Tarantino´s Ultimate Collection Soundtrack

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Parece um tanto pretensioso, mas vou tentar fazer.

Acontece o seguinte, desde que assisti ao filme Django Livre, do diretor Quentin Tarantino, fiz uma busca nas trilhas sonoras dos filmes dirigidos por ele, ou até mesmo que ele tenha participado, para fazer uma lista atual, definitiva (até que venham novos filmes) e irreverente, com tudo que se ouviu nos filmes do cara. Batizei essa lista de músicas com o singelo título de “The Quentin Tarantino´s Ultimate Collection Soundtrach by Fábio Prina”. Nada original – eu sei -, mas soa legal.

Para tentar explicar o porquê disso, todos que já assistiram algum filme do diretor sabem que a trilha sonora é um show à parte dentro do contexto. Apesar dos filmes tarantinescos terem uma série de características legais, que os tornam divertidos, as músicas que embalam as histórias acabam ganhando vida própria fora da tela grande. Um fato interessante, por exemplo, é que o álbum Music from the Motion Picture Pulp Fiction chegou a figurar a 21ª posição da Billboard, quando foi lançado, na metade dos anos 90. O misto de rock, surf music e soul, temperado com diálogos do próprio filme, fez tanto sucesso que se tornou trilha de festas e trouxe a tona canções que estavam mortas e enterradas. É o caso da faixa Girl, you´ll be a woman soon, originalmente gravada por Neil Diamond, que foi incluída no filme com um cover da banda Urge Overkill e se tornou hit nas rádios.

Para fazer a minha lista (estou com essa coisa de lista na cabeça faz dias) peguei por base os filmes dirigidos por Quentim Tarantino: Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte, Bastárdos Inglórios e Django Livre. Cada um tem pelo menos uma ou duas músicas presentes. Também está na minha lista uma faixa do filme Um Drink no Inferno, em que Tarantino é roteirista e participa com uma performance memorável (é muito legal mesmo)!

Poderia ter incluído ainda outras músicas que estão nos filmes Amor à Queima-Roupa, A Balada do Pistoleiro, Assassinos Por Natureza, Grande Hotel e Sin City, que há sim um dedinho do diretor/ator/roteirista/amigo ali, mas como não conheço bem as trilhas, só algumas faixas soltas, deixei fora pra não cair no mais do mesmo.

Falando nisso, há um disco muito bom, que eu comprei há anos e nem sei se está em catálogo, chamado The Tarantino Collection, que traz músicas da primeira fase do cineasta, incluindo filmes que ele foi roteirista até a consagração com Pulp Fiction. Vale a pena escutar. Inclusive, em uma olhada rápida pela iTunes Store, vi diversas coletâneas baseadas nos filmes do cara. Algumas muito picaretas com covers dos covers, mas enfim, material é o que não falta para curtir toda sonzeira fora dos filmes.

TARANTINO

Vamos a lista, em algumas canções eu postei o link para dar aquela ouvidinha imediata.

The Quentin Tarantino´s Ultimate Collection by Fábio Prina

1 – Battle Without Honor Or Humanity – Tomoyasu Hotei – Kill Bill Vol. 1

Música que embalou os trailers de Kill Bill antes de ser dois filmes, antes de ter atrasado mais de seis meses para estrear no Brasil, antes de ser um megassucesso. Aparece na sequência em que A Noiva localiza a vilã Oren Ishii no Japão.

2 – Across 110th Street – Bobby Womack    – Jackie Brown

Canção que toca nos créditos inicias de Jack Brown e também no desfecho do terceiro filme do cineasta. Coincidentemente (ou não) a música também toca nos créditos iniciais de um famoso filme rodado em Carlos Babosa, chamado Patrícia Genice.

3 – Royale with Cheese [Dialogue] – Samuel L. Jackson & John Travolta – Pulp Fiction

Dialogo entre Jules e Vicent antes de uma violenta retaliação contra um grupo de jovens, no início de Pulp Fiction, pelo diálogo dá para perceber que eles não estão lá muito preocupados com o que vai acontecer em seguida.

4 – Jungle Boogie – Kool & The Gang – Pulp Fiction

Toca ainda na abertura de créditos do filme, como se quem estivesse escutando tivesse trocado de estação de rádio, nos modelos com onde se girava o dial, típico dos anos 90.

5 – Staggolee – Pacific Gas & Electric – Grindhouse: Death Proof

Bela cansão que está no pior filme do diretor. Mas vale a pena estar na lista.

6 – Dark night – The Blasters – Dusk till Dawn

Outra música que acompanha os créditos, desta vez no filme Um Drink no Inferno.

7 – A Satisfied Mind – Jonny Cash – Kill Bill Vol. 2

 A Satisfied Mind é a música que Budd escuta em seu trailer, aguardando que A Noiva venha para se vingar.

8 – Slaughter (Album Version) – Billy PrestonInglourious Basterds

Essa música serve apenas como vinheta para a apresentação do bastardo Hugo Stiglitz, em Bastardos Inglórios. Detalhe para a voz de Samuel L. Jackson que narra a trajetória do anti-herói no filme.

8 – Ode To Oren Ishii – The RZA – Kill Bill Vol. 1

Essa mistura de rap com a trilha adaptada do filme está na trilha sonora de Kill Bill Vol. 1. O rapper RZA conta a história da vilã Oren Ishii com uma pequena música que está no filme, ela toca no momento que A Noiva corta o tendão de Buck.

9 – Too Old to Die Young – Brother Dege (aka Dege Legg) –Django Unchained

Uma das faixas mais legais de Django Livre dá um pouco de clima country-rock para o filme.

10 – Down In Mexico – The Coasters –Grindhouse: Death Proof

É a música que toca na lap dance que Stuntman Mike ganha da Butterfly. Originalmente a sequência não estava presente, quando À Prova de Morte havia sido lançado junto com Planeta Terror, no projeto Grindhouse.

11 – Stuck in the middle with you – Stealers Wheel – Reservoir dogs

Música está tocando no galpão onde o que restou da gangue aguarda o próximo passo e torna corriqueira a cena mais violenta do filme.

12 – Let’s Stay Together – Al Green – Pulp Fiction

Música de fundo no diálogo entre Marcelus Wallace e Bunch.

13 – Cat People (putting Out the Fire) – David Bowie – Inglourious Basterds

A curiosa concepção de trilha sonora fez com que essa canção de David Bowie tocasse em um filme de segunda guerra sem parecer ridículo.

14 – Stuntman Mike [Dialogue] – Rose McGowan & Kurt Russell – Grindhouse: Death Proof

Diálogo de apresentação do assassino antes de fazer mais uma vítima inocente.

15 – Baby It’s You – SmithGrindhouse: Death Proof

Outra música legal de À Prova de Morte, de fato a trilha mais próxima de ser comercial do diretor.

16 – Little green bag – George Baker Selection – Reservoir dogs

Mais uma música que toca nos créditos de abertura.

17 – Didn’t Blow Your Mind This Time – The Delfonics – Jackie Brown

Uma bela canção que nos remete muito bem ao climão romântico dos anos 70.

18 – “In the Case Django, After You…” [Dialogue] – Christoph Waltz – Django Unchained

Dr. Schultz convida Django para um novo tipo de trabalho.

19 – Django – Luis Bacalov Django Unchained

Além do nome Django e da presença de Franco Nero essa música deve ser a única coisa que o filme tem de comum com os velhos Djangos. Também toca na sequência de créditos iniciais.

20 – Girl, You’ll Be a Woman Soon – Urge OverKill – Pulp Fiction

Antes de ter uma overdose, Mia entra no clima com essa balada que virou sucesso após o filme.

21 – I Got a Name – Jim Croce – Django Unchained

Sequência do tipo propaganda da Malboro em Django Livre é uma preciosidade. A música esquecida embala a fase de transformação do personagem, que tem um nome! Há! Entedeu?

22 – The Last Race – Jack Nitzsche – Grindhouse: Death Proof

Música dos créditos de abertura, também…

23 – The Legend of Pai Mei [Dialogue] – David Carradine –  Kill Bill Vol. 2

Sequência em que Bill conta para A Noiva a lenda de Pai Mei. Diálogo clássico!

24 – A Silhouette of Doom – Enio Morricone – Kill Bill Vol. 2

Morricone tem sido um coringa de Tarantino em seus últimos quatro filmes. Está sempre presente. Esse clássico abre os créditos da segunda parte de Kill Bill.

25 – Six Shots Two Guns [Dialogue] – Samuel L. Jackson – Django Unchained

Dialogo nonsense de Django Livre

26 – Unchained (The Payback/Untouchable) –  James Brown/Tupac –  Django Unchained

Essa é legal! Unchained pega o nome original do filme e mistura duas canções: The Payback, de James Brown, e Untouchable, de Tupac Shakur, ambos figuras emblemáticas da cultura afro norte americana que já faleceram.

27 – Jack Rabbit Slim’s Twist Contest [Dialogue] / You Never Can Tell  – Chuck Berry –  Pulp Fiction

Oura canção que se tornou popular após o filme. Embala o concurso de twist no Jack Rabbit Slim.

28 – The Flower Of Carnage – Meiko Kaji – Kill Bill Vol. 1

Essa é a música dos créditos de encerramento, pelo menos uma pra contrariar o resto.

29 – Pumpkin & Honey Bunny [Dialogue] / Misirlou – Amanda Plummer & Tim Roth / Dick Dale & His Del-Tones – Pulp Fiction

E talvez o maior legado das canções que estão nos filmes de Tarantino, Misirlou abre Pulp Fiction.

Era isso, espero que vocês tenhas curtido!

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Esse post foi escrito originalmente em janeiro de 2013, e tinha como objetivo ir na onda na estreia de Django Livre nos cinemas. Mas por motivos de esquecimento, engavetei esse texto e só reencontrei ele hoje, 12 de agosto de 2013.

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E o Oscar vem aí…

Domingo, às 22h, inicia a mais conhecida premiação cinematográfica do planeta. A entrega dos Academy Awards, o nome mais fresco para o vulgo Oscar.

O similar americano do nosso Troféu Imprensa

O evento que seria marcado por uma série de mudanças prometidas para encurtar a festa, tornar mais dinâmica e justa… parece que vai continuar como sempre foi. No final das contas, veremos um monte de celebridades milhonarias desfilando de vestidos De La Renta e ternos Armani, com discursos hipócritas que lembram de família e agentes e sem mais delongas, entram para a história como os tais vencedores do prêmio.

Disse certa vez o crítico cinematográfico mais conhecido do Brasil, Rubens Ewald Filho, “é o momento de hollywood se exibir”. Mas como sou um aficcionado, viciado e doente pelo Oscar, vou assistir a toda a transmissão torcendo para os meus favoritos ao longo da noite.

Falando em Ewald Filho, no blog do jornalista há algumas informações publicadas por ele a respeito da festa. Como o cara, conhecido também por “sr Oscar”, faz a transmissão da festa há não sei quantos anos, ele tem acesso aopré-script da cerimônia, e adianta algumas das atrações do evento. Segue abaixo a listar transcrita na integra:

1- A festa vai ultrapassar as três horas. Isso foi confessado pelos próprios produtores que culpam a Academia, que não os deixou cortar certas coisas e repuseram outras.

2- Haverá dois grandes números musicais, e Adam Shankman está sendo muito criticado por ter contratado 69 dançarinos do programa de tevê em que ele é jurado, a atração So You Think That You Can Dance?. Um deles será muito grande, logo na abertura, e também será o mais secreto deles.

3- Haverá muitos clipes, inclusive um homenageando os filmes de terror, que a Academia costuma esquecer.

4- Será mantido o esquema dos padrinhos para os atores indicados. Parece que não serão mais ex-vencedores, mas pessoas que tenham alguma relação artística ou não com eles.

5- O show também foi montado, contam eles, como uma série de confrontos entre Avatar vs Guerra ao Terror, Amor Sem Escalas vs Bastardos Inglórios.

A apresentação dos 10 indicados para Melhor Filme

Falando um pouco sobre os filmes: especialistas, críticos e veículos continuam divididos entre Avatar e Guerra ao Terror. A batalha de melhor filme está cheia de mistérios. O primeiro, de James Camerom, chega com a força do Globo de Ouro e também da maior arrecadação em bilheteria da história (mais de 2 bilhões de verdinhas). O segundo, de Kathryn Bigleow, vem acumulando prêmios significativos como o britânico Bafta e também entre os sindicados de atores e produtores, se o seu filme vencer o prêmio máximo da noite será a produção menos rentável da história a levar o Oscar (U$$ 18 milhões).

Ao que tudo indica, duas barbadas estão garantidas, os prêmios de Ator e Atriz Coadjuvantes: O austríaco judeu Christoph Waltz, que atua como um oficial nazista em Bastárdos Inglórios vem arrecadando prêmios mundo afora, e já está confirmado em vários filmes hollywoodianos para a próxima temporada. No sexo oposto, a comediante televisiva Mo’Nique, também é favoritíssima pelo seu papel em Preciosa. Uma curiosidade interessante é que os dois atores estão concorrendo com perfarmance de vilões em seus respectivos filmes.

Não tão barbada assim são os prêmios de Melhor Ator e Atriz. O doidão de Jeff Bridges, no filme Coração Louco, e a queridinha da américa Sandra Bullock, po Um sonho possível, lideram as apostas. É esperar pra ver.

Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2010.

O 82ª Cerimônia de Entrega do Oscar vai ao ar no Brasil pelo canal de TV pago TNT, a partir das 21:30, deste domingo 7 de março. Os atores Steve Martin e Alec Baldwin serão os apresentadores da festa.

Fábio Prina_05/03/2009

Lá e de volta outra vez II…

Depois de um período de 30 dias longe de tecnologias como computadores e celulares… volto ao meu lar e ao ambiente de trabalho para iniciar definitivamente 2010. Se bem que daqui a pouco tem carnaval, depois Copa do Mundo e assim por diante.

Marcando esse retorno, nada melhor que um post  para contar aos meus leitores… se é que alguém lê alguma coisa do que eu escrevo aqui… como foram minhas incríveis férias de verão.

Entre um dia e outro, entre os momentos em que acordava e antes de dormir de novo, e claro, entre uma cerveja e outra na costa catarinense. Até que eu fiz algumas coisas que se encaixam no espirito desse blog.

Primeiramente, terminei finalmente de assistir a 5ª temporada de Lost, que eu havia renagado ao limbo desde a metade do ano passado. Ainda continuo achando que os caras se perderam no meio da história. Não vejo mais nexo no que está acontecendo com aquele seriado, tanto que nem me preocupei em saber quando diabos estreia a “aguardada” última temporada.

Se todas as reviravoltas que vinham acontecendo com os caras já não era suficiente pra deixar todo mundo cheio perguntas que nunca são respondidas, agora com duas linhas de tempo, personagens morrendo e ressussitando a tordo e direita, bomba atômica, continum de tempo… sei lá… parece que boa coisa não vai sair de lá. Enfim… teremos mais 16 episódios para ver como encerra a jornada dos ‘perdidos’, que já foram achados, mas estão perdidos de novo.

Se você nunca assistiu Lost na vida, esse video conta tudo que você precisa saber para curtir a última temporada.

Também li o último livro do Dan Brown, o cara que escreveu O Código Da Vinci. Pois é, o mais do mesmo as vezes cansa. Não que o O Símbolo Perdido seja ruim. Mas que a piada não tem mais graça quando contam pela segunda ou terceira vez… não tem. Robert Langdon, o Tom Hanks no cinema, dessa vez se mete com um tatuado que quer saber um segredo da Maçonaria. Se o Silas (não o do Grêmio) e o outro bandidão do Anjos e Demônios, já não eram exímios vilões, esse Mak´al não tá com nada. O cara simplestemente não tem motivação nenhuma pra cometer os seus sacrilégios, estes, que por sua vez, podem mudar com tudo que conhecemos.

Enquando isso, o professor de simbologia de Harvard, devidamente acompanhado de uma gostosa, desvenda mistérias ocultos, escapa da morte, salva a gostosa várias vezes, foge da polícia e soluciona diversos enigmas recorrendo a simbolos e grandes mestres da ciência e das artes. Tipo como se Hercule Poirot e Sherlock Holmes tivessem o conhecimento matemático de John Nash e de artes plásticas de Jackson Pollock. Vamos esperar pelo filme que deve já estar em revisões finais do roteiro. Cabe aqui pedir para que Ron Howard e Akiva Goldsman não se envolvem no projeto. Seria muito mais interessante.

No cinema, tive tempo apenas para o Avatar, de James Cameron. Como um cara que vive no interior, tive que ver pela primeira vez a obra prima da técnoloria esterioscópica em duas dimensões. O filme é um Dança com Lobos que se passa num planeta com gente azul. É previsivel, didádito e até infantil. Mas não deixa de ser fantástico em nenhum fotograma, ou melhor… frame.

Ontem, na entrega do Globo de Ouro, Camerom e Avatar foram consagrados comos prêmios de Diretor e Filme Drama, respectivamente. Ao agradecer, o diretor lembrou de que Pandora representa que estamos conectados com com tudo que está a nossa volta. Uma coisa que achei bacana no filme, em meio ao montarel de mensagens ambientais pra tudo quanto é lado. A forma super singela de transmitir um pensamento sobre a natureza, como o filme mostra, é belíssima e delicada.

Falando ainda em Globo de Ouro, Nine foi ignorado. Martin Scorcese protagonizou um momento único na noite, ao receber o premio pela sua contribuição a 7ª Arte.Christopher Waltz confirmou ser o cara da vez ao vencer por ator coadjuvante por Bastárdos Inglórios. E outro filme legal venceu por melhor comédia-musical, Se Beber não Case, que é muito bom! Ainda não entendi como a galinha foi parar com o tigre no apartamento, mas isso é outra história.

Em um periodo longo de férias, esperava um pouco mais do que isso. Mas as refeições, os drinks gelados, o litoral quente e outros compromissos descompromissados, também tomaram o meu tempo.

Que comece 2010 pra valer.

Fábio Prina_18/01/2009

Dia de Cinema – Bastardos Inglórios

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Eli Roth e Brad Pitt, dois bastardos

Gênio ou Picareta? Original ou Bastardo? Afinal o que rótulo é ideal para Tarantino, Quentin Tarantino se preferirem, mas tenho certeza que a intimidade que temos com o diretor mais pop do cinema mundial, dispensa qualquer tipo de apresentações.

Segundo alguns, esse nerd do meio oeste americano é um talentoso copiador, que não usa apenas as referencias das obras primas em seus filmes, mas traspõe o original para o seu filme quase que como um plágio.

Para outros, o cara tem um liquitificador na mão, e sua mistureba de referências acaba se tornando inovador. Tão novo que chega a ser original. Mas não cabe a nós, meros mortais, qualificar se ele é ou não é o cara, o que sabemos, é que o diretor/roteirista/ator/produtor já sentiu o gosto dos dois lados da moeda. Se Tarantino já foi o autor do premiado Pulp Fiction, é dele também o contestável À Prova de Morte.

Desta maneira, assistir a Bastardos Inglórios (Ingloriuos Basterds, EUA, 2009) separando a obra do seu autor é quase impossível. Ainda mais, que este projeto, assim como Kill Bill, ficou mais do que uma dezena de anos entre o papel e o quase, antes de ver a primeira luz do set acesa.

Em seu filme de 2ª Guerra (sim, Tarantino adora subgêneros – filme de vingança, filme de diálogo – Slasher Movies – black explosian), o diretor de Cães de Aluguel trabalha mais uma vez a temática da vingança. Seu grupo de Bastardos, encabeçado por Aldo Raine (Brad Pitt) quer escalpar, atacar a tacadas de beisebol e navalhas, nazistas que persegueram os judeus numa França ocupada.

Em outra frente, temos a história da bela Shosanna (Mélanie Laurent), uma judia sobrevivente de um massacre no interior francês, promiovido pelo coronel Hans Landa (Christoph Waltz, em atuação elogiada).

Três anos depois do massacre que abre o filme, Shosanna é dona de um cinema em Paris, que vai receber uma première de uma importante produção da UFA, Estúdio de Progapanga Nazista na 2ª Guerra), intitulada “O Orgulho da Nação”. Neste climax cinematográfico que mistura cinema europeu, com o pastiche da Grande Guerra, à publicidade ariana, que a bela jovem e os bastardos têm a oportunidade de se vingar e ensinar um pouco de humanidade à corja Nazista.

Mesmo sendo um filme de época, Tarantino não decepciona seus fãs, com a sua tradicional violência estilizada, ângulos clássicos de seus filmes e trilha sonora que agrada a todos incondicionalmente, indo de Ennio Morriconni à David Bowie.

No final das contas, vamos ver mais do mesmo de uma forma diferente. E o que mais pode ser o cinema de Tarantino? Algo copiado… talvez sim. Algo novo… provavelmente. Ninguém sabe, nem ele próprio. O importante é que é sempre um bom programa, passar algumas horas com a intimidade que o realizador tem de nos impressionar e ver que por mais bastardo que o cinema seja. Ele continua sendo arte e essa é pra ser apreciada incondicionalmente.

Veja o trailer legendado do filme aqui.

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Comendante em frente aos seus homens: “Cada um sobre meu comando me deve 100 escalpos – e eu quero os meus escalpos”

Confira neste link uma postagem antiga, sobre o lançamento no Festival de Cannes de Bastardos Inglórios, acompanhada de alguns pôster com os principais personagens do filme.

Fábio Prina_09/10/2009