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20 de novembro de 2013

Como uma pedra rolando

Sir-Bob-Dylan

Às vésperas de comemorar 50 anos, a música Like a Rolling Stone, do Bob Dylan, ganhou hoje, 20 de novembro de 2013, o seu primeiro vídeo clip oficial, que está hospedado no site do cantor e compositor norte-americano. Claro que o lançamento, um tanto quanto tarde do vídeo não é de graça e vem para divulgar um box gigantesco, chamado Bob Dylan – The Complete Album Collection, Vol 1, que, como o nome sugere, inclui os quarenta e um discos de estúdio de Dylan e mais um pouco.

Voltando a Like a Rolling Stone, talvez esse seja o maior hino do rock americano, talvez do rock mundial. Nem os Beatles tem uma música tão emblemática, que voa através de gerações e segue atual, segue com apelo e encantando jovens – filhos e netos dos que já se deixaram encantar pela canção. Lançada em 1965, como single, chegou a figurar em segundo lugar nas paradas americanas, mais tarde se tornou faixa do disco Highway 61 Reviseted, do mesmo ano. A revista Rolling Stone (que tem esse nome por causa de outra música, chamada Rollin´ Stone, de Muddy Waters), colocou a Rolling Stone de Dylan como a número 1, no seu ranking das 500 maiores canções de todos os tempos, realizado em 2010. Outro grande reconhecimento, é do Rock n´Roll Hall of Fame, que também a elegeu ela como uma das 500 grandes da história.

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Novo lançamento de Bob Dylan reúne os 41 álbuns de estúdio do cantor e compositor

Isso sem contar as inúmeras regravações que ela passou, por artistas como Rolling Stones (olha esse nome de novo), David Bowie, Johnny Thunders, David Gilmour, Michael Bolton, John Mellencamp, Jimi Hendrix, entre tantos e tandos outros. De volta ao seu lançamento, a gravadora de Dylan na época, a Columbia Records, não ficou feliz com o resultado da mixagem final, chegando a expurgar a canção para fora de seu catálogo. Após a inclusão de um improviso com uma gaita harmônica e a produção de Tom Wilson, a música vazou do estúdio e chegou a algumas rádios, onde iniciou o seu ciclo de sucesso, que atingiu todo mundo e se tornou símbolo da contracultura norte-americana.

Passados 48 anos, o lançamento do vídeo clip oficial de Like a Rolling Stone não deixa de ser curioso. Claro que tudo foi pensado para promover o novo (re) lançamento de Dylan e explora da uma forma muito interessante o principal veículo onde os vídeos musicais se disseminam atualmente, a internet. O clip na verdade é um hotsite que simula uma TV, com vários canais, onde a trilha se mantém e, em todos os programas, atores, jornalistas, esportistas, desenhos e afins, articulam as palavras da música. Cabe ao telespectador zapiar de canal para assistir ao clip como achar melhor. Entre a seleção de programas, está um show de Dylan em sua melhor forma, nos anos 60, cantando adivinhe o que?

Criativo e interativo, o clip ainda deixa espaço para fazer aquela observação farofeira, de como a música, apesar de tantos anos, pode se moldar a tantos tipos de situações e, sozinha, se auto-reinventar e blá blá blá. 

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Para assistir/zapiar no vídeo interativo de Like a Rolling Stone clique na imagem acima.

Ainda, toda essa publicidade casada me lembrou outro grande comercial que Bob Dylan estrelou, em 2006. Na época, ele lançava disco Modern Times e recebeu um convite de Steve Jobs pessoalmente para estrelar um comercial do iPod + iTunes. Segundo a lenda, Dylan topou fazer de graça e o resultado foi positivo, porque o público jovem acabou se familiarizando com um dos maiores músicos de todos os tempos. Vale a pena assistir a peça, que faz parte da famosa campanha das silhuetas da Apple.

Fábio Prina_20/11/2013

19 de maio de 2008

Início de semana inspirador

Filed under: Artes,Cultura Inútil,Música — fprina @ 11:43
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Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Mesmo que Robert Langdon conteste isso em suas palestras (ou melhor da mente trépida de Akiva Goldsman), vamos levar o pensamento ao pé da letra e deixar por conta dessa bela reprodução, o nosso post dessa segunda-feira. Que esta semana seja inspiradora para vocês também. Não esqueçam que quinta é feriado!!! Abraço.

Retrato de Bob Dylan, exposto na galeria Halcyon, Londres

Fábio Prina_19/05/2008

28 de março de 2008

Dia de cinema – Não Estou Lá

Filed under: Artes,Cinema,Filmes,Música — fprina @ 11:20
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imnotthere1.jpgFim de semana chegando, folguinha à vista, para aqueles que diferente de mim não trabalham no fim de semana, e sempre sobra um tempinho pra um cineminha. Se você está em Porto Alegre, ou em algum lugar próximo e não tem nada de bom para fazer neste sábado à noite, uma dica legal é conferir a pré-estréia do elogiado Não Estou Lá (I’m not there, EUA, 2007), uma espécie de cinebiografia do cantor folk americano Bob Dylan.

Espécie? Pois é, para quem anda fora do planeta e não ouviu, nem leu nada sobre o filme, o diretor Todd Haynes decidiu contar algumas crônicas inspiradas na vida do músico. Até aí tudo bem. O fato inusitado é que ao longo do rolo seis atores (incluindo uma atriz) se revezam para emprestar suas feições para ao personagem, que além de face diferentes também assume identidades e nomes difersos.

O que poderia causar espanto, ou até mesmo um desconforto para o público e fãs é na verdade o grande atrativo deste filme. O que vai ser mostrado serão os inúmeros indíviduos que formam o tal Bob Dylan, e suas personalidades múltiplas com o passar dos anos. O nome `crônicas da vida de Dylan` é perfeito para demoninar o filme, já que vamos assistir hisórias reais, exageradas, fantásticas e honestas até demais sobre o tal personagem. No primeiro trailer do filme, um voz em off conta que “todos os dias ele vai dormir como uma pessoa diferente, e quando acorda ele já não é mais quem foi”, uma síntese perfeita para quem vem a ser nosso protagonista.

Uma barbada para digerir melhor o filme é assistir ao sensacional documentário No Direction Home, de Martin Scorsesse. Que segundo a opinião de alguns críticos, teria servido de inspiração para algumas construções do filme de Haynes. A produção de Scorsesse recorda diversos momentos da vida do cantor, em grandes excurções e turnês até o momento atual, onde o músico se tornou um ícone da música. Vale a pena conferir.

Entre o elenco de Não Estou Lá estão Cate Blanchet, em papel que levou uma indicação ao Oscar, Richard Gere, Christian Bale e Heath Leader, ator recém falecido. Outro ponto bacana é a seleção de músicas, todas mixagens a partir dos originais de Dylan, o que salva muito o filme para aqueles fãs que detestam ver Joaquin Fenix e Reese Whiterspoon cantando musicas de Johnny Cash e June Carter (Walk the Line, EUA, 2005).

O filme tem estréia oficial no Brasil no dia 4 de abril, mas para quem não se aguenta de vontade (assim como eu) pode dar um pulinho no cinema mais próximo e conferir a pré-estréia neste final de semana. Em PoA-RS, a sessão rola neste sábado, 29, a partir das 23h40min, no Unibanco Arteplax.

Fábio Prina_28/03/08

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