Nossa visão do Superbowl

A Rede Globo, maior emissora de TV do Brasil e uma das maiores do mundo, me surpreendeu na manhã desta segunda-feira. Ou eu tenho uma mania de perseguição muito grande, ou realmente ela trata o seu público – nós – como imbecis, ou ainda, nós somos muito desprovidos de inteligência mesmo!

Vi essa matéria hoje de manhã, 4 de fevereiro, sobre o Superbowl 47, que foi transmitido para todo o mundo na noite de ontem e que eu estive acompanhando nas últimas semanas, como um exercício para melhorar a forma de trabalhar eventos aqui no Brasil, já que se trata do máximo em espetáculo para o mundo do esporte.

Quando vi a matéria hoje de manhã achei que, como estava acordando, simplesmente não tinha prestado atenção, já que a preguiça era grande, depois de ter ido dormir por volta das 3h. Mas revendo hoje, a matéria do Bom Dia Brasil, percebi que o editor colocou tudo ali: Quem cantou o hino, quem estava jogando, quem se apresentou no intervalo, quanto custava o comercial, o ingresso, o lanche, enfim..  tudo sobre o Superbowl, só deixaram de fora da matéria um pequeno detalhe: o resultado do jogo.

Não quero aqui fazer apologia para que os nossos noticiários deem mais atenção aos eventos norte-americanos ou qualquer coisa do gênero, mas acho que merecemos o mínimo de informação. Não só o entretenimento e a curiosidade, mas o que aconteceu de fato. Se é um jogo encerrado, pelo menos, quanto foi.

Gostaria de ver a Rede Globo cobrir com essa displicência o Campeonato Brasileiro, ou a final da Copa Libertadores com um time brasileiro, ou o Mundial da FIFA ou mesmo a Copa do Mundo de Futebol. Acho que mais gente ia cair em cima, mas como somos todos burros, um detalhe como esse, num esporte que não é o favorito da maioria, não faz falta.

Em tempo, o Superbowl 47, que foi realizado no Mercedes-Benz Superdome, na cidade de New Orleans-LA, terminou em 34×31 para o Baltimore Ravens sobre o San Francisco 49ers. O Quarterback Joe Flacco foi eleito o melhor jogador da partida. O Ravens venceu o campeonato máximo dos gringos pela segunda vez, enquanto que o 49ers ficou pela primeira vez com o vice no Superbowl, em seis participações, eles são pentacampeões.

Se não deu pra contar o quanto foi emocionante a grande final da NFL 2012/13, pelo menos as principais informações do jogo estão nessas linhas mal traçadas sem grandes firulas.

Eliane Bast mostrando tudo sobre o nada

Anúncios

The Oscars 2012 – Os indicados

Bem, como é de costume nesse espaço bizarro na web, vou postar alguma coisa sobre a 84ª Cerimônia de Premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, também conhecido como o Oscar. Desde muito piá que eu acompanho essa festa. Acho tri legal os figurões lá, fazendo piadinha, discursinho e até alguma que outra apresentação interessante.

Porém neste ano, de todos que eu venho acompanhando, digamos desde 1994 ou 95 (tá não sou o Rubens Ewald Filho), não tenho qualquer atração por assistir essa festa. Não sinto que tem aquele filme, que me faça torcer, ou aquele ator/diretor que fez um trabalho fenomenal e eu gostaria que ele saísse com o carequinha dourado debaixo do braço. Esse ano, de todos, me parece o mais sem graça no cinema.

Outro motivo, além desse que eu acho mais infantil e sincero, não ando indo muito ao cinema. Sempre tive a preocupação de não me tornar um desses reclamões xaropes, que ficam achando qualquer picuinha pra não se divertir. Mas no caso do cinema, eu me tornei um muito precoce. Não tenho mais saco pra ir ao cinema. O atendimento é péssimo, o público é mal educado, as salas estão cada vez piores (digo, pelo menos as de Caxias do Sul / Bento Gonçalves / São Leopoldo / Porto Alegre, onde costumo ir), os celulares acendem/tocam toda hora, a conversa paralela pega geral e a latinha de refrigerante TEM que ser aberta exatamente na hora uma cena sentimental ou silenciosa, sei lá… assim por diante!

Sem falar que, além de filmes bons já terem um histórico marginalizado nas modernas salas de cinema, com a disseminação do 3D, agora achar uma produção interessante o suficiente pra se tenha vontade de ver num multiplex de 10 salas é uma raridade. Então larguei a barca de mão.

Feito o desabafo, não vi nenhum filme do Oscar. Às exceções são o último do Woody Allen, Meia Noite em Paris, o qual fui literalmente arrastado para o cinema pela minha namorada, mas o filme é ótimo, e o hermético A Árvore da Vida, de Terrence Milick, que tive que admitir, é demais pra mim. Até quis gostar desse filme, mas na terceira tentativa de ver, na terceira cochilada… não deu certo.

Enfim, o festa do Oscar acontece no domingo, dia 26 de fevereiro, dois dias antes do meu aniversário, à partir das 22h, com transmissão ao vivo da TNT. A Globo também deve transmitir, mas apenas para aqueles que tiverem paciência de aguardar o término do Fantástico e a íntegra de mais um ótimo capítulo da novela Big Brother Brasil. O apresentador da cerimônia será o ator e comediante Billy Crystal, pela enésima vez, pô, nem nisso os caras quiseram inovar um pouco?

Os dois filmes recordistas em indicações são: A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, com 11, seguido pelo filme francês mudo e em preto e branco O Artista, grande favorido da festa. Segue abaixo todos os indicados à premiação. Coloquei um asterisco  nos meus prediletos. Se eles não ganharem também… ah que se dane!

  • Melhor filme

Os Descendentes
A Árvore da Vida
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
O Artista
Meia-Noite em Paris *
Tão Perto e Tão Forte

  • Melhor ator

George Clooney – Os Descendentes * 
Brad Pitt – O Homem Que Mudou o Jogo
Jean Dujardin – O Artista
Demián Bichir – A Better Life
Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais

  • Melhor atriz

Glenn Close – Albert Nobbs
Viola Davis – Histórias Cruzadas
Rooney Mara – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres *
Meryl Streep – A Dama de Ferro
Michelle Williams – Sete Dias com Marilyn

  • Melhor ator coadjuvante

Kenneth Branagh -Sete Dias com Marilyn
Nick Nolte – Guerreiro
Max Von Sidow – Tão Perto e Tão Forte
Jonah Hill – O Homem Que Mudou o Jogo
Christopher Plummer – Toda Forma de Amor

  • Melhor atriz coadjuvante

Bérénice Bejo – O Artista
Jessica Chastain – Histórias Cruzadas
Janet McTeer – Albert Nobbs
Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento *
Octavia Spencer – Histórias Cruzadas

  • Melhor diretor

Woody Allen – Meia-Noite em Paris *
Terrence Malick – A Árvore da Vida
Alexander Payne – Os Descendentes
Michel Hazanivicous – O Artista
Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret

  • Melhor roteiro adaptado

A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
Os Descendentes
O Espião que Sabia Demais
O Homem Que Mudou o Jogo

  • Melhor roteiro original

Meia-Noite em Paris *
O Artista
Margin Call – O Dia Antes do Fim
Missão Madrinha de Casamento
A Separação

  • Melhor filme em lingua estrangeira

A Separação (Irã)
Bullhead (Bélgica)
Monsieur Lazhar (Canadá)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)

  • Melhor longa animado

Gato de Botas
Kung Fu Panda 2
Rango *
Um Gato em Paris
Chico & Rita

  • Melhor trilha sonora original

As Aventuras de Tintim
O Artista
O Espião que Sabia Demais
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra

  • Melhor canção original

“Man or Muppet” – Os Muppets
“Real in Rio” – Rio

  • Melhores efeitos visuais

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Gigantes de Aço
Planeta dos Macacos – A Origem
Transformers: O Lado Oculto da Lua

  • Melhor maquiagem

Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Dama de Ferro

  • Melhor fotografia

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres *
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

  • Melhor figurino

Anônimo
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E. – O Romance do Século

  • Melhor direção de arte

O Artista
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra

  • Melhor documentário

Hell and Back Again
If a Tree Falls
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated

  • Melhor documentário de curta-metragem

God is the Bigger Elvis
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry
Blossom

  • Melhor montagem

Os Descendentes
O Artista
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres *
O Homem Que Mudou o Jogo
A Invenção de Hugo Cabret

  • Melhor curta

Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

  • Melhor curta animado

Dimanche
The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

  • Melhor edição de som

Drive
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres *
Cavalo de Guerra
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers: O Lado Oculto da Lua

  • Melhor mixagem de som

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres *
Cavalo de Guerra
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers: O Lado Oculto da Lua
O Homem Que Mudou o Jogo

Se quiserem dar uma checada nos posts das últimas edições do Oscar, deem uma clicada em 2011, 2010 e 2009.

Fábio Prina_09/02/2012

Direto do Quarto da Imprensa

Bom, tarde de folga no interior de São Paulo. Chovendo pra caramba por aqui, então estamos ilhados no hotel. O que poderia ser uma tarde de tédio, na real foi até que… produtiva. Muito porque aqui no, agora popular, Quarto da Imprensa, sempre se tem alguma atividade. Seja o Ivanir Pinto passando um boletim ao vivo pra Rádio Garibaldi, o Julio Martins fazendo alguma matéria para o Olá Serra Gaúcha, ou, esse que vos escreve, preparando algum material para a equipe da ACBF Futsal.

Enfim, nessa tarde o Júlio publicou um texto legal sobre um vídeozinho que está bombando na net e aproveitou para contar um pouco dessa situação de ficar ilhado aqui. Reproduzo abaixo, sem a devida licença do autor.

Galera da Imprensa no famoso Quarto da Imprensa em Orlândia – SP

 

Curtam, como ele mesmo recomenda:

O que você faria sem o Facebook?

by Julio Martins

Ótima pergunta não? A cada dia que passa nos tornamos tão dependentes deste mecanismo que sequer podemos pensar em um futuro sem curtidas, compartilhadas, cutucadas e todo o resto. Mas, como dizem por aí, se tudo que é bom um dia chega ao fim, talvez fosse esse o momento de começarmos a nos preparar para essa verdadeira “tragédia”. Pois é. Acreditem ou não, já tem gente imaginando isso.

Sem muita inspiração para escrever por aqui, e dando prioridade para outras pautas por aqui, achei uma ótima ideia postar esse vídeo.

Depois de quatro dias de calor intenso aqui em Orlândia, onde acompanho a ACBF na Taça Brasil pela Rádio Estação, a tarde foi de folga por aqui – e de chuva também. Estávamos por aqui eu e o Fábio Prina, assessor de imprensa do clube de Carlos Barbosa, ouvindo música e trocando umas ideias quando a “pauta” surgiu, ao som de Echo And The Bunnymen.

 

O Fábio me contava que o vídeo, uma paródia de “A Rede Social”, foi apresentado a ele pela namorada Raquel, hoje pela manhã. Uma baita sacada e que vale umas boas risadas. Sendo assim, resolvi compartilhar com os amigos.

Curtam, compartilhem, comentem… aproveitem enquanto o Facebook ainda tá por aí, à disposição.

PS.: Como sei que o Fábio vai ler e colocar defeito no texto, já deixo o recado. Posta do jeito que quiser, mas lá no teu blog.

Fábio Prina_01/12/2011

O lado sombrio de Star Wars

O lado sombrio da força, que antigamente era conhecido como ‘o ‘lado negro’, mas devido a evolução do politicamente correto foi renomeado, é a turma dos malvados nos filmes Star Wars, aqueles que apesar de serem carismáticos, sempre tem algum podre por trás. Com o passar das últimas décadas, não foi apenas essa nomenclatura que mudou nessa série clássica do cinema.

Antes de mais nada, todo mundo deve saber do que se trata Star Wars, certo? Em poucas palavras, é uma hexalogia de aventuras especiais com mocinhos e vilões de propriedade intelectual de George Lucas, diretor de cinco dos seis filmes. Se isso não é suficiente para você, então não se dê o trabalho de continuar a passar os olhos pela tela do computado, será perda de tempo.

Bom, recapitulando, são seis filmes, lançados em duas trilogias diferentes. Uma entre os anos 70 e 80, conhecida hoje como a Trilogia Clássica, e a uma outra lançada entre os anos 90 e 2000, que eu nem sei como é conhecida. Aquela primeira, que revolucionou os efeitos especiais, as trilhas de ficção científica, o gênero sci-fi , o lançamento dos grandes filmes no cinema, etc… também criou uma série de devotos fãs, que hoje devem conhecer a obra tão bem quanto o seu principal criador. Eis que no final da década de 90, Lucas tirou da gaveta uma ideia muito antiga, de contar o prelúdio da séria, aliás não apenas um simples prelúdio, mas uma nova trilogia para descobrirmos as origens dos personages e, para piorar a situação, da mitologia dessa série. Eis que foi lançado em 1999, Star Wars – Episódio I – A Ameaça Fantasma, que iniciou o bafafá. Bom, sem rodeios chegamos onde a história está para ser recontada.

No próximo dia 25 de outubro, chega exclusivamente para o mercado norte-americano, um filme, no mínimo interessante, que discute o lançamento da segunda trilogia de Star Wars, e acima de tudo, o descontentamento dos fãs mais fiéis com esse ‘lado sombrio’ da série. O nome do trabalho é The People vs George Lucas, 2010 (em tradução livre: O Povo Contra George Lucas), realizado por um cara chamado Alexandre O. Philippe.

Esse projeto teve início em meados de 2007, quando foi criado o site www.peoplevcgeorge.com conclamando os fãs da saga para enviarem suas observações sobre a obra completa de Lucas. Mais de 600 horas de imagens vindas dos quatro cantos do planeta, que variavam desde depoimentos, animações, filmes em 8mm e também, hoje os famosos, fanfilms. Assim, foi dada largada para a criação desse documentário, que, como colocou o meu amigo Felipe Guerra, em sua crítica muito bem humorada, “o dúbio sentimento de amor e ódio dos fãs de Star Wars“.

Em entrevista a uma revista ianque, o diretor do documentário classificou o trabalho como um tributo à geração do youtube, que segundo ele, o próprio Lucas deveria ter escutado enqueanto realizava os novos capítulos da série. Em uma matéria muito recente, o site Omelete destacou os comentários nada amigáveis de um antigo produtor dos antigos Star Wars, que afirmou que as continuações carecem de problemas em “vários níveis”. Bom, a coisa não é boa para o lado do adversário do povo nesta história.

Em contraponto, o filme também reserva espaço para mostrar tudo de bom, digamos o que sobraria para o lado claro, dos fãs de Star Wars, desde as criações em vídeo, passando por diversos outros segmentos de arte e entretenimento, e claro, chagando ao fanatismo extremo que alguns desmiolados tem pelos filmes. Isso sem entrar em toda penga de produtos comerciais que surgiram derivados da séria.

Enquanto esse documentário divertido e muito interessante, para quem se interessa por Star Wars, claro, não chega por aqui, fica a dica para um download ilegal, já que existe versões, inclusiva com legendas imbutidas.

Falando em Star Wars, recentemente foi lançado as duas trilogias da série no formato Blue-Ray, que acabaram batendo recordes da curta história da nova mídia. Em números, cerca de 1 milhão de unidades foram vendidas em menos de uma semana do seu lançamento, algo que somou mais 84 milhões de dólares para os bolsos do estúdio Fox e de Lucas. Na real, esse tipo de recorde não é novidade para franquia, que também esteve no topo de vendas com o lançamento das duas caixas em DVD para os filmes, a primeira com as versões modernizadas dos filmes antigos e na segunda, com as versões originais e também as alteradas.

Na real, Star Wars já tem tanto relançamento e versão alternativa, estendida, modificada que eu nem me lembro mais qual foi a porra do filme que eu vi. Mas não pense que acaba por aí, ainda tem muito dinheiro, digo, muito formato para explorar! Em fevereiro de 2012, o primeiro capitulo da nova trilogia, aquele que afundou toda mitologia da série e provocou desgosto entre fãs mundo afora, aporta nos cinemas em 3D!!! Uau, não dá pra ficar de fora dessa, né, então já é bom ficar ligado, comprar os ingressos antes e conferir de perto o mesmo filme que você provavelmente conferiu na Sessão da Tade, em VHS, no relançamento no cinem, em DVD remastezidado, em DVD original chinelão e em Blue-Ray, mais uma vez. Bom, pelo menos eu fiz isso…

De qualquer maneira, para quem se interessar um pouco em conhecer o lado sombrio de Star Wars segue abixo o trailer desse filme que, no mínimo, deve ser muito bacana, aos devotos fãs da série.

Obs1: Este texto contém informações extraídas d’O Globo.

Obs2: Todas as muitas vezes que as palavras Star Wars são mencionadas, elas aparecem grifadas em itálico, para lembrar que isto partence ao seu criador, a LucasFilm e a Fox.

Obs3: Acabei de me flagrar falando sobre abusos comerciais mais uma vez em um dos meus textos. Acho que porquê ando meio quebradaço por esses dias, não ando muito simpático com compras, produtos e eventos caros.

Fábio Prina_ 21_10_2011

Quanto vale ou é por quilo?

Na última sexta-feira, 14 de outubro, sairam os ingressos em pré-venda para o esperadíssimo (pelo menos para este blogueiro de final de semana) show do ex-integrante do Pink Floyd, Roger Waters, no Brasil.

Antes de entrar no mérito de valores, cabe salientar que esta pré-venda foi realizada exclusivamente para áreas nobres dos espetáculos que passam por PoA, Rio e, em duas datas, em São Paulo, destinadas a fãs que se cadastraram no site oficial da turnê The Wall.

Pois bem, em Porto Alegre (como falamos neste post anterior), onde a função foi remarcada para o dia 25 de março, véspera de aniversário da minha namorada amada, no estádio Beira-Rio, os tickts surgiram à venda com valores de R$280 e R$500, respectivamente para “cadeira coberta” e “plateia VIP”. Para um apreciador de espetáculos elitistas, os valores não assustam, tendo em vista que Bob Dylan, João Gilberto, entre outros, oferecem entradas com valores muito acima desses. Já um corriqueiro expectador de eventos,  tal como eu, fica numa estranha sensação. Quinhentos reais, quase um salário mínimo, para um show, mesmo se tratando de Roger Waters, e mesmo se tratando de The Wall, é algo a ser refletido.

Digo com absoluta certeza, em Porto Alegre, este é o maior valor já colocado ao grande público para um show ao ar livre. Claro que houveram exceções nos camarotes ultra VIP do show do Paul MaCarney ou nas cadeiras premium da vida em outros espetáculos de menor expressão até, mas de pé, na pista, no meio da massaroca, nunca tinha ouvido falar em quinhentão pra ver um show. E quando achei que estava delirando, sentindo o punhal fisgar o bolso, li que em São Paulo, onde Waters se apresenta em dois dias no Morumbi, o valor da plateia VIP é de incabíveis R$900.

Volto a dizer que estamos falando de um espetáculo de proporções bíblicas, ou quase. Mas em censo comum, uma grana dessas nos faz refletir, e muito. Como comentei em alguma discussão no facebook, em 2002, quando alguns amigos e eu fomos conferir o “gênio do Pink Floyd”, como vendia os anúncios e outdoors, pela primeiríssima vez no país, o preço do ingressos mais caros, era o que havíamos comprado por R$50. Simplesmente dez vezes menos do que o atual preço. Há também que salientar que naquela época, não havia pista premium, vip, supervip, plateia gold e afins para os espetáculos, deixando toda boiada junta, sem cobrar muito mais, para aqueles que estivessem dispostos a pagar.

Enfim, feito o desabafo, ainda não adquiri o meu ingresso para o caríssimo show de Roger Waters em PoA, em março do próximo ano, mas ainda estou firme na ideia de prestigiar este, que é um dos grandes, senão o maior, ídolo da música para mim. Mas fica essa reflexão, afinal, quanto vale ou é por quilo?

[Atualizado – 27/10] – Saiu ontem, dia 26 de outubro, os preços e setores completos para a The Wall Tour, em suas quatro apresentações no Brasil. Os preços ficaram naquela mesma média comentada anteriormente, e o ingresso mais caro ficou mesmo aquelas $500 pratas que apavoraram os desavidos. Segue abaixo a lista completa de valores e um mapinha bacana para se localizar melhor no chiqueirão da Padre Cacique, cortesia da Time4Fun.

PORTO ALEGRE – Roger Waters The Wall
Local: Estádio Beira Rio: Av. Padre Cacique, 891 – Praia de Belas – Porto Alegre – RS
Data da apresentação: 25/03/2012
Horário show: 20h
Classificação etária: 12 a 13 anos acompanhados dos pais. Acima de 14 anos, desacompanhados.
Capacidade: 48.001 lugares
Acesso para deficientes

Setor
PISTA PRIME R$ 500,00
PISTA R$ 240,00
ANEL INFERIOR R$ 240,00
CADEIRA COBERTA R$ 280,00
CADEIRA DESCOBERTA R$ 180,00
– Pré-venda American Express® Membership Cards e Bradesco Cartões: entre 29 e 31 de outubro de 2011
– Vendas ao público em geral: A partir de 01 de novembro de 2011
– Vendas limitadas a 06 ingressos por pessoa

Fábio Prina_18_10_2011

Steve Jobs (1955-2011)

R.I.P. Steve Jobs (1955-2011)

O que dizer de Steve Jobs? Gênio, revolucionário, viosionário… Não importa. Jobs foi uma pessoa empolgante, que além de lançar produtos e empresas fantásticas, que mudaram a forma de viver do homem, deu ânimo a toda uma geração com uma postura de liderança e carisma que nunca havia se visto.

Ontem o mundo perdeu um grande personagem, que viveu e modificou o seu tempo. Ainda é muito cedo para se ter uma dimensão do seu legado. Por hora, podemos dizer apenas: obrigado Steve!

Fábio Prina_06/10/2011

Crowe – o duplo

Passados seis anos do lançamento de Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtown), 2005, dois trabalhos do diretor, roteirista e produtor Cameron Crowe chegam aos cinemas em 2011. Primeiro, um documentário realizado com toda autoridade, pelo diretor de Vida de Solteiro (Singles), 1992, sobre uma das bandas responsável pelo movimento grunge nos Estados Unidos: Pearl Jam Twenty. O segundo, um melodrama sofisticado, baseado em uma história verídica, com Matt Damon, Scarlett Johanson e Thomas Hadden Church, encabeçando o elenco, chamado We Bougth a Zoo.

Crowe é um dos grandes nomes do cinema contemporâneo pra mim. Não só pela destreza em contar uma boa história, mas na maneira autoral em que se inclui nessas histórias, e, acima de tudo, a escolha de histórias que interessam ser contadas.

Antes dos filmes, Cameron Crowe foi jornalista da conceituada revista Rolling Stone, em meados dos anos 70. Sua primeira matéria de capa foi sobre o The Allman Brothers Band, precocemente aos 18 anos, a qual rendeu, juntamente com outras histórias, o roteiro de seu filme mais autoral, Quase Famosos (Almoust Famous), 2000. Nessa época também, conheceu e trabalhou com grandes lendas da imprensa americana, como o editor Ben Fong-Torres e o crítico Lester Bangs.

Drew e Claire, em Elizabethtown

Seu primeiro trabalho, com grande reconhecimento de crítica e público, foi o já citado Vida de Solteiro, ao qual fez uma reflexão sobre um grupo de jovens/adultos na cena grunge de Seattle, na chegada dos anos 90, berço de bandas como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Nirvana.  O trocadilho do título original Singles perdido na tradução para o português, dá conta de citar não apenas as músicas soltas que revolucionariam a indústria mundo afora, mas também o estado civil dos protagonistas. Outros trabalhos que sucederam o sucesso de Vida de Solteiro foram os oscarizados Jerry Maguire – A Grande Virada (1996) e Quase Famosos, o excelente Vanilla Sky (2001), refilmagem do mexicano Abra Los Ojos, e, por fim, Tudo Acontece em Elizabethtown.

No entanto, desde Elizabethtown o diretor não mergulhava no terreno da ficção. Ouve também um outro documentário chamado The Union, sobre o trabalho criativo de Elton John, datado em 2011, mas, que pelo visto, não recebeu lançamento por aqui. No circuito, Crowe ataca em duas frentes completamente diferentes, duas paixões: a música e o cinema autoral.

William Miller ao lado do Stillwater, em Quase Famosos

No cenário dos pomposos documentários sobre bandas e músicos, como exemplo que me ocorre agora, o excepcional Beyond The Lighted Stage, 2010, sobre os canadenses do Rush, Crowe apresenta sua releitura da carreira do Pearl Jam, e seus vinte anos de estrada. Pearl Jam Twenty é um épico biográfico, com imagens inéditas, shows antológicos e confissões intimistas, como a cena que abre o trailer da produção, em uma entrevista ao vocalista Eddie Vedder, feita por ninguém menos que David Linch.

Trailer do documentário

O documentário chega já acompanhado de uma rima de marketing gigantesca ‘celebrando’ os 20 anos da banda. Além do filme lançado oficialmente no Festival de Toronto, no último sábado, dia 10, também está disponível um livro homônimo, escrito por Jonathan Cohen, um CD Duplo que chega às lojas no dia 20 e o DVD, que aporta no dia 25 de outubro. Mas quem quiser conferir o pretensioso filme de Crowe na tela grande do cinema, tem que correr, porque os ingressos já estão à venda para as limitadíssimas sessões, no próximo dia 20 de setembro, em várias cidades do Brasil. Em Porto Alegre a bagunça acontece no Unibanco Arteplex, no Shopping Bourbon Country.

Tudo isso, porém, é um aperitivo para os fãs, que aguardam anciosamente a passagem da turnê do PJ20 pelo país, que contemplará as cidade de PoA, Curitiba, Rio e São Paulo (com duas apresentações), no início de novembro. Pelo visto, a coisa vai ser grande.

Já no campo dos filmes autorais, Crowe foge um pouco dos roteiros a próprio punho, para a adaptação do livro com o mesmo título do jornalista britânico Benjamin Mee, que reconta a época em que adquiriu uma propriedade na Inglaterra, que incluía uma espécie de zoológico falido, chamado Dartmoor Wildlife Park, lar para mais de 200 animais selvagens.

A produção relata a reabilitação da reserva ambiental e o drama familiar de Mee, cuja esposa sofria com um câncer. O filme tem estreia prevista para o Brasil no dia 23 de dezembro, semaninha do natal.

Trailer do filme, previsto para dezembro

Enfim, para quem estava inativo há pelo menos seis anos, boas notícias estão chegando. Esperamos que esse duplo de Crowe traga bons resultados como o restante de sua filmografia. E que suas histórias continuem construindo experiências únicas num cinema simples e introspectivo, impossível de não gostar.

Fábio Prina_15/09/2011