sobre Star Wars, visite o site do cara.

Fábio Prina_17/04/2008

Mais Roger Waters na Amazônia

Só para lembrar que o ex-baixista e fundador do Pink Floyd, Roger Waters, veio ao Brasil para acompanhar a montagem da ópera Ça Ira, composta e arranjada por ele próprio. Nesta semana, o lendário músico voltou a terra tupiniquim para acompanhar as apresentções da peça. Elas acontecem no Teatro Amazonas, em Manaus, enquanto ocorre o Festival Amazonas de Ópera.

Na onda, a TV Cultura faz uma matéria muito interessante sobre Waters e sua Ópera, a hospedagem é do Portal UOL. Clique na figura para conferir a matéria.

Roger Waters – músico

As Aventuras de Mário, o Publicitário

É de praxe! PP, RP e Jornal não se bicam muito, e quando se bicam, dá besteira. Mas p’ra descontrair um pouco, nada melhor do que um bom humor.. .digamos… ligado um pouco a essa richa comunicacional!! Conheçam Mário, o Publicitário.

As tiras estão hospedados no Blog Brainstorm #9.

Clique na imagem para conhecer outras histórias desse profissional.

Quando a hitória vira uma brincadeira…

O fotógrafo inglês Mike Stimpson postou em sua página no Flickr, algumas recriações, a partir dos brinquedos Lego, de fotos famosas. Até aí, a idéia é bacana, mas quando vista as imagens originais, as quais Stimpson se baseia, uma sensação muito ruim veio até mim. Gostaria de dividir isso, com aqueles que se aventuram a visitar esse blog.

A realidade é um tanto cruel em frente aos alegres bonequinhos de encaixar.

O Rebelde Anônimo, Praça da Paz Celestial, 1989.


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Lunch Atop a Skyscraper – Construção do Rockefeller Center, 1932

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Communist executed in a Saigon Street, Guerra do Vietnã, 1968

Fábio Prina_09/04/2008