O abraço de Lula e Fernando Henrique

Nada une tanto as pessoas como a dor. Em especial, a dor da perda.

Existe um sentimento de respeito, não declarado oficialmente, que fz parte do censo comum de todas as pessoas. A Dor da Perda é avassaladora, é incomensurável e intensa, e isso é consentido silenciosamente por tudo mundo.

Minhas condolências à família Cardoso pela perda.

Ruth Cardoso (1930-2008 )

Abaixo, reproduzo o comentário de Arnaldo Jabor, feito na última quinta-feira, 26 de junho, sobre o carinho do atual Presidente da República à um ex-Presidente. União sobre a perda.

Um bom final de semana para todo mundo.

Fábio Prina_27/06/2008

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Dia de Cinema – Sexta estréia Wall.e

Mas que belezura!!!! Desde 1º de janeiro de 2000, quando Toy Story 2 foi lançado, sempre aguardo com inquietação pelo próximo lançamento da Pixar. Até hoje, nunca fui frustrado pela espectativa, e pelo visto esse ano não vai ser diferente!!!

Um fim de semana fílmico para todo mundo.

Texto estraído do Site G1, que por sua vez foi compilado da Reuters, que ainda foi baseado em artigos diversos. Mundo Globalizado!

Começa a corrida pelo Oscar 2009

Animação “Wall.e” desponta como primeiro forte concorrente ao prêmio.

Com o lançamento nesta sexta-feira (27) da nova animação da Pixar, “Wall-e”, começa a temporada de pretendentes ao Oscar 2009.

É uma largada não-oficial, é claro. Tecnicamente, qualquer filme lançado comercialmente por ao menos uma semana em Los Angeles desde o início do ano pode concorrer à estatueta da Academia. Entretanto, os longas que estréiam na primeira metade do ano raramente aparecem entre os indicados ao Oscar.

O Festival de Cannes, que aconteceu em maio, também não ajudou a esclarecer a situação: ao lado de diversos filmes estrangeiros promissores, apenas “Changeling”, de Clint Eastwood, estrelado por Angelina Jolie, apareceu como candidato de Hollywood.

De forma geral, os blockbusters da temporada de verão americana não são considerados dignos de Oscar. Mas se o público e a crítica aplaudirem “Batman – O cavaleiro das trevas”, que traz Heath Ledger como o vilão Coringa, este filme pode virar um forte concorrente. O novo “Batman” tem estréia mundial prevista para 18 de julho.

Elogiada atuação de Ledger pode render Oscar póstumo

Na história do Oscar, apenas um prêmio de melhor ator foi entregue postumamente (para Peter Finch, em 1976), mas cinco outras vezes atores que tinham morrido logo antes foram indicados à estatueta, incluindo James Dean.

Animação

Enquanto os estrategistas do Oscar esperam o segundo semestre para lançar uma onda de candidatos, a corrida pela estatueta de melhor animação já ganha forma.

A crítica recebeu “Wall-E” de forma muito positiva — Robert Wilonsky, do “Village Voice”, públicou que o longa-metragem é “de tirar o fôlego e emocionante”, por exemplo. Não há dúvida de que a nova produção da Pixar vai conseguir uma vaga na disputa pelo prêmio de melhor animação. A questão agora é se “Wall.e” vai virar candidato na categoria melhor filme.

Pixar volta a combinar grande roteiro com excelente animação

Se o público de hoje abraçar “Wall.e” do jeito que uma geração do passado recebeu “E.T”, de Steven Spielberg, o longa-metragem da Pixar pode competir com os filmes de gente grande pela estatueta de melhor filme.

De qualquer forma, a animação gerada em computador “Wall.e” deve dominar os concorrentes de animação, que, de acordo com o número de produções previstas para este ano, deve resultar em três indicados.

“Horton e o mundo dos quem”, dos estúdios Fox e Blue Sky, parece um forte candidato. A Dreamworks Animation terá duas chances a entrar na disputa, com “Kung Fu Panda” e “Madagascar 2”, que estréia no fim do ano.

Outros longas de animação que têm chances de aparecer entre os indicados são o israelense “Waltz with Bashir” e “Coraline”, adaptação de Henry Selick do livro de Neil Gaiman.

Na disputa dos filmes com atores reais, a situação é bem mais obscura. Em Cannes, o drama de época “Changeling” teve boas críticas, colocando o novo trabalho de Eastwood na trilha de “Entre meninos e lobos”, de 2003. Jolie foi citada como uma provável indicada ao Oscar por sua atuação como uma mãe solteira que luta contra tudo e todos.

The Spirit

“Yeah!”

From Frank Miller – The Creator of 300 and Sin City

“My City, I can not denied her”

Based upon the Comic Book Series – Created by Will Eisner

“My City Screans. She is my mother, she is my lover… and I am her spirit”

“I´m on my way”

2009 – www.mycityscreams.com

Basicamente, isto é tudo que é dito e o que aparece no trailer de The Spirit, filme do roteirista de quadrinhos Frank Miller sobre a obra de outro papa da nona arte Will Eisner. Precisa dizer mais? Sim, precisa. Abaixo estão as imagens dos pôsters com o elenco feminino do filme. Agora sim, não precisa dizer mais nada.

Keep the mask on…Sarah Paulson

Come to me… LoverJaime King

Do I look like a good girl?Eva Mendes

On your knees then…Scarlet Johansson

Fábio Prina_ 23/06/08

Perdido na Terra

Mesmo antes de chegar aos cinemas, é comum aos filmes produzidos pela Pixar Animation Studios , consequentemente distribuidos pela Walt Disney, virarem verdadeiras sensações. Foi assim desde o lançamento de Toy Story, em 1995 (!), com a publicidade “o primeiro filme feito inteiramente por computador”. Nada é direfente com a aventura do estúdio mais promissor de hollywood atualmente, Wall-E.

É comum que com essas produções venham junto uma verdadeira avalanche de merchandeising, marketing e promoções, como foi o caso de Procurando Nemo, Os Incríveis e Carros. Por outro lado, é interessante lembrar que Rattatoille foi recebido friamente pelo público e almejado pela crítica. Sua estréia ficou aquém de seus “irmãos”, mas o boca-a-boca deixou Remy e seus amigos roedores franceses durante semanas no Top5 das bilheterias e fizeram a animação ser mais um grande sucesso na brilhante carreira na Pixar.

Outro ponto que também é muito bem elaborado e elogiado nos filmes da produtora é a linha de base que sustenta as animações “feitas por computadores”: suas histórias. Por mais simples que isso pareça, muitos outros estúdios esqueceram completamente que a história de um desenho animado é mais importante do que fazê-lo só para juntar uns trocados. Vide as continuações super boladas e originais de Shrek e Era do Gelo (só para alfinetar). Procurando Nemo, Os Incríveis e Rattatoille concorreram ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, em especial os dois últimos, escritos e dirigidos por Brad Bird, são raríssimos casos de filmes animados com contúdo de diálogos e roteiros concisos, que merecem reconhecimento.

A história de Wall-E se passa no ano de 2700, em um futuro onde o planeta está tão poluído que os humanos saíram dele para morar em uma imensa nave espacial. Ficaram para trás pequenos robôs encarregados de limpar toda a sujeira deixada pelos homens. Waste Allocation Load Lifter Earth Class – ou Wall-E têm um problema nesta tarefa: com o passar dos anos, todos eles deixaram de funcionar, e apenas um último protótipo continua sua árdua tarefa, até que um dia ele deixa de trabalhar e olha para o céu…

Ao que tudo indica, o filme terá uma nostalgica analogia aos anos 60 e 70, em muitos trailers, posters e peças para a TV, o simático robozinho aparece interagindo com bringuedos e eletrodomésticos símbolos das décadas passadas como raquetes de ping-pong, cubo mágico, aspirador de pó e bambolê.

Até mesmo o design do robozinho parece (e muito) ter vindo de alguns anos atrás. A imagem que lembra Wall-E é a de um outro robô simpático e inteligente chamado Junior5, que apareceu milhares de vezes na Sessão da Tarde no clássico Um Robô em Curto Circuito. Os criadores de Wall-E afirmam que a idéia para a comcepção de arte veio da famosa Luxo Jr., a lâmpada que aparece no logo da Pixar, que também estrela um curta-metragem muito bacana do estúdio. mas veja por você mesmo as semelhanças.

Gêmeos separados? – Junior5 e Wall-E

Wall-E é dirigido por Andrew Stanton, de Procurando Nemo e estréia mundialmente no dia 27 de junho.

Trailer dublado em português, já que o filme é para crianças

Galeria de Artes

O robô mais avançado do mundo

Ele está em um mundo todo seu

O último herói “imparável”

No espaço ninguém pode ouvir você limpar

Fábio Prina_13/06/2008

Estúdio Coca-Cola Zero Poa

O esquema é o seguinte: o refrigerante que faz o merchandising convida duas bandas, prioritariamente de estilos diferentes, que fazem apresentações solos e, em seguida, unem-se ao palco para mesclar repertórios e estilos. Só pela discrição dá pra sentir que a história é bacana.

Clique na imagem pra ir ao site

Pois bem, no último domingo, datado de 8 de junho de 2008, estavam a frente de duas mil pessoas, no palco do Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, o rock´n´roll dos gaúchos Cachorro Grande, e o ska melódico dos mineiros Skank. Se for visto mais de perto, com alguma ajuda dos microscópios da música, vemos que as duas formações têm algo muito parecido, uma influência nem tão sutil do rock sessentista e da música inglesa.

O Skank, que imprimiu uma verdadeira onda, junto ao derradeiro das bandas dos anos 80, com seus primeiros discos, que traziam o ska muito mais ligado ao reagge, teve uma reformulação logo após O Samba Paconé, na verdade ainda nesse disco, as guitarras distorcidas de “Uma partida de Futebol” já davam indícios de uma mudança na banda. Foi no álbum seguinte, Siderado, que ouve-se bem a influência de Beatles, Dylan, Stones e outros dinossauros da década da mudança.

Ali estava uma diferença, em grande parte técnica, já que seus integrantes realmente aprenderam a tocar, e impuseram uma música muito mais melódica, onde a banda ficou com apenas o nome vindo do ska e se tornou muito mais pop (vide trilha das novelas da Globo).

Sinceramente: balada sensível, sério candidato a trilha de novela das 8

Mais ao sul do Brasil, o Cachorro Grande é mais um filho bastardo do Britpop. Assim como uma incomensurável lista de nomes que atravessam fronteiras. Franz Ferdnand (Escócia) Keane (Inglaterra) Killers (EUA), Jet (Canadá), Superguids (Brasil), os caras simplesmente bebem e bebem muito dessa fonte. Com uma óbia influência do rock setentista, dos Page & Plants da vida, os gaúchos constroem uma música pesada e melódica, muito parecida com o resultado da rivalidade que Oasis e Blur protagonizaram nos anos 90.

Eis que vistos mais de perto, não são lá estilos tão diferentes.

Enquanto isso, em Minas a trilha vai para às 7

De volta ao palco do Bourbon, às 18h entraram os gaúchos para abrirem a noitada de música. À vontade, já que estavam em casa, se bem que abandonaram Poa por Sampa para tentar o sucesso nacional, mas isso não vem ao caso, necessariamente. “Você não sabe o que perdeu” abriu o show. Mais algumas músicas, hits, todos entoados letra por letra pela platéia que lotava a casa.

Sempre com os exageros de Beto Bruno, que insiste na pose de badboy, até mesmo para uma platéia inibida de reagentes químicos e em um evento onde não era permitida a venda de álcool e também ao uso de cigarro, uma presença de palco sensacional. Eles têm os porto-alegrenses na mão. “Dia Perfeito”, a nova “Roda Gigante” também fizeram parte do repertório curto.

Quase 19h o Skank entrou. Demorou uma música para eles entrarem na temperatura que o teatro já estava. Foi com a já mencionada “Uma partida de Futebol” que o público foi junto. “Jack Tequila”, “Três Lados” e a música da novela também fizeram parte do repertório.

Foi-se as apresentações solos, iniciou a fusão: um barulheira indicifável abriu o repertório misto. Lamentável, pensei. Eis que o mesário entendeu que som bom não é som estridente e tratou de corrigir alguns exageros. “Sinceramente”, um hit de excelente qualidade, da Cachorro foi a segunda música em conjunto. Belíssima, os bateristas sincronizados, os vocais atravessados de Samuel Rosa e Bruno soaram muito bem. A grandiosidade de duas bandas tão diferentemente parecidas começou a surgir no palco. Daí em diante, Beatles.

“Helter Skelter”, comum nos shows dos gaúchos, ganhou uma versão quase heavy, excelente. De fato, a contrução da iluminação nessa cançao lembrou, e muito, a versão apresentada pelo U2, no filme Rettle and Hun. Ainda ouviu-se “Don´t let me Down” entre outras do fab four. “Day Tripper” fechou, no melhor estilo, empurrado pelo público que saiu satifeito. A misturança na verdade foi homogenea, apesar de alguns deslises, agradou muito. Espera-se logo, um bis, que fez muita falta pela falta de ensaio.

Fábio Prina_06/09/2008

O Escritor e o Mago

“A incrível história de Paulo Coelho, o menino que nasceu morto, flertou com o suicídio, sofreu em manicômios, mergulhou nas drogas, experimentou diversas formas de sexo, encontrou-se com o diabo, foi preso pela ditadura, ajudou a revolucionar o rock brasileiro, redescobriu a fé e se transformou em um dos escritores mais lidos do mundo. Fernando Morais, o autor que ajudou a fundar a biografia como gênero literário no Brasil, volta sua verve investigativa para o personagem brasileiro que se converteu no grande mito de nossa história recente”.

Parece propaganda de milagre em igreja evangélica, mas essa é a sinopse oficial do novo livro de Fernando Morais, o “mago” que escreveu as biografias de Assis Chateaubriand (Chatô – O Rei do Brasil, 1994) e Olga Benário (olga, 1985)e também o memorável Na Cova dos Leões (2005), sobre a maior agência publicitária e o maior publicitário do país. Eis que o desafio agora é falar de alguem vivo, alguém que ainda está em forma, uma unimidade que na unidade é controversa. O imortal mago Paulo Coelho.

O autor comentou em entrevista que esteve a cinco metros da praia e não colocou os pés na água por nenhuma vez. Foi dessa maneira que o jornalista Fernando Morais passou um ano para escrever a história de do escritor brasileiro mais lido no mundo. “Sofri conflitos de consciência”, disse Morais. “É muito ruim biografar uma pessoa viva”.

Segundo o autor, o fato de se narrar a vida de Paulo Coelho, tendo convivido com ele por quatro anos, foi o principal desafio para escrever a história. O jornalista mudou-se para a cidade do biografado por nove meses, entrevistou mais de cem pessoas e rodou países da Europa Oriental em busca de material para sua obra. Foi a Hamburgo, na Alemanha, receber prêmios com o escritor. “Você cria um elo afetivo”, conta. “O meu principal dilema era se não estava sendo ético com uma pessoa que foi tão generosa comigo”, afirmou.

Não foram poucas as descobertas de Morais: casos de homosexualidade, satanismo, tentativa de suicídio, envolvimento com drogas, assim como com Raul Seixas e com o rock. “Era uma surpresa atrás da outra”, relata. E Paulo Coelho não fez nenhuma objeção para que o jornalista censurasse algum caso de sua vida.

O ponto mais alto na confiança entre ambos se deu quando Morais descobriu, ao ler o testamento do escritor, que ao morrer um baú com lembranças suas teria de ser incinerado. Para ter acesso ao verdadeiro “guarda-roupa”, que continha 190 cadernos e mais cem fitas cassete de diários dos 10 aos 50 anos da vida de Paulo Coelho, Morais teve de responder a uma pergunta do escritor: “Quem foi o militar que o torturou em agosto de 1969, no Paraná, em plena ditadura?” Seu nome: Índio do Brasil Lemes. Era a chave para o livre acesso ao material, que mudou completamente o livro. “Joguei 200 páginas fora”, afirmou Morais.

Críticas a Paulo Coelho

Um dos pontos que mais chama a atenção da matéria sobre o lançamento da obra, é onde o autor clama em defesa de seu biografado. Na entrevista, o Morais respondeu às críticas à obra de Paulo Coelho. “Esse olho torto para a obra do Paulo você só encontra no Brasil.” Para Morais, o motivo é o “sentimento rasteiro, baixo, de inveja”. O escritor mineiro espera que seu livro ajude a entender melhor o trabalho de Paulo Coelho.

Nada falou-se sobre a ascensão de Coelho ao circuito de elite dos escritores brasileiros, como sua cadeira na ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS ou sobre sua eterna busca por best-seller onde há, convenientemente, uma grande busca por público-leitor, mas isso são fatos que não serão revelados em entrevistas, mas sim apenas lendo a obra do escritor, que já é um dos grandes trabalhos literarios brasileiros dos últimos tempos.

Baseado na matéria publicada no portal Comunique-se.

Fábio Prina_05/06/2008