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16 de agosto de 2013

Jobs – O Filme

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Há vários meses observo as notícias sobre o lançamento de um filme biográfico sobre Steve Jobs. Estou atento porque a pessoa Steve Jobs é, para mim, o grande gênio do início do século XXI, que ainda não teve o devido reconhecimento pela sua contribuição ao progresso da humanidade. Mas claro, isso é apenas a opinião de um mero fã.

Sobre Jobs, o filme, conheço muito pouco. Resisti aos trailers, informações de produção e críticas sobre o trabalho, para que quando tiver a oportunidade, possa assistir da forma mais imparcial possível. Se bem que não vai ser tão imparcial assim. Há uns dois anos ganhei da minha amada companheira a biografia escrita por Walter Isaacsonn sobre Steve Jobs. Um livro pesado, pelo tamanho e conteúdo, que revisita a vida errante, a carreira fracassada/vencedora, as opiniões e um pouco da visão da sua visão do mundo.

Assim como outros grande gênios, Steve Jobs pouco fez, mas fez muito. Seu legado não está na “eureka” de uma invenção maluca, mas sim em juntar um número de pessoas competentes e fazer algo extraordinário. Não é coincidência então, que o seu biógrafo oficial, Walter Isaacsonn, tenha registrado em livro a vida de outro gênio americano, Benjamin Franklin, que teve uma trajetória de invenções próxima de Jobs (na maneira de executá-las, me refiro).

Para contar em poucas palavras, Jobs foi um órfão, criado por pais preocupados com a sua educação – que ele esnobou na vida adulta. A rebeldia da sua adolescência foi acalmado pelo LSD, retiro espiritual, dietas radicais e um temperamento longe de ser suportável. Depois, alicerçou a empresa de informática e eletrônicos mais valiosa do mundo na atualidade, a Apple, juntamente com o amigo Steve Wozniak. A história que muitos conhecem é o período onde ele mudou o mundo com o Macintosh, levou a empresa a quase falência e foi demitido no final dos anos 80. Criou outras empresas que não deram certo, criou a Pixar, voltou para a Apple, em 1997, e revolucionou o mundo mais duas vezes, respectivamente com os lançamentos do iPod, em 2001, e do iPhone, em 2007. O desfecho da sua vida aconteceu prematuramente em 2011, quando foi vítima de um câncer na pâncreas, aos 56 anos.

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As semelhanças entre o ator Ashton Kutcher (à direita) com Steve Jobs foram explorados repetidas vezes para divulgar o filme

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O que promete o filme Jobs é um recorte um tanto longo, que abrangeria o período da juventude do biografado até 2001, quando foi lançado a primeira versão do iPod. Particularmente, eu detesto assistir em duas horas aquele tipo de filme pasteurizado, que mostra a vida inteira de uma pessoa, ainda mais pessoas que tiveram uma trajetória tão complexa como Steve Jobs. Prefiro como ocorreu recentemente,  quando foram lançados três filmes sobre Che Guevara. Diários de Motocicleta, do brasileiro Walter Salles, com Gael Garcia Bernal como protagonista, e em seguida, Che – Parte 1 – O Argentino, e Che – Parte 2 – Guerrilha, do americano Steven Sodenbergh, com Benicio Del Toro encarnando o ídolo da esquerda. Cada trabalho ilustra de uma forma diferente alguns fatos da vida do personagem. Apesar dos problemas que esses filmes mencionados têm, é muito melhor conferir episódios da vida de uma pessoa com tantas histórias, do que compactar tudo em cento e vinte minutos de frases de efeitos, com caracteres em branco no fundo preto explicando como a coisa acabou, antes dos créditos finais.

Voltando ao filme, é interessante saber que Jobs não é e nem será a primeira e a última presença de Steve Jobs em filmes. Há alguns anos, saiu diretamente para vídeo uma produção independente de baixo orçamento, sobre a revolução da informática no final do anos 80. Piratas do Vale do Silício de 1999, constrói um retrato da mudança na indústria, através da visão de dois protagonistas centrais e suas empresas: Steve Jobs com a Apple e Bill Gates com a Microsoft. E ainda! Jobs não deve ser o filme definitivo sobre o visionário co-fundador da Apple.  A Sony prepara uma adaptação, com o roteiro de Aaron Sorkin, vencedor do Oscar por A Rede Social, que será baseado exatamente na biografia de Walter Isaacsonn, a qual o estúdio é detentor dos direitos. Esperamos isso para um futuro próximo, mas o projeto segue ainda sem nome.

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Possivelmente uma das cenas chave de Jobs, a apresentação do iPod

Jobs, que traz o ator Ashton Kutcher em uma excelente caracterização do pepel-título, estreia hoje, 16 de agosto, nos cinemas americanos. A produção começa a ser exibida no dia 6 de setembro no Brasil. Vale a pena dar uma conferida no site oficial da produção, que tem um visual bacana e uma série de imagens legais do longa. Enquanto o filme não chega, vale a pena ver (no meu caso rever) a lendária apresentação do iPhone, ou como o próprio Jobs exaltou, “a reinvenção do telefone”. Bobagens a parte, apenas seis anos depois, é muito legal sentir as reações da plateia quando o produto foi lançado. Mal sabiam eles que a mudança desde aquele dia em toda indústria de informática e telefonia seria tão grande.

12 de agosto de 2013

Tarantino´s Ultimate Collection Soundtrack

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Parece um tanto pretensioso, mas vou tentar fazer.

Acontece o seguinte, desde que assisti ao filme Django Livre, do diretor Quentin Tarantino, fiz uma busca nas trilhas sonoras dos filmes dirigidos por ele, ou até mesmo que ele tenha participado, para fazer uma lista atual, definitiva (até que venham novos filmes) e irreverente, com tudo que se ouviu nos filmes do cara. Batizei essa lista de músicas com o singelo título de “The Quentin Tarantino´s Ultimate Collection Soundtrach by Fábio Prina”. Nada original – eu sei -, mas soa legal.

Para tentar explicar o porquê disso, todos que já assistiram algum filme do diretor sabem que a trilha sonora é um show à parte dentro do contexto. Apesar dos filmes tarantinescos terem uma série de características legais, que os tornam divertidos, as músicas que embalam as histórias acabam ganhando vida própria fora da tela grande. Um fato interessante, por exemplo, é que o álbum Music from the Motion Picture Pulp Fiction chegou a figurar a 21ª posição da Billboard, quando foi lançado, na metade dos anos 90. O misto de rock, surf music e soul, temperado com diálogos do próprio filme, fez tanto sucesso que se tornou trilha de festas e trouxe a tona canções que estavam mortas e enterradas. É o caso da faixa Girl, you´ll be a woman soon, originalmente gravada por Neil Diamond, que foi incluída no filme com um cover da banda Urge Overkill e se tornou hit nas rádios.

Para fazer a minha lista (estou com essa coisa de lista na cabeça faz dias) peguei por base os filmes dirigidos por Quentim Tarantino: Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte, Bastárdos Inglórios e Django Livre. Cada um tem pelo menos uma ou duas músicas presentes. Também está na minha lista uma faixa do filme Um Drink no Inferno, em que Tarantino é roteirista e participa com uma performance memorável (é muito legal mesmo)!

Poderia ter incluído ainda outras músicas que estão nos filmes Amor à Queima-Roupa, A Balada do Pistoleiro, Assassinos Por Natureza, Grande Hotel e Sin City, que há sim um dedinho do diretor/ator/roteirista/amigo ali, mas como não conheço bem as trilhas, só algumas faixas soltas, deixei fora pra não cair no mais do mesmo.

Falando nisso, há um disco muito bom, que eu comprei há anos e nem sei se está em catálogo, chamado The Tarantino Collection, que traz músicas da primeira fase do cineasta, incluindo filmes que ele foi roteirista até a consagração com Pulp Fiction. Vale a pena escutar. Inclusive, em uma olhada rápida pela iTunes Store, vi diversas coletâneas baseadas nos filmes do cara. Algumas muito picaretas com covers dos covers, mas enfim, material é o que não falta para curtir toda sonzeira fora dos filmes.

TARANTINO

Vamos a lista, em algumas canções eu postei o link para dar aquela ouvidinha imediata.

The Quentin Tarantino´s Ultimate Collection by Fábio Prina

1 – Battle Without Honor Or Humanity – Tomoyasu Hotei – Kill Bill Vol. 1

Música que embalou os trailers de Kill Bill antes de ser dois filmes, antes de ter atrasado mais de seis meses para estrear no Brasil, antes de ser um megassucesso. Aparece na sequência em que A Noiva localiza a vilã Oren Ishii no Japão.

2 – Across 110th Street – Bobby Womack    – Jackie Brown

Canção que toca nos créditos inicias de Jack Brown e também no desfecho do terceiro filme do cineasta. Coincidentemente (ou não) a música também toca nos créditos iniciais de um famoso filme rodado em Carlos Babosa, chamado Patrícia Genice.

3 – Royale with Cheese [Dialogue] – Samuel L. Jackson & John Travolta – Pulp Fiction

Dialogo entre Jules e Vicent antes de uma violenta retaliação contra um grupo de jovens, no início de Pulp Fiction, pelo diálogo dá para perceber que eles não estão lá muito preocupados com o que vai acontecer em seguida.

4 – Jungle Boogie – Kool & The Gang – Pulp Fiction

Toca ainda na abertura de créditos do filme, como se quem estivesse escutando tivesse trocado de estação de rádio, nos modelos com onde se girava o dial, típico dos anos 90.

5 – Staggolee – Pacific Gas & Electric – Grindhouse: Death Proof

Bela cansão que está no pior filme do diretor. Mas vale a pena estar na lista.

6 – Dark night – The Blasters – Dusk till Dawn

Outra música que acompanha os créditos, desta vez no filme Um Drink no Inferno.

7 – A Satisfied Mind – Jonny Cash – Kill Bill Vol. 2

 A Satisfied Mind é a música que Budd escuta em seu trailer, aguardando que A Noiva venha para se vingar.

8 – Slaughter (Album Version) – Billy PrestonInglourious Basterds

Essa música serve apenas como vinheta para a apresentação do bastardo Hugo Stiglitz, em Bastardos Inglórios. Detalhe para a voz de Samuel L. Jackson que narra a trajetória do anti-herói no filme.

8 – Ode To Oren Ishii – The RZA – Kill Bill Vol. 1

Essa mistura de rap com a trilha adaptada do filme está na trilha sonora de Kill Bill Vol. 1. O rapper RZA conta a história da vilã Oren Ishii com uma pequena música que está no filme, ela toca no momento que A Noiva corta o tendão de Buck.

9 – Too Old to Die Young – Brother Dege (aka Dege Legg) –Django Unchained

Uma das faixas mais legais de Django Livre dá um pouco de clima country-rock para o filme.

10 – Down In Mexico – The Coasters –Grindhouse: Death Proof

É a música que toca na lap dance que Stuntman Mike ganha da Butterfly. Originalmente a sequência não estava presente, quando À Prova de Morte havia sido lançado junto com Planeta Terror, no projeto Grindhouse.

11 – Stuck in the middle with you – Stealers Wheel – Reservoir dogs

Música está tocando no galpão onde o que restou da gangue aguarda o próximo passo e torna corriqueira a cena mais violenta do filme.

12 – Let’s Stay Together – Al Green – Pulp Fiction

Música de fundo no diálogo entre Marcelus Wallace e Bunch.

13 – Cat People (putting Out the Fire) – David Bowie – Inglourious Basterds

A curiosa concepção de trilha sonora fez com que essa canção de David Bowie tocasse em um filme de segunda guerra sem parecer ridículo.

14 – Stuntman Mike [Dialogue] – Rose McGowan & Kurt Russell – Grindhouse: Death Proof

Diálogo de apresentação do assassino antes de fazer mais uma vítima inocente.

15 – Baby It’s You – SmithGrindhouse: Death Proof

Outra música legal de À Prova de Morte, de fato a trilha mais próxima de ser comercial do diretor.

16 – Little green bag – George Baker Selection – Reservoir dogs

Mais uma música que toca nos créditos de abertura.

17 – Didn’t Blow Your Mind This Time – The Delfonics – Jackie Brown

Uma bela canção que nos remete muito bem ao climão romântico dos anos 70.

18 – “In the Case Django, After You…” [Dialogue] – Christoph Waltz – Django Unchained

Dr. Schultz convida Django para um novo tipo de trabalho.

19 – Django – Luis Bacalov Django Unchained

Além do nome Django e da presença de Franco Nero essa música deve ser a única coisa que o filme tem de comum com os velhos Djangos. Também toca na sequência de créditos iniciais.

20 – Girl, You’ll Be a Woman Soon – Urge OverKill – Pulp Fiction

Antes de ter uma overdose, Mia entra no clima com essa balada que virou sucesso após o filme.

21 – I Got a Name – Jim Croce – Django Unchained

Sequência do tipo propaganda da Malboro em Django Livre é uma preciosidade. A música esquecida embala a fase de transformação do personagem, que tem um nome! Há! Entedeu?

22 – The Last Race – Jack Nitzsche – Grindhouse: Death Proof

Música dos créditos de abertura, também…

23 – The Legend of Pai Mei [Dialogue] – David Carradine –  Kill Bill Vol. 2

Sequência em que Bill conta para A Noiva a lenda de Pai Mei. Diálogo clássico!

24 – A Silhouette of Doom – Enio Morricone – Kill Bill Vol. 2

Morricone tem sido um coringa de Tarantino em seus últimos quatro filmes. Está sempre presente. Esse clássico abre os créditos da segunda parte de Kill Bill.

25 – Six Shots Two Guns [Dialogue] – Samuel L. Jackson – Django Unchained

Dialogo nonsense de Django Livre

26 – Unchained (The Payback/Untouchable) –  James Brown/Tupac –  Django Unchained

Essa é legal! Unchained pega o nome original do filme e mistura duas canções: The Payback, de James Brown, e Untouchable, de Tupac Shakur, ambos figuras emblemáticas da cultura afro norte americana que já faleceram.

27 – Jack Rabbit Slim’s Twist Contest [Dialogue] / You Never Can Tell  – Chuck Berry –  Pulp Fiction

Oura canção que se tornou popular após o filme. Embala o concurso de twist no Jack Rabbit Slim.

28 – The Flower Of Carnage – Meiko Kaji – Kill Bill Vol. 1

Essa é a música dos créditos de encerramento, pelo menos uma pra contrariar o resto.

29 – Pumpkin & Honey Bunny [Dialogue] / Misirlou – Amanda Plummer & Tim Roth / Dick Dale & His Del-Tones – Pulp Fiction

E talvez o maior legado das canções que estão nos filmes de Tarantino, Misirlou abre Pulp Fiction.

Era isso, espero que vocês tenhas curtido!

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Esse post foi escrito originalmente em janeiro de 2013, e tinha como objetivo ir na onda na estreia de Django Livre nos cinemas. Mas por motivos de esquecimento, engavetei esse texto e só reencontrei ele hoje, 12 de agosto de 2013.

19 de fevereiro de 2013

E o Oscar 2013?

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Como todo ano eu tento fazer, vou deixar aqui as minhas rápidas impressões sobre o Oscar, a maior (pelo menos a mais badalada) festa do cinema.

Nos últimos anos eu não ando conseguindo assistir a todos os filmes indicados, pelo menos não antes da premiação. Sabe como são as coisas, como escreveu L.F. Verissimo em O cinema e eu, do livro Banquete com os Deuses: “Teve sábado em sua vida em que você foi à sessão das oito, das dez e da meia-noite, depois pegou o último bonde no abrigo, lamentando que só vira três filmes. Hoje é difícil estacionar o carro, os cinemas não têm conforto, tem sempre o mesmo casal na fila de trás que não para de falar, e ainda por cima vão passar um antigo com o Humphrey Bogart na TV…”, mais ou menos assim.

Confesso que ainda não tenho vontade de baixar filmes pela internet, para saciar a vontade de vê-los antes de que cheguem nas videolocadoras ou na TV paga. Ao mesmo tempo, estou perdendo o interesse de ir até a sala grande, entrar na fila do bilhete, da pipoca, sentar e aguentar a menina que precisa ver os recados no feicebuque, o menino que insiste em explicar para namorada o que ele mesmo não sabe, a senhora que se assusta demais, o pedante que quer aplaudir o filme em pé durante os créditos, o rapaz que não sabe comer em silêncio e de quebra não sabe chupar o canudinho. Enfim, tudo desmotiva.

Então, não vi todos os filmes do Oscar 2013, tentei fazer o meu melhor com as últimas estreias, mas não foi o suficiente. Tanto que o favoritíssimo para levar o careca de melhor filme, Argo, foi um filme em que cheguei até ir ao cinema, mas estava cansado das compras e estufado da janta, o melhor era voltar pra casa mesmo. Me arrependo, mas em março chega na locadora.

Outra coisa, com o aumento do número de indicados para melhor filme, ficou difícil ir nove ou dez vezes ao cinema para ver apenas os filmes do Oscar. Cinema é um hobby caro hoje em dia, mesmo com promoção ou com o desconto de fidelidade. São ingressos, janta, lanchinho, estacionamento, gasolina, pedágio, uma compra qualquer, lá se foi um belo bocado de grana, se fizer isso quatro vezes num mês (ou nove como é o caso dos indicamos a melhor filme nesse ano) se vai à falência. Assim vou um tanto desenformado para a frente da TV, como no ano passado.

Mais um ponto de inquietação é a minha decepção com os vencedores das últimas edições. O Oscar tem mostrado como é fácil dizer que um filme ruim é bom. Tento explicar…

No ano passado (2012) venceu O Artista, um filme que não é de todo ruim, se tivesse sido rodado em 1928, com Chaplin no papel principal… Venceu de outro que não é um clássico, A Invenção de Hugo Cabret, mas que de longe é muito melhor que o francês vencedor mudo. Ou sério, alguém realmente ainda acha (depois do fervor da crítica) genial fazer um filme mudo em preto-e-branco nos anos 2010? Alguém que foi assistir O Artista no cinema e ficou tão emocionado com a genialidade da obra que foi procurar os clássicos envelhecidos nas prateleiras das megastores e assistiu tudo e mais um pouco depois? Duvido!

Antes, em 2011, o que dizer d´O Discurso do Rei, que foi o melhor entre Toy Story 3 (sim, o desenho animado), Cisne Negro ou A Rede Social? E no ano anterior ainda (2010) um tal de Guerra ao Terror venceu do blockbuster Avatar! Essa foi piada mesmo. Esse tal Guerra ao Terror ninguém nem deve lembrar mais, ou melhor, ninguém deve ter assistido sem antes ter se iludido com as letras garrafais na caixinha do DVD: “Vencedor do Oscar”. É um filme pequeno, com uma história pra lá de duvidosa, com a atuação de um ‘astro’ chamado Jeremy Renner, ator de uma expressão só. Avatar também não é nenhuma obra prima, mas é o filme de maior bilheteria de todos os tempos, que deu um novo fôlego pra toda industria cinematográfica, tornando rentável o 3D, acima disso, é desse tipo de blockbuster que hollywood vive e não dos filmes de baixo orçamento que fazem seu custo na bilheteria. Mas deixa pra lá, sempre tenho fé de que as coisas irão melhorar!

Sobre esse ano, especificamente, me deixa feliz ver que Steven Spielberg está no páreo com um filme realmente digno de vencer, Lincoln. Espero que a academia premie ele, que já venceu como diretor duas vezes e como filme uma, e não deixe para premiá-lo de novo mais tarde com uma porcaria, como fizeram com o coitado do Scorcese, em Os Infiltrados. O favorito do momento é Argo, que tem o sangue novo de Ben Afleck, um diretor correto, oposto do ator canastrão. Correm por fora, As Aventura de Pi, A Hora mais Escura e o ótimo O Lado Bom da Vida. Ainda, pra completar os indicados, temos o vencedor da Palma de Ouro, Amor; o musical Os Miseráveis; o novo do Tarantino, Django Livre; e o mal traduzido The Beats of Southern Wild, ou como foi lançado no Brasil, Indomável Sonhadora, credo!

Para diretor o vencedor seria obviamente Ben Afleck, se tivesse indicado, mas não está (!?), assim o páreo fica duro: Spielberg ganhar pela terceira vez?; Ang Lee de novo? Um novato? Jogo as minhas fichas que a Academia vai querer uma novidade ali pra ter mais um cara que tenha força de cavocar mais uns ingressos com o rótulo “Do vencedor do Oscar”, então fico com o tal David O. Russel, de O Lado Bom da Vida, que bateu na trave em 2010 com o bom O Vencedor.

Para ator há uma unanimidade em dizer que Daniel Day-Lewis é o ganhador. Ele já arrematou o careca dourado duas vezes por Meu Pé Esquerdo e por Sangue Negro e concorre pela quinta. Para atriz, eu não sei, tem essa Jessica-não-sei-das-quantas-Chastain que tá em tudo que é filme hoje em dia, nem sabia que ela existia, e tem a bonitinha Jennifer Lawrence, que faz o Jogos Vorazes, que a gurizada gosta. As duas bateram na trave há dois anos, a primeira com o bom Histórias Cruzadas, e a segunda com uma atuação memorável em O Inverno da Alma. Por outro lado, dizem os especialistas, que a atriz que tem grandes chances é veterana francesa Emmanuellle Riva, do nostalgico Hiroshima mon amour, que neste ano concorre por Amor.

Por fim, pela primeira vez, desde que eu me conheço, espero que vença um filme de animação que não é da Pixar. Valente até que é bonzinho, mas acaba por aí. O filme que assisti e me surpreendeu mesmo foi o infantil Detona Ralph, da Disney, que explora o universo dos videogames com um roteiro incrível sobre nosso lugar no mundo. Vale a pena conferir. Nas cópias brasileiras (não sei se mundo afora também) a animação trouxe antes da sua exibição cópias do curta Paperman, que concorre a melhor curta-animado e desde já e o meu favorito!

Então, antes de me alongar aqui, eis meus palpites para o Oscar 2013. Pus um asterisco nos quais, eu acho, que serão os vencedores. Boa sote e depois voltamos com a raspa do tacho.

Melhor filmelincoln-poster_743x1100

  • Argo
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln *
  • A Hora Mais Escura
  • Os Miseráveis
  • O Lado Bom da Vida
  • Indomável Sonhadora
  • Amor

Melhor ator

  • Daniel Day-Lewis – Lincoln *
  • Joaquin Phoenix – O Mestre
  • Denzel Washington – O Voo
  • Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
  • Hugh Jackman – Os Miseráveisargo-poster1

Melhor atriz

  • Jessica Chastain –A Hora Mais Escura
  • Naomi Watts – O Impossível
  • Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida *
  • Emmanuellle Riva –Amor
  • Quvenzhané Wallis – Indomável Sonhadora

Melhor ator coadjuvante

  • Alan Arkin – Argo *
  • Philip Seymour Hoffman – O Mestre
  • Tommy Lee Jones – Lincoln
  • Christoph Waltz – Django Livre
  • Robert De Niro – O Lado Bom da Vida

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams – O Mestrezero-dark-thirty-releases-a-uk-poster-121641-00-1000-100
  • Sally Field – Lincoln
  • Anne Hathaway – Os Miseráveis *
  • Helen Hunt – As Sessões
  • Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

Melhor diretor

  • Ang Lee – As Aventuras de Pi
  • Steven Spielberg – Lincoln
  • Michael Haneke – Amor
  • David O. Russell – O Lado Bom da Vida *
  • Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

Melhor roteiro original

  • Mark Boal – A Hora Mais Escura *
  • Quentin Tarantino – Django Livre 
  • Michael Haneke – Amor
  • Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdomsilver linings playbook
  • John Gatins – O Voo

Melhor roteiro adaptado

  • Chris Terrio – Argo
  • Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
  • David Magee – As Aventuras de Pi
  • Tony Kushner –  Lincoln
  • David O. Russell – O Lado Bom da Vida *

Melhor filme em lingua estrangeira

  • Amor (Áustria) *
  • A Royal Affair (Dinamarca)
  • Kon-Tiki (Noruega)
  • No (Chile)
  • War Witch (Canadá)

Melhor longa animadoDjango-Unchained-Poster

  • Valente 
  • Frankenweenie
  • Detona Ralph *
  • ParaNorman
  • Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original

  • Dario Marianelli – Anna Karenina
  • Alexandre Desplat – Argo
  • Mychael Danna – As Aventuras de Pi
  • John Williams – Lincoln*
  • Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall

Melhor canção original

  • “Before My Time” – Chasing Ice
  • “Everybody Needs A Best Friend” – Tedlife of pi
  • “Pi’s Lullaby” – As Aventuras de Pi
  • “Skyfall”- 007 – Operação Skyfall*
  • “Suddenly” – Os Miseráveis

Melhores efeitos visuais

  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
  • As Aventuras de Pi
  • Os Vingadores*
  • Prometheus
  • Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquiagem

  • Hitchcock
  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada*
  • Os MiseráveisOPCC_01_AMOUR_8.14_Layout 1

Melhor fotografia

  • Anna Karenina
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln
  • 007 – Operação Skyfall*

Melhor figurino

  • Anna Karenina
  • Os Miseráveis
  • Lincoln*
  • Espelho, Espelho Meu
  • Branca de Neve e o Caçador

Melhor direção de arte

  • Anna Kareninabeats-of-the-southern-wild-movie-poster
  • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
  • Os Miseráveis*
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln

Melhor documentário

  • 5 Broken Cameras
  • The Gatekeepers
  • How to Survive a Plague
  • The Invisible War
  • Searching for Sugar Man

Melhor documentário de curta-metragem

  • Inocente
  • Kings Point
  • Mondays at Racine
  • Open Heart
  • Redemption

Melhor montagem

  • Argo
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln
  • O Lado Bom da Vida
  • A Hora Mais Escura*

Melhor curta

  • Asad
  • Buzkashi Boys
  • Curfew
  • Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
  • Henry

Melhor curta animado

  • Adam and Dog
  • Fresh Guacamole
  • Head over Heels
  • Maggie Simpson in “The Longest Daycare”
  • Paperman*

Melhor edição de som

  • Argo
  • Django Livre
  • As Aventuras de Pi
  • 007 – Operação Skyfall*
  • A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som

  • Argo
  • Os Miseráveis
  • As Aventuras de Pi
  • Lincoln
  • 007 – Operação Skyfall*

Ainda sobre o Oscar, saiu para comemorar essa 85º edição um pôster conceitual onde as estatuetas ganharam, em ordem cronológica desde a primeira edição, um formado que representa o filme vencedor. É algo simples, mas muito bem executado que merece os melhores elogios aos publicitários autores da ideia, segue abaixo e é até bacana tentar relembrar e adivinhar o que cada um representa.

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Se alguém aí quiser dar uma olhada nos posts das edições anteriores do Oscar escritas neste blog, seguem os links: 2012, 2011, 2010 e 2009.

Fábio Prina_19/02/2013

9 de outubro de 2009

Dia de Cinema – Bastardos Inglórios

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Eli Roth e Brad Pitt, dois bastardos

Gênio ou Picareta? Original ou Bastardo? Afinal o que rótulo é ideal para Tarantino, Quentin Tarantino se preferirem, mas tenho certeza que a intimidade que temos com o diretor mais pop do cinema mundial, dispensa qualquer tipo de apresentações.

Segundo alguns, esse nerd do meio oeste americano é um talentoso copiador, que não usa apenas as referencias das obras primas em seus filmes, mas traspõe o original para o seu filme quase que como um plágio.

Para outros, o cara tem um liquitificador na mão, e sua mistureba de referências acaba se tornando inovador. Tão novo que chega a ser original. Mas não cabe a nós, meros mortais, qualificar se ele é ou não é o cara, o que sabemos, é que o diretor/roteirista/ator/produtor já sentiu o gosto dos dois lados da moeda. Se Tarantino já foi o autor do premiado Pulp Fiction, é dele também o contestável À Prova de Morte.

Desta maneira, assistir a Bastardos Inglórios (Ingloriuos Basterds, EUA, 2009) separando a obra do seu autor é quase impossível. Ainda mais, que este projeto, assim como Kill Bill, ficou mais do que uma dezena de anos entre o papel e o quase, antes de ver a primeira luz do set acesa.

Em seu filme de 2ª Guerra (sim, Tarantino adora subgêneros – filme de vingança, filme de diálogo – Slasher Movies – black explosian), o diretor de Cães de Aluguel trabalha mais uma vez a temática da vingança. Seu grupo de Bastardos, encabeçado por Aldo Raine (Brad Pitt) quer escalpar, atacar a tacadas de beisebol e navalhas, nazistas que persegueram os judeus numa França ocupada.

Em outra frente, temos a história da bela Shosanna (Mélanie Laurent), uma judia sobrevivente de um massacre no interior francês, promiovido pelo coronel Hans Landa (Christoph Waltz, em atuação elogiada).

Três anos depois do massacre que abre o filme, Shosanna é dona de um cinema em Paris, que vai receber uma première de uma importante produção da UFA, Estúdio de Progapanga Nazista na 2ª Guerra), intitulada “O Orgulho da Nação”. Neste climax cinematográfico que mistura cinema europeu, com o pastiche da Grande Guerra, à publicidade ariana, que a bela jovem e os bastardos têm a oportunidade de se vingar e ensinar um pouco de humanidade à corja Nazista.

Mesmo sendo um filme de época, Tarantino não decepciona seus fãs, com a sua tradicional violência estilizada, ângulos clássicos de seus filmes e trilha sonora que agrada a todos incondicionalmente, indo de Ennio Morriconni à David Bowie.

No final das contas, vamos ver mais do mesmo de uma forma diferente. E o que mais pode ser o cinema de Tarantino? Algo copiado… talvez sim. Algo novo… provavelmente. Ninguém sabe, nem ele próprio. O importante é que é sempre um bom programa, passar algumas horas com a intimidade que o realizador tem de nos impressionar e ver que por mais bastardo que o cinema seja. Ele continua sendo arte e essa é pra ser apreciada incondicionalmente.

Veja o trailer legendado do filme aqui.

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Comendante em frente aos seus homens: “Cada um sobre meu comando me deve 100 escalpos – e eu quero os meus escalpos”

Confira neste link uma postagem antiga, sobre o lançamento no Festival de Cannes de Bastardos Inglórios, acompanhada de alguns pôster com os principais personagens do filme.

Fábio Prina_09/10/2009

16 de julho de 2009

Brüno tem estreia adiada no Brasil

O novo filme do comediante inglês Sacha Baron Cohen (Borat, Ali G) teve sua estreia adiada em terras tupiniquins. Previsto para o dia 24 de julho, mesma data que chega aos cinemas estado-unidenses, o filme só receberá a luz do projetor por aqui no dia 14 de agosto. O motivo atraso de três semanas não foi informado pela distribuidora.

Assim como Borat, o filme vai explorar situações reais inusitadas, de pessoas comuns, confrontradas com um personagem fictício. Se no primeiro tinhamos o jornalista do Cazaquistão, agora teremos um austríaco gay espacializado em moda embaraçando seus entrevistados e criando situações bizarras mundo afora.

Abaixo segue o material promocional da produção.

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Borat was so 2006

Contrangimentos a vista

Fábio Prina_16/07/2009

27 de maio de 2008

Sydney Pollack

Filed under: Cinema,Filmes,Fotografia — fprina @ 16:13
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(1934-2008 )

Fábio Prina_27/05/2008

26 de maio de 2008

E deu Brasil em Cannes!

Filed under: Cinema,Filmes — fprina @ 10:12
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Tudo bem, a manchete é charlatona, mas não deixa de ser verdade. Fomos e fomos muito bem no maior Festival de Cinema do Mundo. Linha de Passe, dos diretores Walter Salles e Daniella Thoma,s foi premiado como melhor Atriz, à Sandra Corveloni. Se existia alguém com dúvidas do potencial do nosso cinema, que fique bem claro que não existe nenhum coicidência em filmes brasileiros estarem presentes em diversas listas de premiados em festivais internacionais. É a qualidade que está cada vez mais alta tanto nas narrativas, nas atuações, nas produções e no acabamento das obras.

Pois bem, além de dar Brasil, deu França em Cannes. Os anfitriões não venciam o festival há 21 anos! A Palma de Ouro foi para Entre les Murs, de Laurent Cantet. O vencedor do Grand Prix foi o italiano Gomorra, de Matteo Garrone. O Prêmio do 61° Festival de Cannes foi entregue à Catherine Deneuve, por Um Conto de Natal (Un Conte de Noël), que dividiu com Clint Eastwood, por The Exchange. (Ex-Changeling). Para Melhor Direção foi entregue o prêmio ao turco Üç Maymun (“Os Três Macacos”), de Nuri Bilge Ceylan. Completando a lista com os principais premiados: Prêmio do Júri: Il Divo, de Paolo Sorrentino. Melhor Roteiro: Le Silence de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne. E um grande destaque foi Benicio del Toro, que recebeu o prêmio de Melhor Ator pela cinebiografia de mais de 4 horas sobre o revolucionário argentino Ernesto Guevara de la Serna, no filme-evento Che.

Recriação de momento histórico foi elogiadíssima

Falando em Che, o filme de Steven Sodenberg, várias notícias boas rondam a produção. O título é inteiramente falado em Espanhol, há apenas intervenção de inglês nas cenas que se passam nos EUA, isso já é de se aplaudir, uma vez que os yankes adoram ver personalidades mundiais falarem um inglês tosco com um sotaque quase hilário. A produção de 4horas e 28minutos, será dividio mundo afora em dois filmes. O primeiro lançado em Outubro e o segundo em Dezembro. A primeira parte se chamará The Argentine, contando a passagem de Guevara por Cuba, sua participação na Revolução e também terá a participação de Rodrigo Santoro interpretantdo Raul Castro, irmão de fidel, atual governante da ilha.

A segunda será Guerrilla, e mostrará o trágico fim de Che nas matas bolivianas. Ambos foram rodados simultaneamente inclusive com cenas realizadas na antiga sede das Nações Unidas, em Nova York, onde foi recriado o lendário discurso de Guevara.

Premieré em Cannes – Sodemberg e Bel Toro falam sobre Che

Fábio Prina_26/05/2008

4 de abril de 2008

Dia de cinema – The Rolling Stones – Shine a Light

Não sou nenhum entusiasta da filmografia de Martin Scorsese. Na verdade sou um crítico, dos mais xaropes a respeito do trabalho do cara. Tudo começou há muito tempo atrás, quando assisti o lançamento de Cassino em VHS. Lembro de que o filme era comprido demais e que tinha uma cena em que o personagem de Joe Pesci enfia uma caneta esferográfica no pescoço de alguém que comprometeu a integridade moral de seu chefe, que era o Robert De Niro.

Aliás, usar o mesmo elenco, assim como o mesmo plano de fundo (máfia) é algo que não me agrada no mesmo cineasta. Claro, existem grandes exceções, mas no caso do grisálio de sombranselhas grossas isso foi uma pedra no sapado para assistir seus filmes. Além de Cassino, que é uma limbo entre continuação/refilmagem/meta-cinema/mesma-coisa de seu ótimo Bons Companheiros, tenho problemas, em especial com sua obra rescente. Gagues de Nova York, O Aviador e, muito em especial, Os Infiltrados.

Destes três, cultivo um certo carinho pelo segundo. Já que a história do excêntrico milionário Howard Hoghes, me comove, na mesma forma que me deixa aflito. Parece um filme sem direção, um filme perdido, mas que está sempre surpeedendo. Na última vez em que assiti, fiquei repetindo durante semanas a frase: “The way of the future”.

taxi_driver_o_large.jpgPorém, como um bom amante de cinema, considero muito os trabalhos mais clássicos de Scorsese: Taxi Driver, Touro Indomável, Cabo do Medo, A Última Tentação de Cristo e, claro, Os Bons Companheiros.

Mesmo com esses clássicos na bagagem, não consigo enxergar nele a genealidade que muitos críticos e cinéfilos apontam e o põe no mesmo pedestal de Hithcock, Kubrick, Copolla e Godard. Todos eles pertencem ao mesmo movivento cinematográfico, mas, diferente de seus colegas citados, a marioria dos trabalho de Scorsese sempre me deixam com a sensação de que faltou algo, para não dizer que errou feio. Ou alguém peroda o final de Os Infiltrados?

Irreparavelmente, uma coisa sempre chama a atenção em seus filmes: o apelo musical pop (sempre mais rock). Até em seus filmes de época como Kundum e Gangues… é possível notar a invasão da música de bandas, de massa, sobresaindo perante a trilha origianal. Esse é um ganho invejável, que no caso de seu trabalho vencedor do Oscar, acaba se transformando no motivo para existir o filme.

Pois bem, talvez a pessoa que mais tenha se dado por conta disso, foi o próprio Martin Scorsese. Como já coloquei em um outro post, é dele a cinebiografia de Bob Dylan, No Direction Home, grande trabalho que traça a carreira do músico folk, sem preconceitos e com um olhar muito direto.

Nesta sexta-feira, 4 de abril, seguindo talvez uma lógia de trasformar astros da música em estrelas das telas por eles mesmos, chega aos cinemas tupiniquins The Rolling Stones – Shine a Light, que não resta dúvida sobre qual banda se trata. O filme é uma mescla entre a apresentação dos britânicos em Nova York, na turnê The Bigger Bang, que inclusive passou pelo Brasil (sem chance para os comuns poderem conferir), em 2005, com uma pitada de documentário, apresentado intrevistas de toda a carreira da banda.

Ainda, para um futuro não muito distante, Scorsese prepara uma outra cinebiografia, agora de um cara um pouco mais ao sul de Dylan: Bob Marley. Isso mesmo, sem preconceitos, passando do folk, para o rock, com uma breve parada no reagge. Imagino que a próxima será no pop, e por que não?

The Rolling Stones – Shine a Light está em cartaz nos cinemas de Porto Alegre, aqui pelo sul. O filme tem curtos 122min, e foi capiturado 100% digitalmente. Em outros países, como EUA, França, Austrália, Argentina, Alemanhã… quem tiver por lá, vai poder conferir o filme nos cinemas IMAX, coitados daqueles que tem que se contentar com a pouca oferta, e ainda em um única e já ultrapassada opção.

shine_wp_800_5.jpg

Live and Loud in IMAX… not here!

Fábio Prina_04/04/08

24 de março de 2008

Muito além do horizonte, há uma porta, que os levará para o caminho de casa

Mestre dos MagosSe você achou este lugar sozinho, meus parabéns. Ou parabéns há algum buscador, que trouxe você até este longíncuo blog de bobagens e cultura inutil perdido na World Wide Web.

Há muito tempo atrás, este endereço hospedava trabalhos e criações fantásticas para a disciplina de Jornalismo On-line, cursada no segundo semestre de 2007, na Unisinos. A partir de hoje, farei deste espaço, o meu espaço, de confissões, desabafos, passatempo e outras formas de expressão que ainda não bolei.

Nosso foco será o grande universo da cultura, em especial o que está próximo, ou não tanto, de mim: cinema, música, HQ, desenhos animados, livros, teatro, exposições, feiras, artesanato indígina, brinquedos, personalidades, besteiras e qualquer coisa que for interessante, no maravilho mercado global do entretenimento.

Também como um bom estudante de comunicação, não vou deixar passar fatos e assuntos que agitam o mundo pop midiático. Afinal, nem só de pão viverá o homem, vamos mesclar, inventar e por na torradeira para deixar tudo mais… gostoso.

Enfim caro visitante, seja sempre bem-vindo. Se gostou ou não de algo que leu, viu, ouviu ou assistiu por aqui, não deixe de responder, de comentar. Assim que as oportunidades aparecerem, estarei postando mais e mais sobre tudo que ronda esta a mente estranha deste que vos escreve.

Tenham todos uma ótima estadia neste blog.

Fábio Prina_24/03/08

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