Top 10 – Maxim

Se você viu o filme do Homem de Ferro e não entendeu a pergunta de um soldade que está escoltando Tony Stark: “É verdade que você saiu com todas as capas da Maxim do ano passado?” E Stark responde: “É mentira, as de junho e julho eram gêmeas e não quiseram sair comigo”, enteda através dessa lista maravilhosa. Anualmente, o periódico americano divulga a relação com as 100 Mulheres mais Sexy do Mundo.

Assim como várias outras publicações, a Maxim tende a ser local e rechear suas listas com americanas que estão em alta. Mas de qualquer modo vale conferir. Clique a galeria completa da revista.

A lista foi estraída do Blig Lista10.

10

9

8

7

6

5

4

3

2

1

Fábio Prina_29/05/2008

Anúncios

Terror nos maços de cigarro

A campanha contra o tabagismo no Brasil, aquela com imanges nas costas dos maços de cigarro, foi elogiada por sua originalidade e construção denotativa do produto nocivo. Até aí tudo bem. Porém, na última terça-feira, foram divulgados os rótulos para a nova versão da campanha, que entra em vigor em maio do ano que ve

Uma coletânea de imagens exageradas, que se utilizam da sensação de nojo para tentar causar mal-estar nos consumidores. Veja bem, eu não fumo, tenho familiares que fumam e amigos também. Testemunhei muito de perto malefícios da compulsão pelo cigarro, mas nunca na vida vi, nem sequer ouvi falar de casos tão absurdos como esses que foram estampados na embalagem do produto.

Artificial e apelativo para o trash. Uma verdadeira bola fora. Objeto digno de coleções excêntricas.

Entre tantas aberrações, uma imagem interessante.

Fumaça tóxica? Ainda era mais interessante mostrar que crianças tem acesso ao produto através de adultos.

Humilhação também faz parte da campanha. Muito desagradável.

Exagero! Garrafinha com caveira? Objeto era de posse de Jack Sparrow!

Sessão nojeira. O Albergue.

Jogos Mortais

Nik/Tup

Fábio Prina_29/05/2008

E deu Brasil em Cannes!

Tudo bem, a manchete é charlatona, mas não deixa de ser verdade. Fomos e fomos muito bem no maior Festival de Cinema do Mundo. Linha de Passe, dos diretores Walter Salles e Daniella Thoma,s foi premiado como melhor Atriz, à Sandra Corveloni. Se existia alguém com dúvidas do potencial do nosso cinema, que fique bem claro que não existe nenhum coicidência em filmes brasileiros estarem presentes em diversas listas de premiados em festivais internacionais. É a qualidade que está cada vez mais alta tanto nas narrativas, nas atuações, nas produções e no acabamento das obras.

Pois bem, além de dar Brasil, deu França em Cannes. Os anfitriões não venciam o festival há 21 anos! A Palma de Ouro foi para Entre les Murs, de Laurent Cantet. O vencedor do Grand Prix foi o italiano Gomorra, de Matteo Garrone. O Prêmio do 61° Festival de Cannes foi entregue à Catherine Deneuve, por Um Conto de Natal (Un Conte de Noël), que dividiu com Clint Eastwood, por The Exchange. (Ex-Changeling). Para Melhor Direção foi entregue o prêmio ao turco Üç Maymun (“Os Três Macacos”), de Nuri Bilge Ceylan. Completando a lista com os principais premiados: Prêmio do Júri: Il Divo, de Paolo Sorrentino. Melhor Roteiro: Le Silence de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne. E um grande destaque foi Benicio del Toro, que recebeu o prêmio de Melhor Ator pela cinebiografia de mais de 4 horas sobre o revolucionário argentino Ernesto Guevara de la Serna, no filme-evento Che.

Recriação de momento histórico foi elogiadíssima

Falando em Che, o filme de Steven Sodenberg, várias notícias boas rondam a produção. O título é inteiramente falado em Espanhol, há apenas intervenção de inglês nas cenas que se passam nos EUA, isso já é de se aplaudir, uma vez que os yankes adoram ver personalidades mundiais falarem um inglês tosco com um sotaque quase hilário. A produção de 4horas e 28minutos, será dividio mundo afora em dois filmes. O primeiro lançado em Outubro e o segundo em Dezembro. A primeira parte se chamará The Argentine, contando a passagem de Guevara por Cuba, sua participação na Revolução e também terá a participação de Rodrigo Santoro interpretantdo Raul Castro, irmão de fidel, atual governante da ilha.

A segunda será Guerrilla, e mostrará o trágico fim de Che nas matas bolivianas. Ambos foram rodados simultaneamente inclusive com cenas realizadas na antiga sede das Nações Unidas, em Nova York, onde foi recriado o lendário discurso de Guevara.

Premieré em Cannes – Sodemberg e Bel Toro falam sobre Che

Fábio Prina_26/05/2008

Canibais & Solidão em Sampa

Um dos maiores clássicos do cinema amador nacional de todos os tempos Canibais & Solidão vai representar o Rio Grande do Sul no 4º Encontro Científico de Anhambi em São Paulo – SP. A obra do diretor, roteirista, produtor e editor Felipe M. Guerra estará presente na Mostra “Nas Bordas do Cinema Brasileiro”, e ganha as telas na quinta-feira, 29 de maio.

Para aqueles que não são íntimos do paragrafo acima, cabe expicar. Felipe M. Guerra é o sócio-proprietário de uma produtora amadora de filmes na cidade de Carlos Barbosa – RS, chamada Necrófilos Produções Artísticas. No corrículo a produtora apresenta três longas, teria um quarto mas sua existência é duvidosa, e um curta.

Em 2001, com seu segundo longa-metragem, o famoso “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeam na Sexta-feira do Verão Passado” lançado no cinema da cidade, fez fama e fortuna, sainda nas páginas da Revista SET, de cinema e vídeo, e em seguida com matérias em rede estadual e nacional de televisão.

Na crista da onda como faz-tudo-com-muito-pouco, Felipe foi convidado a participar do programa Calderarão do Huck, na rede Globo, ao qual trouxe o apresentador Luciano Huck para Carlos Barbosa onde rodaram o curta-metragem “Mstério na Colônia”, que foi exibido no “Festival do Gramado”.

Momento de fama: Felipe com suor e sangue do trabalho

Seu último trabalho, o conturbado (nos quesitos produção e exibição) Canibais & Solidão, acabou não tendo a mesma repercussão na mídia como o anterior, mas conquistou a simpatia do público e crítica. Leia no site Boca do Inferno, na sessão Artigos, duas análises sobre o filme.

Ainda espera-se por notícias sobre os novos trabalhos da Necrófilos, mas isso, por enquanto, é uma espera sem previsões de acabar.

Para aqueles que não me conhecem, eu sou o que está a perigo de cair do telhado. Cena antológica.

Trailer do Filme

Fábio Prina_23/05/2008

Início de semana inspirador

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Mesmo que Robert Langdon conteste isso em suas palestras (ou melhor da mente trépida de Akiva Goldsman), vamos levar o pensamento ao pé da letra e deixar por conta dessa bela reprodução, o nosso post dessa segunda-feira. Que esta semana seja inspiradora para vocês também. Não esqueçam que quinta é feriado!!! Abraço.

Retrato de Bob Dylan, exposto na galeria Halcyon, Londres

Fábio Prina_19/05/2008

Cannes 2008

Olá amigos que visitam este blog, após algumas semanas ausentes, sem qualquer post, volto a publicar na crista dos comentários após a abertura do maior festival de cinema do mundo. Cannes.

Indo direto ao assunto, após dois anos de aberturas frias e decepcionantes, com o Código Davinci, em 2006, e My Bluebarry Nights, em 2007, este ano a polêmica toma conta da abertura oficial do evento. Mais do que isso, para nosso orgulho (assim espero, pelo menos), o filme do brasileiro Fernando Meirelles dividiu opiniões, abriu discussões sobre a produção de cinema na América Latina e foi consagrado por grandes veículos e imprensa internacional.

Estamos falando de Ensaio sobre a Cegueira, adaptação da obra vencedora do Prêmio Nobel, do português José Saramago. Abaixo reproduzo um texto da BBC Brasil mostrando como foi essa acolhida fria para a nova obra, que por sua vez, deve chegar na metade do ano aos cinemas mundiais.

‘Ensaio Sobre a Cegueira’ é deprimente

Foi “a abertura mais deprimente para um festival internacional que eu já vi” , escreveu James Christopher, do jornal britânico The Times.

“Depois da glamurosa esteira rolante de estrelas no ano passado, para comemorar os 60 anos sensacionais de estréias de filmes artísticos, o festival apagou as luzes de Natal, apertou o cinto e voltou ao austero negócio de mostrar os auto flagelados diretores-autores do futuro”, escreve o crítico, para quem a noite de abertura foi “um choque azedo e inesperado”.

Ensaio Sobre a Cegueira não vai obter fãs. Mas muitos admiradores entrincheirados”, afirma o crítico, para quem o filme deve agradar ao presidente do júri, Sean Penn, por que seria o tipo de filme “de apelo a um ator idealista”.

Para o crítico, o filme é ambicioso e algumas cenas de ruas são tão bem feitas que chegam a ser “itens de colecionador”, mas ele critica a atuação dos atores.

O jornal argentino La Nación disse que o filme foi recebido com “muita frieza”, mas se trata de um exemplo da crescente globalização cinematográfica, destacando que muitas análises em Cannes compararam a produção – que fala da degradação da sociedade durante uma epidemia de cegueira que assola uma cidade – a desastresnaturais como o causado pelo “furacão Katrina, a fome da Somália e os excessos na Guerra do Iraque”.

Mas o jornal afirma que, apesar do profissionalismo e dos desafios assumidos por Meirelles, “o filme é bastante óbvio em sua apresentação de um universo sórdido e em sua denúncia da manipulação, da miséria e da precariedade da sociedade contemporânea. Além disso, não consegue transmitir os climas e a emoção que levaram o romance original publicado em 1995 pelo ganhador do Prêmio Nobel à consideração mundial”.

O La Nación ressalta que Meirelles tentou filmar o romance vários anos antes, mas Saramago se recusou a vender os direitos do livro durante anos porque, segundo o escritor, “o cinema destrói a imaginação”. “Em vista do medíocre resultado final do filme, o notável autor de O Evangelho Segundo Jesus Cristo tinha razão”, afirma a reportagem.

Já o crítico do jornal britânico The Guardian deu ao filme quatro estrelas, descrevendo Ensaio sobre a cegueira como “um pesadelo apocalíptico adaptado de um romance de 1995 do vencedor do Nobel José Saramago e dirigido por Fernando Meirelles, que nele encontrou a exposição brutal da lei da selva das favelas que vimos em seu filme de 2002, Cidade de Deus“.

Ensaio Sobre a Cegueira é um drama com imagens soberbas e alucinatórias de colapso urbano. Tem uma linha de horror em seu centro, mas se torna mais leve pelo humor e gentileza”, afirma o crítico Peter Bradshaw.

Fábio Prina_15/05/2008