O Homem da Foto

Nessa fotografia de Alberto Korda, tirada em um funeral na cidade de Havana, em 1960, Ernesto Guevara de La Serna, o guirrilheiro, transformou-se no mito Che. Considerada a fotografia mais reproduzida da história, e um dos símbolos mais reconhecidos em todo mundo. Ela tornou impossível não associar diretamente o nome ou a figura histórica de Guevarra, ao seu algarítimo, signo e símbolo absoluto.

Ou talvez não. Foi pelo menos esse o pensamento do cienasta norte americano Steven Sodenberg (Onze Homens e um Segredo, Traffic) que, numa empreitada digna de mérito, filmou a biografia de Guevara em dois longas distintos. Che (The Argentine) e Che – A Guerrilha (Guerrilla). Trabalhos que foram exibidos simultaneamente na Mostra de Cinema de São Paulo, neste mês de outubro.

É provável que a força de trazer o homem por detrás do mito tenha sido o grande motivo para Sodenberg reproduzir um trecho da vida do guerrilheiro, assim como Walter Salles ensaiou em Diários de Motocicletas. O homem da foto, sem a fotografia sem si, pode ter sito a razão de não dividir com o espectador a cena em que Ernesto Guevara, estava inerte, raivoso e com um olhar longe, um momento emblemático, captado pela lente da Pentax e pelo filme Kodak de Korda.

Não cabe aqui explicar quem foi Guevara, ou quem foi Che. Assim como aparenta ser que o filme tenha se distanciado em mostrar os amores, os conflitos internos ou toda a penca de besteiras, ou “liberdades artísticas” comuns em grandes biografias. Nessas entrelinhas dispensáveis, optou-se por dispensar a consolidação da imagem, justamente ela que até mesmo inspirou um documentário exibido na Mostra de Cinema do Rio de Janeiro, chamada Chevolution.

No site Omelete há um revew muito interessante sobre a exibição do(s) longa(s) em São Paulo, vale a pena dar uma conferida e se preparar para assistir um dos filmes mais ambiciosos.

No Brasil, está prevista a estréia de Che para fevereiro, para aproveitar alguma possível indicação ao Oscar por parte de seu protagonista Benicio Del Toro, ou em torno da grande produção. A segunda parte ainda não tem data prevista. Até lá, ficamos com a campanha de marketing, que não foi seduzida pela pose singular do revolucionário argentino.

Armado para a batalha

Síntese da vitória

Na espreita

Fábio Prina_30/10/2008

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Inacreditável…

O que você vai ler a seguir não é obra de ficção, os elementos descritos são baseados em fatos, que dizem respeito apenas com a verdade.

O já antológico-nunca-lançado-clássico álbum do Guns n´Roses vai, finalmente, ver a luz do sol. Dia 23 de novembro de 2008 (se nada mudar até lá) Chinese Democracy, será vendido oficialmente pela rede de lojas americanas Best Buy. No dia seguinte, o disco chega ao mercado europeu e em seguida a outros pontos do planeta, onde humildes mortais esperam por esta obra, que no mínimo deve ser divina!

Após, nada menos que 14 anos (!) desde sua primeira notícia que seria lançado, o disco foi adiado inúmeras vezes, contou com o mais caro trabalho de produção em estúdio da história. Teve músicos contratados que foram demitidos antes mesmo de tocar o primeiro acorde para o recorder. Mas isso são só algumas lendas que permanecem da espera pelo sexto álbum da maior banda de hard rock dos últimos 30 anos – é já faz tempo sim!

Além de datas, tem mais material ainda que anda circulando pela Internet para a divulgação do disco. O site do Best Buy, já disponibilizou o set list do disco, e uma imagem em baixíssima resolução, confira abaixo o que você poderá (se for lançado) ouvir finalmente:

E você achou que não viveria até ver esse disco na sua prateleira, não é?

Guns n´Roses – Chinese Democracy – 2008

“Chinese Democracy”
“Scraped”
“Shackler’s Revenge”
“Street of Dreams”
“If the World”
“Better”
“This I Love”
“There Was a Time”
“Riad ´N’ the Bedovins”
“Sorry”
“I.R.S.”
“Catcher”
“Madagascar”
“Prostitute”

Se você está se rasgando de vontade para ouvir o disco antes que ele seja adiado mais uma vez, ou não, vale dar um pulo nesse link aqui e baixar as músicas que já vazaram na net. Nada ali na verdade é muito novo, as músicas já foram tocadas em diversos shows que a banda apresentou nos últimos anos, inclusive em 2001, no Rock in Rio. Naquela época o festival ainda acontecia no Rio de Janeiro, mas seus criadores e produtores esqueceram disso há muito tempo.

Para finalizar, segundo o site Omelete já há fundurcios sobre o primeiro single do novo álbum, a música título “Chinese Democracy”, que começou a tocar na última quarta, 22 de outubro, nas emissoras de rádio do país e do Reino Unido.

Enquanto alguns entrevistados pela Billboard sugerem que a música é fraca, alegando que não vale o tempo de espera, outros garantem que será um sucesso, mesmo que ela só engrene depois de algumas audições. De qualquer forma, os representantes de rádios ouvidos pela Billboard dizem que vão esperar a reação da audiência para ver que passos tomarão a seguir.

E assim termina a novela mais este cápitulo da história mais longa da história do rock, ou não.

Fábio Prina_23/10/2008

Tarantino is back!

Quentin Tarantino, ‘o diretor mais influente nos anos 90’, está a todo o vapor. Agora exercendo aquilo que todo mundo quer ver dele: roteiros e direção. Após seu retorno do limbo em 2003 com o lançamento de Kill Bill, o cara não pára. Dirigiu uma ponta do trabalho do amigo-parceiro Robert Rodrigues, Sin CityA Cidade do Pecado, escreveu, atuou e dirigiu trabalhos para a TV e, também em parceria com Rodrigues, lançou nos cinemas o duplo Grindhouse, que sequer chegou ao Brasil, em sua forma completa.

Este último, injustiçado nas bilheterias, é na verdade uma sessão dupla de filmes, relembrando as nostálgicas salas de cinema B dos anos 70, que atraiam fregueses passando dois filmes por o preço de um. Death Proof, ou À Prova de Morte, seguimento de Tarantino, é o trabalho mais fraco do diretor. Fraco, porque sempre se espera fôlego e muita inquietação de um filme comandado pelo nerd, mas que nesse abre mão dos diálogos inspirados (com excessões) para dar voz ao cine-destruction setentista. O resultado, principalmente quando assistido ao lado de Planet Terror, segmento de Rodrigues, é no mínimo pífio.

Mas mesmo com o forte fracasso do trabalho em parceria, Tarantino não pára. E aí que entra a produção de seu projeto mais audacioso e adiado: Inglorious Bastards, seu filme de segunda guerra.

O filme é tão audacioso que seus “tutores”, os irmãos Weistein, tiveram que vir a público procurar por investidores que topassem integrar o time do $$ da nova obra de Tarantino. O negócio saiu do papel e já está em produção, com um elenco de Luxo – o que é comum nos filmes do diretor. Brad Pitt, Diane Kruger (Tróia), Mike Myers (Austin Powers) e Daniel Brühl (Adeus Lênin), encabaçam o cast.

Segundo o site Omelete, eis a sinopse oficial, divulgada na quarta-feira, 14 de outubro:

Inglourious Basterds começa na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde cria uma nova identidade como dona de um cinema.

Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para atacar alvos localizados. Conhecido por seus inimigos como Os Bastardos, o esquadrão de Raine se junta à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. Os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança.”

Poster teaser

Além disso, a revista americana Variety publicou um possível poster-teaser do longa. A imagem mostra o brasão nazista perfurado por uma bala, nada muito original, mas emblemático. Abaixo, apenas o nome do diretor e de seu filme. A previsão de estréia ainda não é exata, mas Tarantino garante que o filme estará no festival de Cannes em maio de 2009. Pagamos para ver. Mas é assim mesmo, tudo pode-se esperar desse camarada do cinema contemporâneo.

Fábio Prina_16/10/2008

Promovendo Austrália com “Australia”

Aproveitando a proximidade do lançamento do novo filme do diretor Baz Luhrmann, “Australia”, a secretaria de turismo da do país oceânico estreou no fim de semana uma campanha milionária para promover a terra dos cangurus.

Um comercial de 1 minuto e meio foi criado e dirigido pelo próprio Luhrmann, utilizando elementos e até personagens de seu filme. O anúncio pode até ser considerado um clichê, mas conta com a extravagância visual habitual do diretor.

“Australia” estréia nos Estados Unidos no final de novembro, e aqui no Brasil só em janeiro. Assista o comercial abaixo, e logo em seguida o trailer do filme.

Falando em Australia, o filme, deixo também o trailer do novo trabalho do diretor de Romeu+Julieta e Moulin Rouge. Estrelam a produção dois australianos Nicole Kidman e Hugh Jackman. Preste atenção no clima ultra-clássico de filmes como Doutor Jivago e …E o vento Levou, além de acordes discretos da música “The Ecstasy for Gold”, de Ennio Morriconi.

Filme ultra-clássico: enquadramentos e fotográfia lembram o apogeu hollywoodiano

E, claro, impossível não relembrar o velho Cowboy Malboro em meio a tantos laços e cavalos perdidos no deserto, ao lado de aborígines e histórias de guerra. Tudo indica que estamos em frente de um grande filme. Espero.

Fonte: Brainstorm#9

Fábio Prina_14/10/2008

Fotos HDR

Talvez a piada já seja velha, mas descobri isso há pouco tempo. HDR são as iniciais de High Dinamic Range, algo como Grande Alcance Dinâmico. O lance em sí, é uma aglutinação (customização) de imagens que cria uma incrível singularidade de nitidez e profunidade de campo.

Se a explicação ficou confusa, não tem problema. É só dar uma lidinha aqui e aqui.

No mais, deixo essas belíssimas imagens captadas com esse recurso. Clique aqui para ver a galeria completa.

Fonte: Asttro!

Fábio Prina_14/10/2008