Crowe – o duplo

Passados seis anos do lançamento de Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtown), 2005, dois trabalhos do diretor, roteirista e produtor Cameron Crowe chegam aos cinemas em 2011. Primeiro, um documentário realizado com toda autoridade, pelo diretor de Vida de Solteiro (Singles), 1992, sobre uma das bandas responsável pelo movimento grunge nos Estados Unidos: Pearl Jam Twenty. O segundo, um melodrama sofisticado, baseado em uma história verídica, com Matt Damon, Scarlett Johanson e Thomas Hadden Church, encabeçando o elenco, chamado We Bougth a Zoo.

Crowe é um dos grandes nomes do cinema contemporâneo pra mim. Não só pela destreza em contar uma boa história, mas na maneira autoral em que se inclui nessas histórias, e, acima de tudo, a escolha de histórias que interessam ser contadas.

Antes dos filmes, Cameron Crowe foi jornalista da conceituada revista Rolling Stone, em meados dos anos 70. Sua primeira matéria de capa foi sobre o The Allman Brothers Band, precocemente aos 18 anos, a qual rendeu, juntamente com outras histórias, o roteiro de seu filme mais autoral, Quase Famosos (Almoust Famous), 2000. Nessa época também, conheceu e trabalhou com grandes lendas da imprensa americana, como o editor Ben Fong-Torres e o crítico Lester Bangs.

Drew e Claire, em Elizabethtown

Seu primeiro trabalho, com grande reconhecimento de crítica e público, foi o já citado Vida de Solteiro, ao qual fez uma reflexão sobre um grupo de jovens/adultos na cena grunge de Seattle, na chegada dos anos 90, berço de bandas como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Nirvana.  O trocadilho do título original Singles perdido na tradução para o português, dá conta de citar não apenas as músicas soltas que revolucionariam a indústria mundo afora, mas também o estado civil dos protagonistas. Outros trabalhos que sucederam o sucesso de Vida de Solteiro foram os oscarizados Jerry Maguire – A Grande Virada (1996) e Quase Famosos, o excelente Vanilla Sky (2001), refilmagem do mexicano Abra Los Ojos, e, por fim, Tudo Acontece em Elizabethtown.

No entanto, desde Elizabethtown o diretor não mergulhava no terreno da ficção. Ouve também um outro documentário chamado The Union, sobre o trabalho criativo de Elton John, datado em 2011, mas, que pelo visto, não recebeu lançamento por aqui. No circuito, Crowe ataca em duas frentes completamente diferentes, duas paixões: a música e o cinema autoral.

William Miller ao lado do Stillwater, em Quase Famosos

No cenário dos pomposos documentários sobre bandas e músicos, como exemplo que me ocorre agora, o excepcional Beyond The Lighted Stage, 2010, sobre os canadenses do Rush, Crowe apresenta sua releitura da carreira do Pearl Jam, e seus vinte anos de estrada. Pearl Jam Twenty é um épico biográfico, com imagens inéditas, shows antológicos e confissões intimistas, como a cena que abre o trailer da produção, em uma entrevista ao vocalista Eddie Vedder, feita por ninguém menos que David Linch.

Trailer do documentário

O documentário chega já acompanhado de uma rima de marketing gigantesca ‘celebrando’ os 20 anos da banda. Além do filme lançado oficialmente no Festival de Toronto, no último sábado, dia 10, também está disponível um livro homônimo, escrito por Jonathan Cohen, um CD Duplo que chega às lojas no dia 20 e o DVD, que aporta no dia 25 de outubro. Mas quem quiser conferir o pretensioso filme de Crowe na tela grande do cinema, tem que correr, porque os ingressos já estão à venda para as limitadíssimas sessões, no próximo dia 20 de setembro, em várias cidades do Brasil. Em Porto Alegre a bagunça acontece no Unibanco Arteplex, no Shopping Bourbon Country.

Tudo isso, porém, é um aperitivo para os fãs, que aguardam anciosamente a passagem da turnê do PJ20 pelo país, que contemplará as cidade de PoA, Curitiba, Rio e São Paulo (com duas apresentações), no início de novembro. Pelo visto, a coisa vai ser grande.

Já no campo dos filmes autorais, Crowe foge um pouco dos roteiros a próprio punho, para a adaptação do livro com o mesmo título do jornalista britânico Benjamin Mee, que reconta a época em que adquiriu uma propriedade na Inglaterra, que incluía uma espécie de zoológico falido, chamado Dartmoor Wildlife Park, lar para mais de 200 animais selvagens.

A produção relata a reabilitação da reserva ambiental e o drama familiar de Mee, cuja esposa sofria com um câncer. O filme tem estreia prevista para o Brasil no dia 23 de dezembro, semaninha do natal.

Trailer do filme, previsto para dezembro

Enfim, para quem estava inativo há pelo menos seis anos, boas notícias estão chegando. Esperamos que esse duplo de Crowe traga bons resultados como o restante de sua filmografia. E que suas histórias continuem construindo experiências únicas num cinema simples e introspectivo, impossível de não gostar.

Fábio Prina_15/09/2011

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O Muro em Porto Alegre

A notícia não é nova, mas ainda não tinha encontrado aqueles 15min de ócio para registrar aqui. Roger Waters virá a Porto Alegre, com a maior turnê da história do rock progressivo, The Wall.

Isso não é um boato não! Já tem dia e hora marcada, o local ainda está à definir, mas fala-se muito no Olímpico Monumental, já que o campinho do aterro estará em reformas para a Copa na ocasião. O dia histórico será 17 de março, do próximo ano, um sábado que perpetuará na história, assim como aquele longíncuo março de 2003 ainda faz.

Para os pegos de surpresa, Roger Waters, além de ser o Richard Gere do rock, foi baixista, vocalista, fundador e gênio musical da maior e melhor banda de todos os tempos, o Pink Floyd. Desde  de guri, quando tocava com a galera na Universidade de Cambrigde até o início dos anos 80, quando saiu da banda, foi reverenciado pela sua criatividade a frente das letras que marcaram a história da música.

Essa será a segunda passagem do semideus pelos pagos do Rio Grande. Como dito antes, ele esteve por aqui no dia 12 de março de 2003 e quase completará 9 anos da sua histórica apresentação da turnê In the Flesh, a qual fez os fâs derramarem lágrimas no gramado sagrado da Azenha. Waters ainda teve mais uma passagem pelas terras tupiniquins em meados de 2007, mas excluiu a capital gaúcha de sua turnê, Dark Side of the Moon, onde apresentava na íntegra o álgum homônimo dos tempos do Pink Floyd.

Voltando ao que virá, lá se vão 44 anos da fundação do Pink Floyd. Em 1967 era lançado o disco The Pipper at the Gates of Down, que juntamente com o álbum Sgt. Peppers Lonenly Hearts Club Band, dos Beatles, seria o marco inicial da música psicodélica mundo afora. Foram diversos discos históricos, incluindo a fase de ouro da banda, iniciada por Dark Side of the Moon, complexo e dinâmico disco progressivo, em 1973, e encerrado exatamente por The Wall, uma ópera rock sem prescedentes, até hoje reverenciada como a grande obra da banda, em 1977. Aos, 68 anos, Waters é o único membro original da banda que continua na ativa, esbanjando energia e pretenção em suas apresentaçãos.

The Wall, o disco, foi um sucesso absoluto, galardoado com Platina 23 vezes. Chegou ao topo dos mais vendidos logo após o lançamento e parmaneceu ali por muito tempo, hoje é considerado o 3º álbum mais vendido de todos os tempos do concorrido mercado norte-americano. Após seu lançamento, em 1980, as apresentações de The Wall ganharam sua primeira montagem, com 27 shows apenas na Inglaterra, Alemanha e nos EUA, que acabaram dando prejuízo para a banda, devido a sua grandiosidade. Em 21 de julho de 1990, já atuando solo, o músico encenou a mega-produção em Berlin, na Alemanha, na época para fazer o maior concerto ao ar livre de todos os tempos, para homenagear o país pela queda do famoso muro, que acontecera um ano antes. Em diversas partes do planeta o show foi transmitido ao vivo na ocasião e em 2003 ganhou uma versão luxuosa em DVD. No Brasil, ainda pode ser encontrado em uma edição simples, digna de ser vendida em revistas de quinta categoria, em bancas de rodoviária, por aí.

Porém, mesmo com essa bagagem toda, comparada com a nova roupagem de The Wall Tour, os velhos show parecem brincadeiras de jovens despretenciosos. A estrutura agora trata-se de um muro de 137 metros de largura e 11 de altura, montado entre o palco e a plateia. São 424 tijolos que dão forma a super obra, contruída em 45 minutos, enquanto se é apresentada a primeira parte do show. São 172 alto-falantes, incluindo sorrounds e monitores, mais pirotecnias para dar vida ao espetáculo. 23 projetores são responsáveis pelo movimento que será exibido no próprio muro, com animação original de Gerald Scarfe, que também animou frames para o filme Pink Floyd The Wall, de Alan Parker, lançado nos cimemas em 1982. Ainda, há espaço para o Professor, a Esposa e a Mãe, três personagens que ganham forma através de gigantes bonecos infláveis, de 10 metros de altura.

Tudo isso, exibido nos cinco continentes, iniciado em Toronto, no Canadá, dia 15 de janeiro de 2010, e com encerramento previsto, até então, no dia 25 de março de 2012, no Rio de Janeiro. Apenas o palco usado para os shows é o mais caro e ambicioso da história, com o valor estimado em 37 milhões de Euros. No Brasil, a apresentação será realizada  em três cidades, além de Porto Alegre e Rio, também em São Paulo, que ganhará duas datas.

Curiosidade: em um show da turnê na O2 Arena, em Londres, no dia 2 de maio deste ano, Waters convidou ao palco dois remanescentes da formação clássica do Pink Floyd: David Gilmour e Nick Manson, para dar uma canja na música Outside the wall, que encerra o espetáculo. Rick Wright, falecido, foi o único não presente, daqueles mesmos que tornaram a obra realidade.

A expectativa é grande. Os números surpreendentes e o grande espaço que a mídia vem dedicando dão conta que será um dos maiores eventos musicais da história. Ainda não há informação sobre os valores das entradas, mas a abertura das bilheterias está prevista para setembro por aqui.

Mais Pink Floyd para fãs

Coincidentemente, ou não, será lançado por aqui, no calor da febre Waters, uma série de produtos do Pink Floyd, para encher os olhos de qualquer fã e os bolsos de qualquer gravadora. É um verdadeiro ‘pacotão psicodélico’ com o relançamento de toda obra da banda, mais alguns quitutes, chamados também de versões expierence e immersion dos discos.

26 de setembro – Se você não gastar toda sua grana comprando o lugar mais VIP do estádio para o show The Wall, pode passar em uma loja para conferir a versão remasterizada dos 14 álbuns do Pink Floyd, que podem ser comprados separadamente ou em um box chamado Discovery; Ainda, chega ao mercado também as edições Experience e Immersion do disco Dark Side of the Moon, incluindo uma versão com seis discos (credo!!!), em DVD, CD e Blue-Ray, com trechos de gravações, reportagens e afins;

7 de novembro – A Foot In The Door – The Best of Pink Floyd, coletânia com 16 músicas que marcaram a história da banda, com material gravado no show no Wembley Stadium, em 1974; Mais as edições Expierence e Immersion do disco Wish You Were Here;

27 de fevereiro 2012 – Um dia antes do meu aniversário, sairá as edições Expierence e Immersion de The Wall, a segunda, com um total de sete discos, entre CD, DVD e Blue-Ray. Todo material também será lançado em vinil e downloads digitais. Tá aí uma boa dica de presente pra quem quiser me fazer uma surpresinha.

Ufa! Era isso.

[ATUALIZADO – 10/10] Devido ao aumento para oito shows na Argentina, as datas das apresentaçõs de Waters no Brasil foram reagendados. Em Porto Alegre o espetáculo acontece no Estádio Beira-Rio, no dia 25 de março. Valores dos ingressos e outros serviços do show ainda não foram divulgados.

[ATUALIZADO 2 – 14/10] O primeiro lote de ingressos para a turnê The Wall em Porto Alegre, exclusivos para os fãs cadastrados no site oficial do músico, saiu com preços exageradamente salgados e discutido (pelo menos mencionado) neste post aqui.

Fábio Prina_19_07_2011

Top 10 Maxim 2011

Como é postado tradicionalmente, ano pós ano, neste refúgio de cultura inútil na internet, reproduzo a ‘lista definitiva’ das mulheres mais bonitas do mundo. Pelo menos essa é a chamada da revista Maxim quando anúncia sua Hot 100 list.

O esquema, como muitos sabem, é que talvez não seja de consenso de todos, mas com certeza é de apreciação da maioria, que nesta relação estão as personalidades feliminas mais quentes, as mais gatas ou as mais sexys da atualidade. Enfim, essa é a grande lista de mulheres, que há 11 anos, mapeia as celebridades em todo mundo na busca pelo ideal de beleza.

Sem mais delongas, segue abaixo as dez mulheres que encabeçam a Hot 100 List da Maxim em 2011. Tudo mulher bonita pra galera da obra dar uma espiada…. e coisa boa!

Em tempo, se quiserem conferir as Top10 dos anos anteriores, publicadas neste humilde blog, seguem os links: 2010, 2009 e 2008. E, mais uma! Olha só a barbadinha, se clicar sobre as fotos das gatas, cai no link direto da Maxim com mais fotos, perfil e até vídeos das beudades! Como diria meu amigo Roger Lerina… benzadeus!

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Fábio Prina_11/05/11

2010 Hot 100 Maxim

Mas olha só que belezura!!!! Como tradicionalmente é feito neste blog, trago até os meus nobres leitores a lista mais teteia do mundo pop. O Top100 das Mulheres mais Sexy do Mundo, segundo a bíblia do sexysmo, a revista americana Maxim. Como foi feito nos anos de 2008 e 2009 (olha só, esse blog já tá velhinho, né!), abaixo segue uma postagem das 10 preferidas da galera, as 10 mais tcham do momento, as 10 mais… hum…., enfim… as 10 Mais!

Para conferir o mulheriu completo da relação divulgada ontem, dia 10 de maio, pela Maxim, clique aqui e se esbalde com a formosura das fêmeas. Clique nas imagens para ver mais fotos das tops.

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Fábio Prina_11/05/2010

Informações rápidas para pessoas apressadas

Com o retorno da rotina de trabalho, estudo, vida social e afins, parece que o tempo encurtou um pouco. O que antes era um passatempo descontraído, agora tornou-se um desafio a minha capacidade: encontrar alguns minutos para contar o que ando fazendo e o que tem me chamado a atenção no mundo pop, cinematográfico, musical, jornalistico, publicitário e curioso. Então, já que anda meio complicado complicar informações, vamos fazer um repidão do que anda acontecendo e divagar sobre o que anda acontecendo por aí.

The Pacific, nova série de guerra produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks

Por primeiro, ontem a noite obriguei minha namorada a ficar na frente da televisão para assistir a estreia de The Pacific, nova série da duplinha Hanks e Spielberg sobre a II Guerra Muncial. Diferente das obras anteriores, o longa O Resgate do Solgado Ryan e a minissérie Band Of Brother, os produtores decidiram explorar os conflitos no pacífico, onde tropas aliadas combateram o exército do Império do Japão.

Neste primeiro de 10 episódios, fomos apresentados ao trio de protagonistas que levará o enredo nas costas. Os personagens desembarcam na baía de Gualdacanal, nas Ilhas Salomão, em uma cena tensa, que relembra o desembarque na Normândia, reproduzido nas obras anteriores. Diferente do que acontece nas batalhas europeias, a recepção no pacífico é calma sem bala voando pra tudo que é lado. Até que os olhos puxados surpreendem os ianques em um conflito que inicia na madrugada escupa da ilha e vai até o entardecer do outro dia. Como usual na obra de guerra de Spielberg, o heroísmo da guerra da lugar aos medos e as angustias. É o grande drama que carrega as histórias, para isso, muito se conta antes que a ação tome conta do que estamos vendo.

Como foi dito no merchandising que fizemos há algum tempo, a série passa o canal pago HBO, nos domingos às 22h. Vale, e muito, assistir a esse novo trabalho.

Da segunda guerra para o Iraque. Passando por uma videolocadora, tive a oportunidade de retirar, tardiamente, o vencedor do Oscar de 2010. Guerra ao Terror, que passou batido pelos cinemas, veio direto a vídeo, foi relançado nos cinemas e agora foi relançado novamente nas locadoras.

O filme da diretora Kathryn Bigelow, pareceu pra mim, um trabalho ordinariamente comum. E digo sem medo das pauladas vou levar, sendo que a obra, já nasceu meio esquecida, mas acumulou um batalhão de defensores. É o mais do mesmo que se vem fazendo. Pareceu um repeteco de Soldado Anônimo, só que com explosões super estilizadas e muita câmera lenta. Pode ser que a expectativa de ver um filme premiado com o Oscar, a frente de obras como Avatar, Bastardos Inglórios e Amor Sem Escalas, deve tenha me deixado muito mais exigente, mas de qualquer forma, pessei liso pelos elementos que fizeram desse longa um clássico moderno.

Acho que estou com saudades daqueles heróis que também faltam na série que comentei acime. Aqueles que não tinham medo de nada, matavam tudo que vinha pela frente e se a coisa ficava feia, colocavam uma faixa na cabeça, pintavam a cara e caiam no pau. Tipo Rambo, Bradock, Remo, John Matrix e assim por diante.

Distrito 9 é o grande achado da rodada

Na mesma locadora achei um outro filme que deixei escapar nas salas de cinema. Distrito 9, do sul-africano Neill Blomkamp, apadrinhado pelo neo-zelandes Peter Jackson. A premissa é genial: no centro de Joannesburgo, na África do Sul, uma nave alienígina fica empenhada sem qualquer tipo de “maiores explicações”. Incheridas, as autoridades decidem invadir o negócio e encontram cerca de 1 milhão de ets subnutridos em condições incabíveis de sobrevivência. Sem demora a comunidade internacional preciona o país da Copa do Mundo a assentar os bichinhos que parecem camarões. Ao invés de tudo ficar numa buena, o novo alojamento dos visitantes espaciais se transforma em uma favela que sobrevive do tráfico de comida de gato, sexo entre as raças e armas de ambos lados. Dali então, o filme toma contornos muito parecidos com as posições políticas do apartheid que tomou conta do cenário sul-africano até o início dos anos 90.

Os humanos não aceitam mais a presença dos aliens, e querem removê-los para uma espécie de campo de concentração, a 200 quilometros da cidade. Porém, no meio da coisa, o oficial responsável pela relocação dos camarões é infectado por uma substância que começa a regenerar a sua forma humana na forma alien. Contando assim, superficialmente, parece um filme de ficção B, tipo o Cérebro do Planeta Arous, mas longe disso, o filme é brilhante na maneira de mostrar como os monstros são os humanos, que não aceitam nada diferente e preferem o caminho fácil de eliminar os problemas.

Álbum da Copa do Mundo, tradicional gasto de dinheiro de 4 em 4 anos

E para encerrar esse post de informações inuteis, já que falamos antes no país da Copa, na última sexta-feira, passei na livraria para comprar o meu álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo 2010. Como faço tradicionalmente, esta é uma coleção que me cativa a juntar as cabeças dos jogadores, pra ver se fico um pouco mais por dentro da competição. Esse ano são nada menos que 637 cromos, dos quais já completei 140.. até agora. Se alguém quiser trocar as repetidas, favor entrar em contato, ou me encontre na porta da escola antes do sinal!

Volto a postar na sequência, quando encontrar um pouco mais de tempos e assuntos interessantes para comentar.

Fábio Prina_12/04/2010

Isso me lembra alguma coisa…

Lá nas gringas, a Rolling Stone do mês de abril chega com o elenco do seriado musical Glee estampando a mais clássica capa de uma revista do universo.

Famosa por criar imagens que se tornam ícones da cultura pop, a capa da Rolling Stone é sem dúvida uma das criações de editoria de arte mais badaladas do mundo.

O que me fez investir 5min da minha vida neste post é que achei estranhamente familiar a foto montagem que estampa parte do elenco do seriado Glee na revista. Talvez vocês até concordem comigo que faltou um pouco de criatividade por parte da revista, ou eu que estou exagerando, e tudo não passa apenas de uma bonita homenagem para outra capa antológica, sobre um dos melhores seriados de toda história.

Boa semana….

Glee, capa de Abril de 2010

Friends, capa de Maio de 1995

Fábio Prina_05/04/2010

The Beatles for Sale

Neste mês de setembro, muito se falou sobre a fab four. Um dos motivos, claro, foi o já comentado lançamento do jogo musical The Beatles: Rock Band, recordista em críticas positivas e sucesso absoluto entre os maníacos por games.

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The Beatles, 1964 – Mal sabiam que 45 anos depois, ainda seriam recodistas de vendas e parte da cultura global

“Coincidentemente” na mesma semana que chegou ao público o jogo sobre o quarteto inglês, foi lançado simultaneamente, uma caixa de rematerizações da obra original da banda. O material é formado por catorze discos de estúdio e a coletânea Past Masters, com os singles que não saíram nos álbuns.

Além de trazer um novo trabalho de remasterização ao obsoleto modelo de gravação em dois canais usado, principalemente, nos primeiros discos dos Beatles, o som está mais pesado nos instrumentos de bateria e baixo, além claro, de uma incrível nitidez sonora, tão impressionante quanto o trabalho desenvolvido para a tilha de Love.

Passados duas semanas da data 09/09/09 que culminou no lançamento da nova onde de produtos da grife “The Beatles”, a gravadora EMI divulgou que somente na América do Norte, Japão e Grã-Bretanha foram vendidos 2,25 milhões de cópias dos novos discos. Lembrando, claro, que no próximo ano ‘comemoramos” nada menos do que quarenta anos do fim da banda.

Beatles Remasters

Box reúne 15 discos dos Beatles em alta qualidade

Em tempo, a revista Rolling Stone brasileira colocou como matéria de capa da sua edição de setembro, uma reportagem contanto os trádicos dias finais da maior banda de todos os tempos. A matéria é sensacional, muito baseada no recente livro do jornalista Bob Spiltz, The Beatles – A Biografia, trazendo um resgate da tragetória de brigas, desentendimentos, vícios, Yoko Ono, enfim… Vale, e muito, a pena ler o texto de Mikal Gilmore.

Já que estamos fazendo um merchandising descarado dos produtos dos Beatles, dos livros, dos jornalistas e da revista, vale ainda dar uma olhada no texto do brasileiro Pablo Miyazawa sobre o jogo The Beatles: Rock Band.

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Clique na imagem para conferir a edição online da revista

E chega. Daqui em diante não falaremos mais sobre The Beatles: Rock Band, Beatles, e esse tipo de coisa. Era isso.

Fábio Prina_23/09/09