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16 de agosto de 2013

Jobs – O Filme

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Há vários meses observo as notícias sobre o lançamento de um filme biográfico sobre Steve Jobs. Estou atento porque a pessoa Steve Jobs é, para mim, o grande gênio do início do século XXI, que ainda não teve o devido reconhecimento pela sua contribuição ao progresso da humanidade. Mas claro, isso é apenas a opinião de um mero fã.

Sobre Jobs, o filme, conheço muito pouco. Resisti aos trailers, informações de produção e críticas sobre o trabalho, para que quando tiver a oportunidade, possa assistir da forma mais imparcial possível. Se bem que não vai ser tão imparcial assim. Há uns dois anos ganhei da minha amada companheira a biografia escrita por Walter Isaacsonn sobre Steve Jobs. Um livro pesado, pelo tamanho e conteúdo, que revisita a vida errante, a carreira fracassada/vencedora, as opiniões e um pouco da visão da sua visão do mundo.

Assim como outros grande gênios, Steve Jobs pouco fez, mas fez muito. Seu legado não está na “eureka” de uma invenção maluca, mas sim em juntar um número de pessoas competentes e fazer algo extraordinário. Não é coincidência então, que o seu biógrafo oficial, Walter Isaacsonn, tenha registrado em livro a vida de outro gênio americano, Benjamin Franklin, que teve uma trajetória de invenções próxima de Jobs (na maneira de executá-las, me refiro).

Para contar em poucas palavras, Jobs foi um órfão, criado por pais preocupados com a sua educação – que ele esnobou na vida adulta. A rebeldia da sua adolescência foi acalmado pelo LSD, retiro espiritual, dietas radicais e um temperamento longe de ser suportável. Depois, alicerçou a empresa de informática e eletrônicos mais valiosa do mundo na atualidade, a Apple, juntamente com o amigo Steve Wozniak. A história que muitos conhecem é o período onde ele mudou o mundo com o Macintosh, levou a empresa a quase falência e foi demitido no final dos anos 80. Criou outras empresas que não deram certo, criou a Pixar, voltou para a Apple, em 1997, e revolucionou o mundo mais duas vezes, respectivamente com os lançamentos do iPod, em 2001, e do iPhone, em 2007. O desfecho da sua vida aconteceu prematuramente em 2011, quando foi vítima de um câncer na pâncreas, aos 56 anos.

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As semelhanças entre o ator Ashton Kutcher (à direita) com Steve Jobs foram explorados repetidas vezes para divulgar o filme

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O que promete o filme Jobs é um recorte um tanto longo, que abrangeria o período da juventude do biografado até 2001, quando foi lançado a primeira versão do iPod. Particularmente, eu detesto assistir em duas horas aquele tipo de filme pasteurizado, que mostra a vida inteira de uma pessoa, ainda mais pessoas que tiveram uma trajetória tão complexa como Steve Jobs. Prefiro como ocorreu recentemente,  quando foram lançados três filmes sobre Che Guevara. Diários de Motocicleta, do brasileiro Walter Salles, com Gael Garcia Bernal como protagonista, e em seguida, Che – Parte 1 – O Argentino, e Che – Parte 2 – Guerrilha, do americano Steven Sodenbergh, com Benicio Del Toro encarnando o ídolo da esquerda. Cada trabalho ilustra de uma forma diferente alguns fatos da vida do personagem. Apesar dos problemas que esses filmes mencionados têm, é muito melhor conferir episódios da vida de uma pessoa com tantas histórias, do que compactar tudo em cento e vinte minutos de frases de efeitos, com caracteres em branco no fundo preto explicando como a coisa acabou, antes dos créditos finais.

Voltando ao filme, é interessante saber que Jobs não é e nem será a primeira e a última presença de Steve Jobs em filmes. Há alguns anos, saiu diretamente para vídeo uma produção independente de baixo orçamento, sobre a revolução da informática no final do anos 80. Piratas do Vale do Silício de 1999, constrói um retrato da mudança na indústria, através da visão de dois protagonistas centrais e suas empresas: Steve Jobs com a Apple e Bill Gates com a Microsoft. E ainda! Jobs não deve ser o filme definitivo sobre o visionário co-fundador da Apple.  A Sony prepara uma adaptação, com o roteiro de Aaron Sorkin, vencedor do Oscar por A Rede Social, que será baseado exatamente na biografia de Walter Isaacsonn, a qual o estúdio é detentor dos direitos. Esperamos isso para um futuro próximo, mas o projeto segue ainda sem nome.

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Possivelmente uma das cenas chave de Jobs, a apresentação do iPod

Jobs, que traz o ator Ashton Kutcher em uma excelente caracterização do pepel-título, estreia hoje, 16 de agosto, nos cinemas americanos. A produção começa a ser exibida no dia 6 de setembro no Brasil. Vale a pena dar uma conferida no site oficial da produção, que tem um visual bacana e uma série de imagens legais do longa. Enquanto o filme não chega, vale a pena ver (no meu caso rever) a lendária apresentação do iPhone, ou como o próprio Jobs exaltou, “a reinvenção do telefone”. Bobagens a parte, apenas seis anos depois, é muito legal sentir as reações da plateia quando o produto foi lançado. Mal sabiam eles que a mudança desde aquele dia em toda indústria de informática e telefonia seria tão grande.

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31 de janeiro de 2012

Fotografando fotógrafos

Há certas coisas que são simplesmente geniais. Quando digo isso, penso em separar essa expressão e dar ênfase ao simples.

A proposta do fotógrafo americano Tim Mantoani chega ser tola: fotografar fotógrafos. Mas ao mesmo tempo, ela dá cara a uma leva de grandes testemunhas oculares que registraram o nosso tempo.

O negócio é o seguinte: Mantoani retratou entre 2006 e 2011, cerca de 120 grandes nomes da fotografia. A ideia de Tim era simplesmente colocar as imagens, verdadeiros ícones do nosso tempo, junto aos seus autores, pousando de trás da obra. O resultado é maravilhoso e emocionante.

Para dar um pouco mais de charme para essa ideia, o autor do projeto Behind Photographs se propôs a levar seus colegas a um estúdio e fotografá-los com uma câmera instantânea Polaroid de 20×24 polegadas, algo que hoje em dia, é mais do que obsoleto. Só de observar o trambolho no estúdio, com sanfona e chapa para a revelação, dá ares nostalgicos e conceituais a obra.

As imagens de  Behind Photographs viraram um livro que foi recentemente lançado nos EUA, e ainda não tem venda no Brasil. A obra sai por apenas cerca de $60, em uma edição simples, e chega aos $395, um uma limitadíssima edição numerada e autografada. Quando chegar por aqui, preparem os talões de cheques, porque não vai ser barato!

Mas deve valer o investimento, para fazer com que a gente se sinta um pouco mais íntimo destes grandes deuses da fotografia.

Segue abaixo algumas peças que fazem parte da obra, contando que no livro, são mais de 150. Em seguida, também há uma apresentação do projeto de Tim, por ele mesmo, inclusive, detalhando o forma de captura das imagens.

Para quem quiser saber um pouco mais sobre o trabalho, dá pra dar uma visitada na página do projeto.

Vi isso no JacaréBanguela.

Fábio Prina_31/01/2012

15 de setembro de 2011

Crowe – o duplo

Passados seis anos do lançamento de Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtown), 2005, dois trabalhos do diretor, roteirista e produtor Cameron Crowe chegam aos cinemas em 2011. Primeiro, um documentário realizado com toda autoridade, pelo diretor de Vida de Solteiro (Singles), 1992, sobre uma das bandas responsável pelo movimento grunge nos Estados Unidos: Pearl Jam Twenty. O segundo, um melodrama sofisticado, baseado em uma história verídica, com Matt Damon, Scarlett Johanson e Thomas Hadden Church, encabeçando o elenco, chamado We Bougth a Zoo.

Crowe é um dos grandes nomes do cinema contemporâneo pra mim. Não só pela destreza em contar uma boa história, mas na maneira autoral em que se inclui nessas histórias, e, acima de tudo, a escolha de histórias que interessam ser contadas.

Antes dos filmes, Cameron Crowe foi jornalista da conceituada revista Rolling Stone, em meados dos anos 70. Sua primeira matéria de capa foi sobre o The Allman Brothers Band, precocemente aos 18 anos, a qual rendeu, juntamente com outras histórias, o roteiro de seu filme mais autoral, Quase Famosos (Almoust Famous), 2000. Nessa época também, conheceu e trabalhou com grandes lendas da imprensa americana, como o editor Ben Fong-Torres e o crítico Lester Bangs.

Drew e Claire, em Elizabethtown

Seu primeiro trabalho, com grande reconhecimento de crítica e público, foi o já citado Vida de Solteiro, ao qual fez uma reflexão sobre um grupo de jovens/adultos na cena grunge de Seattle, na chegada dos anos 90, berço de bandas como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Nirvana.  O trocadilho do título original Singles perdido na tradução para o português, dá conta de citar não apenas as músicas soltas que revolucionariam a indústria mundo afora, mas também o estado civil dos protagonistas. Outros trabalhos que sucederam o sucesso de Vida de Solteiro foram os oscarizados Jerry Maguire – A Grande Virada (1996) e Quase Famosos, o excelente Vanilla Sky (2001), refilmagem do mexicano Abra Los Ojos, e, por fim, Tudo Acontece em Elizabethtown.

No entanto, desde Elizabethtown o diretor não mergulhava no terreno da ficção. Ouve também um outro documentário chamado The Union, sobre o trabalho criativo de Elton John, datado em 2011, mas, que pelo visto, não recebeu lançamento por aqui. No circuito, Crowe ataca em duas frentes completamente diferentes, duas paixões: a música e o cinema autoral.

William Miller ao lado do Stillwater, em Quase Famosos

No cenário dos pomposos documentários sobre bandas e músicos, como exemplo que me ocorre agora, o excepcional Beyond The Lighted Stage, 2010, sobre os canadenses do Rush, Crowe apresenta sua releitura da carreira do Pearl Jam, e seus vinte anos de estrada. Pearl Jam Twenty é um épico biográfico, com imagens inéditas, shows antológicos e confissões intimistas, como a cena que abre o trailer da produção, em uma entrevista ao vocalista Eddie Vedder, feita por ninguém menos que David Linch.

Trailer do documentário

O documentário chega já acompanhado de uma rima de marketing gigantesca ‘celebrando’ os 20 anos da banda. Além do filme lançado oficialmente no Festival de Toronto, no último sábado, dia 10, também está disponível um livro homônimo, escrito por Jonathan Cohen, um CD Duplo que chega às lojas no dia 20 e o DVD, que aporta no dia 25 de outubro. Mas quem quiser conferir o pretensioso filme de Crowe na tela grande do cinema, tem que correr, porque os ingressos já estão à venda para as limitadíssimas sessões, no próximo dia 20 de setembro, em várias cidades do Brasil. Em Porto Alegre a bagunça acontece no Unibanco Arteplex, no Shopping Bourbon Country.

Tudo isso, porém, é um aperitivo para os fãs, que aguardam anciosamente a passagem da turnê do PJ20 pelo país, que contemplará as cidade de PoA, Curitiba, Rio e São Paulo (com duas apresentações), no início de novembro. Pelo visto, a coisa vai ser grande.

Já no campo dos filmes autorais, Crowe foge um pouco dos roteiros a próprio punho, para a adaptação do livro com o mesmo título do jornalista britânico Benjamin Mee, que reconta a época em que adquiriu uma propriedade na Inglaterra, que incluía uma espécie de zoológico falido, chamado Dartmoor Wildlife Park, lar para mais de 200 animais selvagens.

A produção relata a reabilitação da reserva ambiental e o drama familiar de Mee, cuja esposa sofria com um câncer. O filme tem estreia prevista para o Brasil no dia 23 de dezembro, semaninha do natal.

Trailer do filme, previsto para dezembro

Enfim, para quem estava inativo há pelo menos seis anos, boas notícias estão chegando. Esperamos que esse duplo de Crowe traga bons resultados como o restante de sua filmografia. E que suas histórias continuem construindo experiências únicas num cinema simples e introspectivo, impossível de não gostar.

Fábio Prina_15/09/2011

19 de julho de 2011

O Muro em Porto Alegre

A notícia não é nova, mas ainda não tinha encontrado aqueles 15min de ócio para registrar aqui. Roger Waters virá a Porto Alegre, com a maior turnê da história do rock progressivo, The Wall.

Isso não é um boato não! Já tem dia e hora marcada, o local ainda está à definir, mas fala-se muito no Olímpico Monumental, já que o campinho do aterro estará em reformas para a Copa na ocasião. O dia histórico será 17 de março, do próximo ano, um sábado que perpetuará na história, assim como aquele longíncuo março de 2003 ainda faz.

Para os pegos de surpresa, Roger Waters, além de ser o Richard Gere do rock, foi baixista, vocalista, fundador e gênio musical da maior e melhor banda de todos os tempos, o Pink Floyd. Desde  de guri, quando tocava com a galera na Universidade de Cambrigde até o início dos anos 80, quando saiu da banda, foi reverenciado pela sua criatividade a frente das letras que marcaram a história da música.

Essa será a segunda passagem do semideus pelos pagos do Rio Grande. Como dito antes, ele esteve por aqui no dia 12 de março de 2003 e quase completará 9 anos da sua histórica apresentação da turnê In the Flesh, a qual fez os fâs derramarem lágrimas no gramado sagrado da Azenha. Waters ainda teve mais uma passagem pelas terras tupiniquins em meados de 2007, mas excluiu a capital gaúcha de sua turnê, Dark Side of the Moon, onde apresentava na íntegra o álgum homônimo dos tempos do Pink Floyd.

Voltando ao que virá, lá se vão 44 anos da fundação do Pink Floyd. Em 1967 era lançado o disco The Pipper at the Gates of Down, que juntamente com o álbum Sgt. Peppers Lonenly Hearts Club Band, dos Beatles, seria o marco inicial da música psicodélica mundo afora. Foram diversos discos históricos, incluindo a fase de ouro da banda, iniciada por Dark Side of the Moon, complexo e dinâmico disco progressivo, em 1973, e encerrado exatamente por The Wall, uma ópera rock sem prescedentes, até hoje reverenciada como a grande obra da banda, em 1977. Aos, 68 anos, Waters é o único membro original da banda que continua na ativa, esbanjando energia e pretenção em suas apresentaçãos.

The Wall, o disco, foi um sucesso absoluto, galardoado com Platina 23 vezes. Chegou ao topo dos mais vendidos logo após o lançamento e parmaneceu ali por muito tempo, hoje é considerado o 3º álbum mais vendido de todos os tempos do concorrido mercado norte-americano. Após seu lançamento, em 1980, as apresentações de The Wall ganharam sua primeira montagem, com 27 shows apenas na Inglaterra, Alemanha e nos EUA, que acabaram dando prejuízo para a banda, devido a sua grandiosidade. Em 21 de julho de 1990, já atuando solo, o músico encenou a mega-produção em Berlin, na Alemanha, na época para fazer o maior concerto ao ar livre de todos os tempos, para homenagear o país pela queda do famoso muro, que acontecera um ano antes. Em diversas partes do planeta o show foi transmitido ao vivo na ocasião e em 2003 ganhou uma versão luxuosa em DVD. No Brasil, ainda pode ser encontrado em uma edição simples, digna de ser vendida em revistas de quinta categoria, em bancas de rodoviária, por aí.

Porém, mesmo com essa bagagem toda, comparada com a nova roupagem de The Wall Tour, os velhos show parecem brincadeiras de jovens despretenciosos. A estrutura agora trata-se de um muro de 137 metros de largura e 11 de altura, montado entre o palco e a plateia. São 424 tijolos que dão forma a super obra, contruída em 45 minutos, enquanto se é apresentada a primeira parte do show. São 172 alto-falantes, incluindo sorrounds e monitores, mais pirotecnias para dar vida ao espetáculo. 23 projetores são responsáveis pelo movimento que será exibido no próprio muro, com animação original de Gerald Scarfe, que também animou frames para o filme Pink Floyd The Wall, de Alan Parker, lançado nos cimemas em 1982. Ainda, há espaço para o Professor, a Esposa e a Mãe, três personagens que ganham forma através de gigantes bonecos infláveis, de 10 metros de altura.

Tudo isso, exibido nos cinco continentes, iniciado em Toronto, no Canadá, dia 15 de janeiro de 2010, e com encerramento previsto, até então, no dia 25 de março de 2012, no Rio de Janeiro. Apenas o palco usado para os shows é o mais caro e ambicioso da história, com o valor estimado em 37 milhões de Euros. No Brasil, a apresentação será realizada  em três cidades, além de Porto Alegre e Rio, também em São Paulo, que ganhará duas datas.

Curiosidade: em um show da turnê na O2 Arena, em Londres, no dia 2 de maio deste ano, Waters convidou ao palco dois remanescentes da formação clássica do Pink Floyd: David Gilmour e Nick Manson, para dar uma canja na música Outside the wall, que encerra o espetáculo. Rick Wright, falecido, foi o único não presente, daqueles mesmos que tornaram a obra realidade.

A expectativa é grande. Os números surpreendentes e o grande espaço que a mídia vem dedicando dão conta que será um dos maiores eventos musicais da história. Ainda não há informação sobre os valores das entradas, mas a abertura das bilheterias está prevista para setembro por aqui.

Mais Pink Floyd para fãs

Coincidentemente, ou não, será lançado por aqui, no calor da febre Waters, uma série de produtos do Pink Floyd, para encher os olhos de qualquer fã e os bolsos de qualquer gravadora. É um verdadeiro ‘pacotão psicodélico’ com o relançamento de toda obra da banda, mais alguns quitutes, chamados também de versões expierence e immersion dos discos.

26 de setembro – Se você não gastar toda sua grana comprando o lugar mais VIP do estádio para o show The Wall, pode passar em uma loja para conferir a versão remasterizada dos 14 álbuns do Pink Floyd, que podem ser comprados separadamente ou em um box chamado Discovery; Ainda, chega ao mercado também as edições Experience e Immersion do disco Dark Side of the Moon, incluindo uma versão com seis discos (credo!!!), em DVD, CD e Blue-Ray, com trechos de gravações, reportagens e afins;

7 de novembro – A Foot In The Door – The Best of Pink Floyd, coletânia com 16 músicas que marcaram a história da banda, com material gravado no show no Wembley Stadium, em 1974; Mais as edições Expierence e Immersion do disco Wish You Were Here;

27 de fevereiro 2012 – Um dia antes do meu aniversário, sairá as edições Expierence e Immersion de The Wall, a segunda, com um total de sete discos, entre CD, DVD e Blue-Ray. Todo material também será lançado em vinil e downloads digitais. Tá aí uma boa dica de presente pra quem quiser me fazer uma surpresinha.

Ufa! Era isso.

[ATUALIZADO – 10/10] Devido ao aumento para oito shows na Argentina, as datas das apresentaçõs de Waters no Brasil foram reagendados. Em Porto Alegre o espetáculo acontece no Estádio Beira-Rio, no dia 25 de março. Valores dos ingressos e outros serviços do show ainda não foram divulgados.

[ATUALIZADO 2 – 14/10] O primeiro lote de ingressos para a turnê The Wall em Porto Alegre, exclusivos para os fãs cadastrados no site oficial do músico, saiu com preços exageradamente salgados e discutido (pelo menos mencionado) neste post aqui.

Fábio Prina_19_07_2011

8 de outubro de 2010

Dia de Cinema – Tropa de Elite 2

Filed under: Artes,Cinema,Comunicação Social,Filmes,Jornalismo,Livros — fprina @ 10:19

Dando continuídade a esse trabalho interrompido, volto a ativa no meu blog fazendo o que eu mais gosto. Pregnósticos de filmes do grande público, que todos tem acesso e, que ao mesmo tempo, tragam alguma coisa a mais do que duas horas de luz e som.

Então, voltamos nossos olhos para o cinema Made in Brazil e na volta do Capitão Nacimento, o personagem das frases de efeito, sucesso nos camelôs e vendedores ambulantes de DVDs ilegais. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro, continuação de Tropa de Elite (2007) entra em cartaz hoje, sexta, 8 de outubro, em todo país, sem o mesmo alarme que as cópias piratas criaram com o seu antecessor. Como nos sobreavisa o sub-título didático da obra, agora o BOPE, os Caveiras, os caras lá vão enfrentar um novo e mais perigoso inimigo, a política e as facções criminosas.

O filme se passa em 2010, nove anos depois dos acontecimentos da história original. Agora o batalhão de elite da polícia carioca conta com carros blindados, helicópteros e um contingente muito mair de soldados. O que na ficção aumenta, e muito, as possibilidades de cenas de ação dentro do enredo. Algo que apesar das melhoras significativas, o cinema brasileiro é carente.

Além de grande parte do elenco, como Wagner Moura e André Ramiro, o diretor José Padilha, o roteirista Bráulio Mantovani puxam mais uma vez frente da produção, ganhando a força do montador indicado ao Oscar por Cidade de Deus, Daniel Rezende.

Mesmo com o sucesso de público e crítica que a obra vem recebendo, já está discartada a entrada do filme na seleção de produções estrangeiras no Oscar 2011, uma vez que Lula, o filho do Brasil já é o representante oficial do país no mais conhecido prêmio de cinema do mundo.

Vale a pena dar uma lida na resenha do site Omelete sobre a película e também, pra quem gosta mais de assistir a coisa, segue abaixo o trailer do filme.

Fábio Prina_08/10/2010

18 de junho de 2010

R.I.P. – José Saramago

José Saramago (1922-2010)

21 de maio de 2010

No clima da Copa

É simplestemente sensacional o filme lançado pela Nike para a campanha Write The Future da megacorporação americana visando a Copa do Mundo 2010. O comercial completo parece uma superprodução de hollywood, com direito a participações das estrelas Wayne Rooney, Ribery, Fabio Canabarro, Evra, Drogba, Ronaldinho, Cristiano Ronaldo, Roger Federer, Gael Garcia Bernal, Kobe Bryant e Homer Simpson.

Aliás, a passagem de Cristiano Ronaldo tendo uma cinebiografia assinada por Alejandro Gonzales Iñarritu e estrelada por Gael Garcia Bernal é de tirar o chapéu.

O filme todo é uma obra prima da publicidade e de uma das empresas que mais investe nesse “cadáver que nos sorri”.

Ainda: mesmo que eu não entenda patavinas de futebol e ter falado mal do porto-alegrense Ronaldinho, traidor do Grêmio e que abriu a bunda pro time do aterro vencer o mundial em 2006, fica um certo receio por ele não estar na Copa… mas… como guri propaganda ele vai bem.

Segue abaixo o filmete completo de pouco mais de 3 minutos. Segundo os teasers que antecederam o super comercial, o lançamento oficial da campanha será neste sábado, 22 de maio, na Final da UEFA Champions League. A peça foi dirigida pelo cineasta Alejandro Gonzalez Inãrritu, dos filmes 21 Gramas e Amores Brutos, que não por coicidência, aparece ao lado de Cristiano Ronaldo em alguns poucos frames.

O lançamento na internet da peça aconteceu na última quinta, 20, ao vivo pelo Facebook.

Fábio Prina_21/05/2010

12 de abril de 2010

Informações rápidas para pessoas apressadas

Com o retorno da rotina de trabalho, estudo, vida social e afins, parece que o tempo encurtou um pouco. O que antes era um passatempo descontraído, agora tornou-se um desafio a minha capacidade: encontrar alguns minutos para contar o que ando fazendo e o que tem me chamado a atenção no mundo pop, cinematográfico, musical, jornalistico, publicitário e curioso. Então, já que anda meio complicado complicar informações, vamos fazer um repidão do que anda acontecendo e divagar sobre o que anda acontecendo por aí.

The Pacific, nova série de guerra produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks

Por primeiro, ontem a noite obriguei minha namorada a ficar na frente da televisão para assistir a estreia de The Pacific, nova série da duplinha Hanks e Spielberg sobre a II Guerra Muncial. Diferente das obras anteriores, o longa O Resgate do Solgado Ryan e a minissérie Band Of Brother, os produtores decidiram explorar os conflitos no pacífico, onde tropas aliadas combateram o exército do Império do Japão.

Neste primeiro de 10 episódios, fomos apresentados ao trio de protagonistas que levará o enredo nas costas. Os personagens desembarcam na baía de Gualdacanal, nas Ilhas Salomão, em uma cena tensa, que relembra o desembarque na Normândia, reproduzido nas obras anteriores. Diferente do que acontece nas batalhas europeias, a recepção no pacífico é calma sem bala voando pra tudo que é lado. Até que os olhos puxados surpreendem os ianques em um conflito que inicia na madrugada escupa da ilha e vai até o entardecer do outro dia. Como usual na obra de guerra de Spielberg, o heroísmo da guerra da lugar aos medos e as angustias. É o grande drama que carrega as histórias, para isso, muito se conta antes que a ação tome conta do que estamos vendo.

Como foi dito no merchandising que fizemos há algum tempo, a série passa o canal pago HBO, nos domingos às 22h. Vale, e muito, assistir a esse novo trabalho.

Da segunda guerra para o Iraque. Passando por uma videolocadora, tive a oportunidade de retirar, tardiamente, o vencedor do Oscar de 2010. Guerra ao Terror, que passou batido pelos cinemas, veio direto a vídeo, foi relançado nos cinemas e agora foi relançado novamente nas locadoras.

O filme da diretora Kathryn Bigelow, pareceu pra mim, um trabalho ordinariamente comum. E digo sem medo das pauladas vou levar, sendo que a obra, já nasceu meio esquecida, mas acumulou um batalhão de defensores. É o mais do mesmo que se vem fazendo. Pareceu um repeteco de Soldado Anônimo, só que com explosões super estilizadas e muita câmera lenta. Pode ser que a expectativa de ver um filme premiado com o Oscar, a frente de obras como Avatar, Bastardos Inglórios e Amor Sem Escalas, deve tenha me deixado muito mais exigente, mas de qualquer forma, pessei liso pelos elementos que fizeram desse longa um clássico moderno.

Acho que estou com saudades daqueles heróis que também faltam na série que comentei acime. Aqueles que não tinham medo de nada, matavam tudo que vinha pela frente e se a coisa ficava feia, colocavam uma faixa na cabeça, pintavam a cara e caiam no pau. Tipo Rambo, Bradock, Remo, John Matrix e assim por diante.

Distrito 9 é o grande achado da rodada

Na mesma locadora achei um outro filme que deixei escapar nas salas de cinema. Distrito 9, do sul-africano Neill Blomkamp, apadrinhado pelo neo-zelandes Peter Jackson. A premissa é genial: no centro de Joannesburgo, na África do Sul, uma nave alienígina fica empenhada sem qualquer tipo de “maiores explicações”. Incheridas, as autoridades decidem invadir o negócio e encontram cerca de 1 milhão de ets subnutridos em condições incabíveis de sobrevivência. Sem demora a comunidade internacional preciona o país da Copa do Mundo a assentar os bichinhos que parecem camarões. Ao invés de tudo ficar numa buena, o novo alojamento dos visitantes espaciais se transforma em uma favela que sobrevive do tráfico de comida de gato, sexo entre as raças e armas de ambos lados. Dali então, o filme toma contornos muito parecidos com as posições políticas do apartheid que tomou conta do cenário sul-africano até o início dos anos 90.

Os humanos não aceitam mais a presença dos aliens, e querem removê-los para uma espécie de campo de concentração, a 200 quilometros da cidade. Porém, no meio da coisa, o oficial responsável pela relocação dos camarões é infectado por uma substância que começa a regenerar a sua forma humana na forma alien. Contando assim, superficialmente, parece um filme de ficção B, tipo o Cérebro do Planeta Arous, mas longe disso, o filme é brilhante na maneira de mostrar como os monstros são os humanos, que não aceitam nada diferente e preferem o caminho fácil de eliminar os problemas.

Álbum da Copa do Mundo, tradicional gasto de dinheiro de 4 em 4 anos

E para encerrar esse post de informações inuteis, já que falamos antes no país da Copa, na última sexta-feira, passei na livraria para comprar o meu álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo 2010. Como faço tradicionalmente, esta é uma coleção que me cativa a juntar as cabeças dos jogadores, pra ver se fico um pouco mais por dentro da competição. Esse ano são nada menos que 637 cromos, dos quais já completei 140.. até agora. Se alguém quiser trocar as repetidas, favor entrar em contato, ou me encontre na porta da escola antes do sinal!

Volto a postar na sequência, quando encontrar um pouco mais de tempos e assuntos interessantes para comentar.

Fábio Prina_12/04/2010

18 de janeiro de 2010

Lá e de volta outra vez II…

Depois de um período de 30 dias longe de tecnologias como computadores e celulares… volto ao meu lar e ao ambiente de trabalho para iniciar definitivamente 2010. Se bem que daqui a pouco tem carnaval, depois Copa do Mundo e assim por diante.

Marcando esse retorno, nada melhor que um post  para contar aos meus leitores… se é que alguém lê alguma coisa do que eu escrevo aqui… como foram minhas incríveis férias de verão.

Entre um dia e outro, entre os momentos em que acordava e antes de dormir de novo, e claro, entre uma cerveja e outra na costa catarinense. Até que eu fiz algumas coisas que se encaixam no espirito desse blog.

Primeiramente, terminei finalmente de assistir a 5ª temporada de Lost, que eu havia renagado ao limbo desde a metade do ano passado. Ainda continuo achando que os caras se perderam no meio da história. Não vejo mais nexo no que está acontecendo com aquele seriado, tanto que nem me preocupei em saber quando diabos estreia a “aguardada” última temporada.

Se todas as reviravoltas que vinham acontecendo com os caras já não era suficiente pra deixar todo mundo cheio perguntas que nunca são respondidas, agora com duas linhas de tempo, personagens morrendo e ressussitando a tordo e direita, bomba atômica, continum de tempo… sei lá… parece que boa coisa não vai sair de lá. Enfim… teremos mais 16 episódios para ver como encerra a jornada dos ‘perdidos’, que já foram achados, mas estão perdidos de novo.

Se você nunca assistiu Lost na vida, esse video conta tudo que você precisa saber para curtir a última temporada.

Também li o último livro do Dan Brown, o cara que escreveu O Código Da Vinci. Pois é, o mais do mesmo as vezes cansa. Não que o O Símbolo Perdido seja ruim. Mas que a piada não tem mais graça quando contam pela segunda ou terceira vez… não tem. Robert Langdon, o Tom Hanks no cinema, dessa vez se mete com um tatuado que quer saber um segredo da Maçonaria. Se o Silas (não o do Grêmio) e o outro bandidão do Anjos e Demônios, já não eram exímios vilões, esse Mak´al não tá com nada. O cara simplestemente não tem motivação nenhuma pra cometer os seus sacrilégios, estes, que por sua vez, podem mudar com tudo que conhecemos.

Enquando isso, o professor de simbologia de Harvard, devidamente acompanhado de uma gostosa, desvenda mistérias ocultos, escapa da morte, salva a gostosa várias vezes, foge da polícia e soluciona diversos enigmas recorrendo a simbolos e grandes mestres da ciência e das artes. Tipo como se Hercule Poirot e Sherlock Holmes tivessem o conhecimento matemático de John Nash e de artes plásticas de Jackson Pollock. Vamos esperar pelo filme que deve já estar em revisões finais do roteiro. Cabe aqui pedir para que Ron Howard e Akiva Goldsman não se envolvem no projeto. Seria muito mais interessante.

No cinema, tive tempo apenas para o Avatar, de James Cameron. Como um cara que vive no interior, tive que ver pela primeira vez a obra prima da técnoloria esterioscópica em duas dimensões. O filme é um Dança com Lobos que se passa num planeta com gente azul. É previsivel, didádito e até infantil. Mas não deixa de ser fantástico em nenhum fotograma, ou melhor… frame.

Ontem, na entrega do Globo de Ouro, Camerom e Avatar foram consagrados comos prêmios de Diretor e Filme Drama, respectivamente. Ao agradecer, o diretor lembrou de que Pandora representa que estamos conectados com com tudo que está a nossa volta. Uma coisa que achei bacana no filme, em meio ao montarel de mensagens ambientais pra tudo quanto é lado. A forma super singela de transmitir um pensamento sobre a natureza, como o filme mostra, é belíssima e delicada.

Falando ainda em Globo de Ouro, Nine foi ignorado. Martin Scorcese protagonizou um momento único na noite, ao receber o premio pela sua contribuição a 7ª Arte.Christopher Waltz confirmou ser o cara da vez ao vencer por ator coadjuvante por Bastárdos Inglórios. E outro filme legal venceu por melhor comédia-musical, Se Beber não Case, que é muito bom! Ainda não entendi como a galinha foi parar com o tigre no apartamento, mas isso é outra história.

Em um periodo longo de férias, esperava um pouco mais do que isso. Mas as refeições, os drinks gelados, o litoral quente e outros compromissos descompromissados, também tomaram o meu tempo.

Que comece 2010 pra valer.

Fábio Prina_18/01/2009

23 de setembro de 2009

The Beatles for Sale

Neste mês de setembro, muito se falou sobre a fab four. Um dos motivos, claro, foi o já comentado lançamento do jogo musical The Beatles: Rock Band, recordista em críticas positivas e sucesso absoluto entre os maníacos por games.

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The Beatles, 1964 – Mal sabiam que 45 anos depois, ainda seriam recodistas de vendas e parte da cultura global

“Coincidentemente” na mesma semana que chegou ao público o jogo sobre o quarteto inglês, foi lançado simultaneamente, uma caixa de rematerizações da obra original da banda. O material é formado por catorze discos de estúdio e a coletânea Past Masters, com os singles que não saíram nos álbuns.

Além de trazer um novo trabalho de remasterização ao obsoleto modelo de gravação em dois canais usado, principalemente, nos primeiros discos dos Beatles, o som está mais pesado nos instrumentos de bateria e baixo, além claro, de uma incrível nitidez sonora, tão impressionante quanto o trabalho desenvolvido para a tilha de Love.

Passados duas semanas da data 09/09/09 que culminou no lançamento da nova onde de produtos da grife “The Beatles”, a gravadora EMI divulgou que somente na América do Norte, Japão e Grã-Bretanha foram vendidos 2,25 milhões de cópias dos novos discos. Lembrando, claro, que no próximo ano ‘comemoramos” nada menos do que quarenta anos do fim da banda.

Beatles Remasters

Box reúne 15 discos dos Beatles em alta qualidade

Em tempo, a revista Rolling Stone brasileira colocou como matéria de capa da sua edição de setembro, uma reportagem contanto os trádicos dias finais da maior banda de todos os tempos. A matéria é sensacional, muito baseada no recente livro do jornalista Bob Spiltz, The Beatles – A Biografia, trazendo um resgate da tragetória de brigas, desentendimentos, vícios, Yoko Ono, enfim… Vale, e muito, a pena ler o texto de Mikal Gilmore.

Já que estamos fazendo um merchandising descarado dos produtos dos Beatles, dos livros, dos jornalistas e da revista, vale ainda dar uma olhada no texto do brasileiro Pablo Miyazawa sobre o jogo The Beatles: Rock Band.

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Clique na imagem para conferir a edição online da revista

E chega. Daqui em diante não falaremos mais sobre The Beatles: Rock Band, Beatles, e esse tipo de coisa. Era isso.

Fábio Prina_23/09/09

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