O Círculo – Crítica

 

 

Faz tempo que não escrevo sobre um filme. Mas ontem, assisti um que me fez querer dividir a minha opinião com o mundo. Trata-se d’O Círculo (The Circle, 2017), dirigido por James Ponsoldt, escrito por Dave Eggers, música de Danny Elfman e com o elenco encabeçado por Emma Watson e Tom Hanks, coproduzido entre os EUA e Emirados Árabes.

Uma história que prometia um retrato da atual geração, desde a ambição de trabalhar em uma empresa cool até a excessiva exposição através das plataformas digitais, as mídias sociais como dizem. Ao que tudo indicaria, o filme era pra ser uma grande crítica aos poderosos Google, Facebook e obviamente Apple, já que Hanks parece encarar o carismático Steve Jobs.

circulo4

Entrada da empresa, vidros transparentes que deveriam encobrir alguma verdade malígna

Parecia, porque o resultado é bisonho. Confesso que há tempos não assistia uma reunião tão perfeita de péssimo roteiro, atuações toscas e direção mal conduzida estragando uma história com um potencial interessante como esse.

Começamos pelo roteiro medíocre, que apresenta uma dúzia de personagens sem se aprofundar em nenhum, incluindo a dupla de protagonistas. Mae, a personagem de Emma Watson, é a mocinha bonita que vai desmascarar as falcatruas da empresa título do filme, apesar de enxergar o tempo todo com descrença o trabalho realizado. Ela desacredita no principal produto da empresa: a rede social TrueYou, algo que reuniu tudo que existe (não se tem muitos detalhes), mas se sabe que chegou a substituir o título de eleitor dos usuários em mais de 20 países. Apesar disso, ela aceita participar de um projeto ainda mais audacioso, o SeeChange, que são câmeras pequenas que transmitem em tempo real tudo o que a pessoa vive. (algo que lembra um pouco a comédia EdTV, filme lançado na onda d’O Show de Trumam, nos anos 90).

circulo5

Hanks encarnando Jobs no palco para apresentar as suas novidades

Obviamente que a coisa não vai bem. Ela já sabia disso, porque um dos criadores dessa parafernália na empresa, chamado Ty (outro desperdício do roteiro, com o ator John Boyega, de Star Wars completamente descontextualizado da trama), já tinha avisado. Porém, a menina decidida e empoderada cai no papinho tosco de Bailey (Hanks), o performático CEO da empresa.

Ao mesmo tempo que Mae não convence para ser protagonista e muito menos heroína, Bailey tão pouco convence como vilão ou gênio. Parece viver a sombra de seu cão de guarda, que nem o nome me presto a lembrar. Bailey é a encarnação de Steve Jobs, apresentando performaticamente as suas inovações, de uma forma descontraída. Porém, com conhecimento absoluto sobre tudo o que acontece ao seu redor.

circulo2

Dupla de mocinhos que faz pouco mais do que nada

O ápice da canastrice é que, incentivada pelos maiorais d’O Círculo, Mae leva seu ex-crush a uma morte transmitida ao vivo. Três dias depois, ela volta a empresa para dar a volta por cima, expondo Bailey e o Círculo de uma maneira um tanto quanto patética (fica implícito que ele cometia algum tipo de fraude fiscal). Mas, nada implicando na responsabilidade pela terrível tragédia. Algo que nem Gloria Perez conseguiria implantar nas tramas das suas novelas globais.

Se o roteiro é péssimo no trabalho com os personagens e com a história, imagina-se que os atores renomados irão se superar para contribuir com a trama, certo? Errado. Saindo do núcleo principal, temos Ty, falado acima, criador da rede TrueYou, que sabe que a exposição excessiva dos usuários somada com a quantidade de dados gerado para o Círculo era prejudicial e dava poderes ilimitados à empresa. Mesmo com esse conhecimento todo, ele decide levar essa informação para Mae, entre outras 8 bilhões de pessoas na Terra, porque “ele sabia que podia confiar nela desde o primeiro instante”. Bom, ele poderia até mesmo usar a plataforma que ele criou para deslanchar as denúncias, mas o caminho mais fácil foi usar a funcionária recém chegada que parece ouví-lo e entende-lo, mas faz tudo ao contrário.

circulo1

The Circle has you

No elenco também a parece Bill Paxton, no papel do pai de Mae, que sofre de esclerose múltipla degenerativa. Apesar da aparência convincente, ele não soma em nada e parece estar sucegado com a situação, já que ele e sua esposas são incluídos no plano de saúde da empresa, abrindo mão de todo contato com a filha e a exposição de suas vidas pelo SeeChange. Fora isso, ele faz pouco mais do que nada. A invasão de privacidade que foi submetido não tem maiores consequências, e a desistência de participar do projeto se resume a dizer junto com a esposa que eles não querem mais.

Fechando o elenco, temos o Mercer, o tal ex-crush da Mae, interpretado por Ellar Coltrane, famoso pelo papel do menino de Boyhood. Ele aparece pouco, sente a pressão de ter sido exposto e acaba envolvido novamente de forma trágica. Mas sua morte não parece abalar o mundo e a empresa, apenas Mae, que retorna para mostrar ao mundo o que acontece nos bastidores do Círculo, mas nem ela, nem Mercer, nem ninguém parece vingado como deveria acontecer.

Circulo3

Hanks canastrão em um trabalho esquecível

E, por fim, fechando o arco de elenco, temos Annie, interpretada por Karen Gillan – a Nebula de Os Guardiões da Galaxia – a melhor amiga de Mae, responsável pela sua entrada na empresa. Ela vive desde o início uma rotina frenética de trabalho, beirando desde o primeiro instante ao workhollic. Após a chegada de Mae ela parece ficar preterida na empresa, apesar de as duas trabalharem em frentes completamente diferentes. Ainda assim, mergulhada em um trabalho que consome sua integridade física, é invisível aos colegas e a própria Mae, que não aprofunda nenhum sentimento com a amiga além de um “tudo bem com você?”. Annie também poderia ter maior participação na trama, talvez até ajudando a revelar as falcatruas ou mesmo a exploração dos funcionários (que só ela parece sentir, os demais adoram trabalhar lá).

Penso que nas mãos de um diretor mais experiente, como Michael Mann que fez O Informante, de 1999, ou como David Fincher que fez A Rede Social, em 2010, o resultado poderia ter sido bem diferente e positivo. Não sou familiarizado com nenhum outro trabalho do diretor, James Ponsoldt, mas vejo que ele não esteve no passo certo. Da mesma forma que o roteirista Dave Eggers, que entre outros filmes, adaptou a bela história Onde Vivem os Monstros, levada às telas em 2009 por Spike Jonze. Por fim, o nome mais conhecido nos créditos é o do lendário compositor Danny Elfman, que tem é um disperdício dentro de tamanha porcaria.

Enfim, olhando de diversos ângulos, o filme falha grandiosamente em qualquer linha que ele tente abordar, sejam as relações dos personagens, fora ou dentro da plataforma digital. Seja mostrando o lado obscuro das empresas cool de tecnologia e acaba atirando pra tudo que é lado sem acertar ninguém. Tão pouco, causa algum gosto amargo nas pessoas que se expõem no dia a dia, que deixam suas vidas públicas, que opinam sobre tudo sem o mínimo de conhecimento, que julgam, que agridem, que fazem o mundo um lugar intolerante e precipitado. O que é uma lástima, talvez um filme mais conciso e ambicioso poderia trazer esses assuntos para dentro do debate. Mas o fracasso é total.

Anúncios

Logan – uma crítica nada séria

Há tempos não escrevo nada, além daquilo que sou pago para escrever. Enfim, faz tempo que não exercito o meu prazer. Hoje me dei esse luxo.

Esse último final de semana foi muito especial, depois de quatro anos, fui ao cinema com a minha namorada para assistir a um filme comercial. Quebramos essa regra apenas para ver o filme-show do Roger Waters – The Wall, há uns dois anos, fora isso, nunca encontramos uma boa desculpa para ir ao cinema.

Posso colocar a culpa na nossa pequena filha, de quase quatro anos, o que seria um absurdo, já que, desde que ela nasceu, prezados ao máximo passar o tempo que temos disponível com ela. Posso colocar a culpa também na programação pouco atraente dos multiplex que nos cercam, o que é outra bobagem, os filmes continuam os mesmos, com títulos e caras novas. Mas o fato de assistir a um filme acompanhado da pessoa que eu mais gosto que me acompanhe em filmes, foi escasso, confesso.

Mas no domingo, convidei a minha amada para ir ao cinema. Sugeri assistir “Cinquenta Tons Mais Escuros”, aquele erótico soft que vende às centenas para as meninas. A sugestão foi recebida com tanta ironia por ela, como ao do convite que eu fiz. Então sugeri Logan, um filme que realmente é a cara do nosso relacionamento, o mesmo que iniciou com discussões nerd sobre super heróis e cinema autoral, banhadas a cerveja nos bares ao entorno da universidade, onde nos conhecemos.

Deixamos nossa pequena com a vovó e partimos para a aventura de pipoca (nem compramos). Ela adorou –  o filme, já que a aventura por si foi apenas um passeio no shopping com o combo, compras, janta e cinema. Eu não – o filme, claro, porque qualquer momento que eu possa dividir com as pessoas que gosto, me sinto o maior dos super heróis do universo.

Cá chegamos na parte que falo sobre o filme que assistimos. Vou falar sobre diversas coisas, que podem acabar com a surpresa de quem não assistiu ao filme, então, sugiro que não sigam lendo àqueles que não querem ter nenhuma emoção estragada por essas batidas de tecla sem discernimento.

Logan (de James Mangold, 2017) deveria ser a terceira parte de uma trilogia derivada de uma outra trilogia, que seria os filmes dos X-Men, iniciada por Brian Singer (que não é cantor), em 2000, com duas continuações, um praquel em 2011, que depois viria ter outras duas continuações do original, que era o praquel. Enfim, esse enredo confuso é concluído no desastroso filme derradeiro dessa bagunça de nove filmes até então, chamado “X-Men – Apocalipse”. Não consigo me aprofundar mais do que isso, porque honestamente, fora algumas cenas, todos esses ‘vai e vem’ não fazem pra mim a menor diferença. Mas vi todos, ou aguentei todos, aguardando a redenção de uma turminha tão bacana quanto os X-Men no cinema. E essa era a promessa de Logan: se redimir dos fracassos homéricos que foram conduzidos até então.

Ao que parece, a tentativa de levar aos fãs – ou aqueles caras que se dizem fã de qualquer coisa, porque consomem tudo que aparece de qualquer herói que ganha duas horas de projeção na tela – foi tentada duas vezes, utilizando o mesmo personagem de Logan, mais conhecido pelo nome de Wolverine. O errante personagem da Marvel ganhou duas adaptações cinematográficas anteriores, o indecifrável X-Men Origens: Wolverine, que é um filme tão sem noção, que figura ao lado de Soldado Universal: O Retorno, como pior filme que utiliza dois pontos no título, de todos os tempos – minhas maneiras de classificar filmes são diversas, admito.

E depois, veio o errante “Wolverine Imortal”. Um filme que me marcou tanto, que nem lendo a sinopse consigo lembrar do que se tratava.

Eis que o mesmo diretor desse último citado, James Mangold, assinou a terceira passagem solo do mutante animalesco nas telas. E ela não decepciona, perante seus predecessores, é melhor sim, é recheada de cenas bacanas, mas é tão distante de um filme de super herói, que chega a decepcionar.

Primeiro, vou contar um segredo que não interessa a ninguém: a publicidade, mais uma vez, me conquistou. Digo isso porque foi impossível assistir aos trailers de Logan, sem ser tocado pela voz forte de Johnny Cash entoando Hurt, sua música de final de carreira que prestou contas a uma geração inteira, que não compreende o legado até hoje. Poderia ser malvado aqui e dizer que esse tal James Mangold simplesmente fez uma auto citação, colocando músicas de um personagem o qual já dirigiu uma biografia. Saca Walk the Line, traduzido pessimamente no Brasil como “Johnny e June”, é do mesmo diretor. O que isso quer dizer? Nada! Continuamos.

O trailer pós-apocalíptico, mostrando um velho Wolverine, um idoso Xavier e uma penca de cenas de carnificina me ganharam fácil, mas aquela vontade de ver, veio mesmo dos comentários dos nerds que eu respeito, dizendo que era o grande filme dos X-Men. Talvez seja, não vou dizer que não. Mas longe de ser um grande filme.

Vamos ao que interessa, Logan, não se passa exatamente num futuro pós-apocalíptico, na verdade é num futuro bem plausível. Tirando o fato de que existem os mutantes na tela, o filme é muito parecido com 2016/2017. Há um aplicativo para chamar carros para passear, os celulares ainda são utilizados nas mãos, as casas precisam dos recursos de eletricidade e água, se dirige caminhonetes dos anos 70 e as pessoas ainda transacionam dinheiro em espécie. O que realmente ganha corpo dentro da ficção científica, no mundo do filme, é a genética. Já que não nascem mais mutantes (o porquê não foi explicado e nem fez falta), se criaram embriões em laboratório com as características daqueles que um dia dominaram a Terra. Não os dinossauros, os humanos com poderes excepcionais.

Bom, nesse mundo bem parecido com o que vivemos restam poucos mutantes, sabemos de três: Wolverine, Charles Xavier e um outro carinha que não lembro o nome, mas ele fareja mutantes. Um personagem que, veja bem, ele tem o dom de fazer o que o Wolverine fazia com o nariz, ou o que o Xavier fazia com a mente. Mas o primeiro tá baleado e o outro tá com o pé na cova. Seguimos…

Nesse mundo igual ao nosso no futuro, uma das grandes melhorias, sem dúvida, será na edição de imagem por celular. A Gabriela, personagem que não vou explicar por falta de paciência, mostrou em duas cenas, que é possível gravar um vídeo selfie, com locução em off e trilha, de uma noite pra outra, coisa que quem mexe com imagem hoje sabe que é um saco. Nesse vídeo excelente, há uma complexa edição de câmeras escondidas (alô Ivo Holanda), a qual ela mostra a origem de uma garotinha chamada Laura, mais conhecida pelos nerds como a X-23. Essa mina tem um poder de mutação igual ao do Wolverine, e, como ele, foi submetida a um experimento com um metal chamado adamantium, que ocupa toda a sua estrutura óssea, além do bônus de garras nas mãos e uma no pé. Ainda não sabemos como esses dois personagens fazem para mexer o pulso quando as garras das mãos estão em modo descanso, mas enfim, funcionam tri bem.

Bom, a Gabriela pede para o Wolverine levar a Laura para um lugar secreto, que não é tão secreto assim, já que está escrito em tudo que é papel que aparece pelo caminho. A Gabriela morre, o Wolverine, que é um animal, tem seu coração partido pela pequena garota e pelos conselhos de um idoso que deixa de ser biruta com 5min de filme, e parte para a parte road movie do filme, com a pequena e o velho. Oba, que novidade, um filme de estrada para falar em redenção. Imagina se o Jack Kerouac tivesse essa ideia lá atrás, todo mundo ia copiar. Spoiler pra vida: se você tem uma vivência errante e quer terminar achando que é o cara, pegue um carro velho e caia na estrada com um desconhecido, o final será maravilhoso, com sua morte, mas histórico.

No meio disso, claro, tem muita acão, nunca Wolverine foi tão furioso na tela. Ele crava as garras, arranca membros, mata bandidos, capangas e alguns inocentes no meio do caminho com fervor. Algo meio Deadpoll, só que sem as piadas. Na verdade, parece que pegaram a mesma equipe de efeitos visuais bizarros do longa antecessor, que abriu caminho para filmes de herói non-sense no cinema, e colocaram no produção para dar um ar de ‘ai que violento’ nesse filme aí.

O fato de ter a cosmética da violência tão latente em Logan, me fez lembrar do último filme que havia assistido com a minha companheira em casa. Há duas semanas, aproveitamos uma reprise de “O Silêncio dos Inocentes”, na TV paga para curtir noite adentro. O Silêncio… nunca apela para a violência explicita, até mesmo quando o canibal Hannibal Lacter abocanha o rosto de um dos guardas. É tudo implícito. Mesmo assim, esse filme assombra gerações pela tortura psicológica, de saber o que um ser humano é capaz em seu estado mais sombrio.

Logan é mais literal, vai pelo caminho curto da sanguinolência, não que seja ruim, mas parece uma piada requentada trocando o português pelo espanhol.

Aliás, outra coincidência de Logan com outros produtos da cultura pop, está ena cena em que Wolverine, Xavier e Laura visitam a casa de uma família afro descendente e desencadeiam um tiroteio e massacre. Me lembrou, e muito, “O Exterminador do Futuro 2”, em que o momento de paz foi silenciado pelo tiroteio sem fim. Falando em Exterminador, o que falar do X-24, que seria o grande vilão do filme – um clone de Wolverine -, mais animal que o próprio Wolverine, sem alma, sem dó, sem controle. Sério, me vi muito vendo essas continuações do Exterminador que o velho Schwarzenegger se vê encarando um dos dele em CGI, tosco pra caramba.

Falando em vilões, eu gosto de heróis que enfrentam vilões. Seu nêmesis, seu algoz, que de alguma maneira encaram nosso preferido de frente e tem seu duelo mortal à luz do luar, com a cavalgada da vitória ao amanhecer. Viajei né? Sei, mas talvez, uma pequena parte disso poderia ter se usado nesse filme.

Logan não tem vilão. Tem o cara dos Carniceiros, que parece o Sawyer do Lost e é morto pela criançada, tem o pai do William Styrker (que é o cara que colocou o adamantium nele) também tendo um fim sem graça, e tem o tal X-24, que no final das contas, não presta pra nada. Eu sou mais old school nisso, gosto do herói enfrentando o vilão mor e dando-lhe uma tunda de pau. Básico e não tem erro. É assim que o Batman encara o Coringa, que o Superman dá o recado pro Lex e que o Homem-Aranha lida com o Duende Verde.

O pior vilão de Logan é a sua velhice-fraqueza, que cada vez mais consome as carnes do nosso herói. Não que seja ruim, acho que é o maior ganho dessa naba. Ver o Hugh Jackman se arrastando 97% do filme, dá uma certa agonia, uma vontade de ajudar. Em uma certa cena, Wolverine está inconsciente na mesa de um velho médico que se oferece para ajudar. Pensei naquele instante em ver o animal humanizado, recebendo curativos e pontos para voltar mais inteiro à cena.

Infelizmente, não é o que acontece. A tal ponto do filme, somos apresentados a uma substância verde que recria os tecidos dos humanos, emulando o mesmo fator cura, que já foi o diferencial do baleado (literalmente) Wolverine. Em seguida, numa cena patética, nosso Wolverine pega um ampola dessa substância e fica fortão e bonitão num toque. Jurei que o filme estava de palhaçada e iria tocar a música do Popeye para alegrar a gurizada. Que nada, ele estava se levando a sério. Daí a gente larga de mão, né?

Bom, o final do filme não é lá grandes coisas, o Wolverine vai ajudar as crianças em apuros. Ele é um animal mas tem coração, né? Só que o X-24 tá na banda e vai mata o Wolverine. Então, graças ao roteiro bem escrito, aparece uma bala de adamantium, única coisa capaz de matar o velho Logan (ou o seu clone, no caso). Ao que tudo indica, ele carrega aquilo há anos, para usar quando fosse a hora cerca.

Bem, ele não é muito cuidadoso nisso, se acham até na roupa que ele deixou para passar… Mas a bala está lá, na cena derradeira, e a menina que ele ajudou até então, acha uma arma compatível com a bala para dar um tiro e matar o X-24 – ufa! Ainda bem que tinha por perto, imagina se aquela bala de .45, tivesse que encaixar em um 38? Seria ruim para o filme.

Honestamente, entre a metáfora do vampiro e suas balas de prata, prefiro a do Jack Sparrow, que leva a bala e a arma junto para matar o capitão Barbossa. É mais garantido do que só a bala. Outra dica útil para a vida.

Morto o X-24, morre também o nosso Wolverine, que entre tantas aventuras empolgantes nos HQ, não teve no cinema a mesma felicidade.

Deboches à parte, o filme vale o ingresso promocional e o investimento no refri. Afinal, quem não gosta de passar um bom tempo no cinema ao lado de quem a gente ama?

Aquele abraço.

 

 

Como uma pedra rolando

Sir-Bob-Dylan

Às vésperas de comemorar 50 anos, a música Like a Rolling Stone, do Bob Dylan, ganhou hoje, 20 de novembro de 2013, o seu primeiro vídeo clip oficial, que está hospedado no site do cantor e compositor norte-americano. Claro que o lançamento, um tanto quanto tarde do vídeo não é de graça e vem para divulgar um box gigantesco, chamado Bob Dylan – The Complete Album Collection, Vol 1, que, como o nome sugere, inclui os quarenta e um discos de estúdio de Dylan e mais um pouco.

Voltando a Like a Rolling Stone, talvez esse seja o maior hino do rock americano, talvez do rock mundial. Nem os Beatles tem uma música tão emblemática, que voa através de gerações e segue atual, segue com apelo e encantando jovens – filhos e netos dos que já se deixaram encantar pela canção. Lançada em 1965, como single, chegou a figurar em segundo lugar nas paradas americanas, mais tarde se tornou faixa do disco Highway 61 Reviseted, do mesmo ano. A revista Rolling Stone (que tem esse nome por causa de outra música, chamada Rollin´ Stone, de Muddy Waters), colocou a Rolling Stone de Dylan como a número 1, no seu ranking das 500 maiores canções de todos os tempos, realizado em 2010. Outro grande reconhecimento, é do Rock n´Roll Hall of Fame, que também a elegeu ela como uma das 500 grandes da história.

wr9hkkcbfwsqmjqdc1h2
Novo lançamento de Bob Dylan reúne os 41 álbuns de estúdio do cantor e compositor

Isso sem contar as inúmeras regravações que ela passou, por artistas como Rolling Stones (olha esse nome de novo), David Bowie, Johnny Thunders, David Gilmour, Michael Bolton, John Mellencamp, Jimi Hendrix, entre tantos e tandos outros. De volta ao seu lançamento, a gravadora de Dylan na época, a Columbia Records, não ficou feliz com o resultado da mixagem final, chegando a expurgar a canção para fora de seu catálogo. Após a inclusão de um improviso com uma gaita harmônica e a produção de Tom Wilson, a música vazou do estúdio e chegou a algumas rádios, onde iniciou o seu ciclo de sucesso, que atingiu todo mundo e se tornou símbolo da contracultura norte-americana.

Passados 48 anos, o lançamento do vídeo clip oficial de Like a Rolling Stone não deixa de ser curioso. Claro que tudo foi pensado para promover o novo (re) lançamento de Dylan e explora da uma forma muito interessante o principal veículo onde os vídeos musicais se disseminam atualmente, a internet. O clip na verdade é um hotsite que simula uma TV, com vários canais, onde a trilha se mantém e, em todos os programas, atores, jornalistas, esportistas, desenhos e afins, articulam as palavras da música. Cabe ao telespectador zapiar de canal para assistir ao clip como achar melhor. Entre a seleção de programas, está um show de Dylan em sua melhor forma, nos anos 60, cantando adivinhe o que?

Criativo e interativo, o clip ainda deixa espaço para fazer aquela observação farofeira, de como a música, apesar de tantos anos, pode se moldar a tantos tipos de situações e, sozinha, se auto-reinventar e blá blá blá. 

Interactive-music-video-for-Bob-Dylans-Like-A-Rolling-Stone_dezeen_12
Para assistir/zapiar no vídeo interativo de Like a Rolling Stone clique na imagem acima.

Ainda, toda essa publicidade casada me lembrou outro grande comercial que Bob Dylan estrelou, em 2006. Na época, ele lançava disco Modern Times e recebeu um convite de Steve Jobs pessoalmente para estrelar um comercial do iPod + iTunes. Segundo a lenda, Dylan topou fazer de graça e o resultado foi positivo, porque o público jovem acabou se familiarizando com um dos maiores músicos de todos os tempos. Vale a pena assistir a peça, que faz parte da famosa campanha das silhuetas da Apple.

Fábio Prina_20/11/2013

Antes do filme acabar

Jesse-Celine-jesse-and-celine-34803905-500-328
Celine e Jesse se conhecem e se apaixonam em Antes do Amanhecer (Before Sunrise)

Há filmes que foram feitos exclusivamente para você, seja você quem for. Falo isso porque existe um feito só pra mim. Um que na verdade são três e são casos em que eu me pergunto se a minha vida está imitando a arte, ou a arte imita a minha vida.

Conheci Jesse & Celine quando eles se conheceram. Foi num vhs surrado, que assisti e reassisti, na sala da casa dos meus pais, aquele amor eterno de uma noite. Era jovem naquela época, digo, jovem demais para compreender tudo que o filme me mostrava e não conseguia imaginar como continuaria, tanto filme como a minha própria vida. A reticência no final era um desafio para encarar o meu próprio futuro. Se na tv o amor em Viena tinha ficado no ar, no sofá me perguntava se algum dia ia viver aquilo.

Reencontro do casal em Antes do Pôr do Sol (Before de Sunset)
Reencontro do casal em Antes do Pôr do Sol (Before de Sunset)

Reencontrei Jesse & Celine, quando começava a amadurecer, saia da infância dos filmes em casa, para a adolescência do cinema. Fui para Porto Alegre num final de semana para ver o filme que passava em poucas salas lá. Aqui na Serra, lembro bem, sequer chegou a figurar na programação de um único cinema. Havia lido as notícias de que o casal que havia se despedido numa estação de trem em 1994 se encontraria em Paris, em 2003. E se encontraram. O amor inabalável daquela única noite, nove anos antes, havia se abalado e os dois tinham traçados as suas próprias vidas. Eu também, mas continuava ainda com a nostalgia de que pudesse viver como eles viveram antes. Muito mais do o amor que os dois tiveram há anos atrás, naquele reencontro eles também mostraram que tinham problemas com eles mesmos. Eu também tinha e tinha muito o que decidir.

Tempo, dinheiro, trabalho, romance e outros grandes problmas em Antes da Meia Noite (Before Midnight)
Tempo, dinheiro, trabalho, romance e outros grandes problemas em Antes da Meia Noite (Before Midnight)

Ontem à noite, revisitei Jesse & Celine, agora em 2013, no sofá do meu apartamento. Assisti depois do jantar, preparado pela minha namorada, que vive comigo há mais de dois anos. Esperamos que a nossa pequena filha pegasse no sono e deixamos o volume baixinho para que ela não acordasse. O casal da ficção tem meninas gêmeas, problemas financeiros, dúvidas, pouco tempo, trabalhos sufocantes, lembranças, ciúmes…. Tudo isso, assim como nós. Dessa vez eles estão na Grécia, passando um verão inesquecível em família. Eles observam o amor jovem de um casal de namorados, conversam com os mais experientes, dividem o tempo com os filhos e uma tentativa de romance. A garrafa de vinho ficou sobre a mesa, nem sempre dá para terminar. O telefone toca, não tem como não atender, pode ser uma emergência.

Me estarreceu, o terceiro encontro de Jesse & Celine não termina ambíguo. Ele pede desculpa, ela pede desculpa. É o estresse, é a correria, a brincadeira volta, com tom de deboche, o sorriso chega ao rosto. É quase meia-noite, é hora de dormir. Fomos dormir, nós três, sabendo que vamos continuar juntos, dividindo o tempo, nossa paciência e nosso dinheiro. Jesse & Celine foram aproveitar um pouco o tempo. Amanhã o dia recomeça e a rotina retorna.

As minhas histórias não são exatamente as mesmas de Jesse & Celine. Nunca me apaixonei em Viena, nunca me reencontrei em Paris e nunca passei férias na Grécia, mas não há como não traçar um paralelo. Particularmente me sinto narrado em cada filme, em cada momento. Que grata surpresa assistir cada um dos filmes desses personagens. Eles transcendem o cinema e acabam se transformando em conhecidos, aqueles que se houve uma notícia de vez em quando. Desejo revê-los em uma próxima oportunidade.

Jobs – O Filme

jobs-movie

Há vários meses observo as notícias sobre o lançamento de um filme biográfico sobre Steve Jobs. Estou atento porque a pessoa Steve Jobs é, para mim, o grande gênio do início do século XXI, que ainda não teve o devido reconhecimento pela sua contribuição ao progresso da humanidade. Mas claro, isso é apenas a opinião de um mero fã.

Sobre Jobs, o filme, conheço muito pouco. Resisti aos trailers, informações de produção e críticas sobre o trabalho, para que quando tiver a oportunidade, possa assistir da forma mais imparcial possível. Se bem que não vai ser tão imparcial assim. Há uns dois anos ganhei da minha amada companheira a biografia escrita por Walter Isaacsonn sobre Steve Jobs. Um livro pesado, pelo tamanho e conteúdo, que revisita a vida errante, a carreira fracassada/vencedora, as opiniões e um pouco da visão da sua visão do mundo.

Assim como outros grande gênios, Steve Jobs pouco fez, mas fez muito. Seu legado não está na “eureka” de uma invenção maluca, mas sim em juntar um número de pessoas competentes e fazer algo extraordinário. Não é coincidência então, que o seu biógrafo oficial, Walter Isaacsonn, tenha registrado em livro a vida de outro gênio americano, Benjamin Franklin, que teve uma trajetória de invenções próxima de Jobs (na maneira de executá-las, me refiro).

Para contar em poucas palavras, Jobs foi um órfão, criado por pais preocupados com a sua educação – que ele esnobou na vida adulta. A rebeldia da sua adolescência foi acalmado pelo LSD, retiro espiritual, dietas radicais e um temperamento longe de ser suportável. Depois, alicerçou a empresa de informática e eletrônicos mais valiosa do mundo na atualidade, a Apple, juntamente com o amigo Steve Wozniak. A história que muitos conhecem é o período onde ele mudou o mundo com o Macintosh, levou a empresa a quase falência e foi demitido no final dos anos 80. Criou outras empresas que não deram certo, criou a Pixar, voltou para a Apple, em 1997, e revolucionou o mundo mais duas vezes, respectivamente com os lançamentos do iPod, em 2001, e do iPhone, em 2007. O desfecho da sua vida aconteceu prematuramente em 2011, quando foi vítima de um câncer na pâncreas, aos 56 anos.

steve-jobs-movie-release-date
As semelhanças entre o ator Ashton Kutcher (à direita) com Steve Jobs foram explorados repetidas vezes para divulgar o filme

ashton-jobs-jpg_172933

O que promete o filme Jobs é um recorte um tanto longo, que abrangeria o período da juventude do biografado até 2001, quando foi lançado a primeira versão do iPod. Particularmente, eu detesto assistir em duas horas aquele tipo de filme pasteurizado, que mostra a vida inteira de uma pessoa, ainda mais pessoas que tiveram uma trajetória tão complexa como Steve Jobs. Prefiro como ocorreu recentemente,  quando foram lançados três filmes sobre Che Guevara. Diários de Motocicleta, do brasileiro Walter Salles, com Gael Garcia Bernal como protagonista, e em seguida, Che – Parte 1 – O Argentino, e Che – Parte 2 – Guerrilha, do americano Steven Sodenbergh, com Benicio Del Toro encarnando o ídolo da esquerda. Cada trabalho ilustra de uma forma diferente alguns fatos da vida do personagem. Apesar dos problemas que esses filmes mencionados têm, é muito melhor conferir episódios da vida de uma pessoa com tantas histórias, do que compactar tudo em cento e vinte minutos de frases de efeitos, com caracteres em branco no fundo preto explicando como a coisa acabou, antes dos créditos finais.

Voltando ao filme, é interessante saber que Jobs não é e nem será a primeira e a última presença de Steve Jobs em filmes. Há alguns anos, saiu diretamente para vídeo uma produção independente de baixo orçamento, sobre a revolução da informática no final do anos 80. Piratas do Vale do Silício de 1999, constrói um retrato da mudança na indústria, através da visão de dois protagonistas centrais e suas empresas: Steve Jobs com a Apple e Bill Gates com a Microsoft. E ainda! Jobs não deve ser o filme definitivo sobre o visionário co-fundador da Apple.  A Sony prepara uma adaptação, com o roteiro de Aaron Sorkin, vencedor do Oscar por A Rede Social, que será baseado exatamente na biografia de Walter Isaacsonn, a qual o estúdio é detentor dos direitos. Esperamos isso para um futuro próximo, mas o projeto segue ainda sem nome.

steve-jobs-movie
Possivelmente uma das cenas chave de Jobs, a apresentação do iPod

Jobs, que traz o ator Ashton Kutcher em uma excelente caracterização do pepel-título, estreia hoje, 16 de agosto, nos cinemas americanos. A produção começa a ser exibida no dia 6 de setembro no Brasil. Vale a pena dar uma conferida no site oficial da produção, que tem um visual bacana e uma série de imagens legais do longa. Enquanto o filme não chega, vale a pena ver (no meu caso rever) a lendária apresentação do iPhone, ou como o próprio Jobs exaltou, “a reinvenção do telefone”. Bobagens a parte, apenas seis anos depois, é muito legal sentir as reações da plateia quando o produto foi lançado. Mal sabiam eles que a mudança desde aquele dia em toda indústria de informática e telefonia seria tão grande.

Tarantino´s Ultimate Collection Soundtrack

xn7we8QOSq67r3ykriHuVHcwo1_500

Parece um tanto pretensioso, mas vou tentar fazer.

Acontece o seguinte, desde que assisti ao filme Django Livre, do diretor Quentin Tarantino, fiz uma busca nas trilhas sonoras dos filmes dirigidos por ele, ou até mesmo que ele tenha participado, para fazer uma lista atual, definitiva (até que venham novos filmes) e irreverente, com tudo que se ouviu nos filmes do cara. Batizei essa lista de músicas com o singelo título de “The Quentin Tarantino´s Ultimate Collection Soundtrach by Fábio Prina”. Nada original – eu sei -, mas soa legal.

Para tentar explicar o porquê disso, todos que já assistiram algum filme do diretor sabem que a trilha sonora é um show à parte dentro do contexto. Apesar dos filmes tarantinescos terem uma série de características legais, que os tornam divertidos, as músicas que embalam as histórias acabam ganhando vida própria fora da tela grande. Um fato interessante, por exemplo, é que o álbum Music from the Motion Picture Pulp Fiction chegou a figurar a 21ª posição da Billboard, quando foi lançado, na metade dos anos 90. O misto de rock, surf music e soul, temperado com diálogos do próprio filme, fez tanto sucesso que se tornou trilha de festas e trouxe a tona canções que estavam mortas e enterradas. É o caso da faixa Girl, you´ll be a woman soon, originalmente gravada por Neil Diamond, que foi incluída no filme com um cover da banda Urge Overkill e se tornou hit nas rádios.

Para fazer a minha lista (estou com essa coisa de lista na cabeça faz dias) peguei por base os filmes dirigidos por Quentim Tarantino: Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte, Bastárdos Inglórios e Django Livre. Cada um tem pelo menos uma ou duas músicas presentes. Também está na minha lista uma faixa do filme Um Drink no Inferno, em que Tarantino é roteirista e participa com uma performance memorável (é muito legal mesmo)!

Poderia ter incluído ainda outras músicas que estão nos filmes Amor à Queima-Roupa, A Balada do Pistoleiro, Assassinos Por Natureza, Grande Hotel e Sin City, que há sim um dedinho do diretor/ator/roteirista/amigo ali, mas como não conheço bem as trilhas, só algumas faixas soltas, deixei fora pra não cair no mais do mesmo.

Falando nisso, há um disco muito bom, que eu comprei há anos e nem sei se está em catálogo, chamado The Tarantino Collection, que traz músicas da primeira fase do cineasta, incluindo filmes que ele foi roteirista até a consagração com Pulp Fiction. Vale a pena escutar. Inclusive, em uma olhada rápida pela iTunes Store, vi diversas coletâneas baseadas nos filmes do cara. Algumas muito picaretas com covers dos covers, mas enfim, material é o que não falta para curtir toda sonzeira fora dos filmes.

TARANTINO

Vamos a lista, em algumas canções eu postei o link para dar aquela ouvidinha imediata.

The Quentin Tarantino´s Ultimate Collection by Fábio Prina

1 – Battle Without Honor Or Humanity – Tomoyasu Hotei – Kill Bill Vol. 1

Música que embalou os trailers de Kill Bill antes de ser dois filmes, antes de ter atrasado mais de seis meses para estrear no Brasil, antes de ser um megassucesso. Aparece na sequência em que A Noiva localiza a vilã Oren Ishii no Japão.

2 – Across 110th Street – Bobby Womack    – Jackie Brown

Canção que toca nos créditos inicias de Jack Brown e também no desfecho do terceiro filme do cineasta. Coincidentemente (ou não) a música também toca nos créditos iniciais de um famoso filme rodado em Carlos Babosa, chamado Patrícia Genice.

3 – Royale with Cheese [Dialogue] – Samuel L. Jackson & John Travolta – Pulp Fiction

Dialogo entre Jules e Vicent antes de uma violenta retaliação contra um grupo de jovens, no início de Pulp Fiction, pelo diálogo dá para perceber que eles não estão lá muito preocupados com o que vai acontecer em seguida.

4 – Jungle Boogie – Kool & The Gang – Pulp Fiction

Toca ainda na abertura de créditos do filme, como se quem estivesse escutando tivesse trocado de estação de rádio, nos modelos com onde se girava o dial, típico dos anos 90.

5 – Staggolee – Pacific Gas & Electric – Grindhouse: Death Proof

Bela cansão que está no pior filme do diretor. Mas vale a pena estar na lista.

6 – Dark night – The Blasters – Dusk till Dawn

Outra música que acompanha os créditos, desta vez no filme Um Drink no Inferno.

7 – A Satisfied Mind – Jonny Cash – Kill Bill Vol. 2

 A Satisfied Mind é a música que Budd escuta em seu trailer, aguardando que A Noiva venha para se vingar.

8 – Slaughter (Album Version) – Billy PrestonInglourious Basterds

Essa música serve apenas como vinheta para a apresentação do bastardo Hugo Stiglitz, em Bastardos Inglórios. Detalhe para a voz de Samuel L. Jackson que narra a trajetória do anti-herói no filme.

8 – Ode To Oren Ishii – The RZA – Kill Bill Vol. 1

Essa mistura de rap com a trilha adaptada do filme está na trilha sonora de Kill Bill Vol. 1. O rapper RZA conta a história da vilã Oren Ishii com uma pequena música que está no filme, ela toca no momento que A Noiva corta o tendão de Buck.

9 – Too Old to Die Young – Brother Dege (aka Dege Legg) –Django Unchained

Uma das faixas mais legais de Django Livre dá um pouco de clima country-rock para o filme.

10 – Down In Mexico – The Coasters –Grindhouse: Death Proof

É a música que toca na lap dance que Stuntman Mike ganha da Butterfly. Originalmente a sequência não estava presente, quando À Prova de Morte havia sido lançado junto com Planeta Terror, no projeto Grindhouse.

11 – Stuck in the middle with you – Stealers Wheel – Reservoir dogs

Música está tocando no galpão onde o que restou da gangue aguarda o próximo passo e torna corriqueira a cena mais violenta do filme.

12 – Let’s Stay Together – Al Green – Pulp Fiction

Música de fundo no diálogo entre Marcelus Wallace e Bunch.

13 – Cat People (putting Out the Fire) – David Bowie – Inglourious Basterds

A curiosa concepção de trilha sonora fez com que essa canção de David Bowie tocasse em um filme de segunda guerra sem parecer ridículo.

14 – Stuntman Mike [Dialogue] – Rose McGowan & Kurt Russell – Grindhouse: Death Proof

Diálogo de apresentação do assassino antes de fazer mais uma vítima inocente.

15 – Baby It’s You – SmithGrindhouse: Death Proof

Outra música legal de À Prova de Morte, de fato a trilha mais próxima de ser comercial do diretor.

16 – Little green bag – George Baker Selection – Reservoir dogs

Mais uma música que toca nos créditos de abertura.

17 – Didn’t Blow Your Mind This Time – The Delfonics – Jackie Brown

Uma bela canção que nos remete muito bem ao climão romântico dos anos 70.

18 – “In the Case Django, After You…” [Dialogue] – Christoph Waltz – Django Unchained

Dr. Schultz convida Django para um novo tipo de trabalho.

19 – Django – Luis Bacalov Django Unchained

Além do nome Django e da presença de Franco Nero essa música deve ser a única coisa que o filme tem de comum com os velhos Djangos. Também toca na sequência de créditos iniciais.

20 – Girl, You’ll Be a Woman Soon – Urge OverKill – Pulp Fiction

Antes de ter uma overdose, Mia entra no clima com essa balada que virou sucesso após o filme.

21 – I Got a Name – Jim Croce – Django Unchained

Sequência do tipo propaganda da Malboro em Django Livre é uma preciosidade. A música esquecida embala a fase de transformação do personagem, que tem um nome! Há! Entedeu?

22 – The Last Race – Jack Nitzsche – Grindhouse: Death Proof

Música dos créditos de abertura, também…

23 – The Legend of Pai Mei [Dialogue] – David Carradine –  Kill Bill Vol. 2

Sequência em que Bill conta para A Noiva a lenda de Pai Mei. Diálogo clássico!

24 – A Silhouette of Doom – Enio Morricone – Kill Bill Vol. 2

Morricone tem sido um coringa de Tarantino em seus últimos quatro filmes. Está sempre presente. Esse clássico abre os créditos da segunda parte de Kill Bill.

25 – Six Shots Two Guns [Dialogue] – Samuel L. Jackson – Django Unchained

Dialogo nonsense de Django Livre

26 – Unchained (The Payback/Untouchable) –  James Brown/Tupac –  Django Unchained

Essa é legal! Unchained pega o nome original do filme e mistura duas canções: The Payback, de James Brown, e Untouchable, de Tupac Shakur, ambos figuras emblemáticas da cultura afro norte americana que já faleceram.

27 – Jack Rabbit Slim’s Twist Contest [Dialogue] / You Never Can Tell  – Chuck Berry –  Pulp Fiction

Oura canção que se tornou popular após o filme. Embala o concurso de twist no Jack Rabbit Slim.

28 – The Flower Of Carnage – Meiko Kaji – Kill Bill Vol. 1

Essa é a música dos créditos de encerramento, pelo menos uma pra contrariar o resto.

29 – Pumpkin & Honey Bunny [Dialogue] / Misirlou – Amanda Plummer & Tim Roth / Dick Dale & His Del-Tones – Pulp Fiction

E talvez o maior legado das canções que estão nos filmes de Tarantino, Misirlou abre Pulp Fiction.

Era isso, espero que vocês tenhas curtido!

tarantino-soundtracks

Esse post foi escrito originalmente em janeiro de 2013, e tinha como objetivo ir na onda na estreia de Django Livre nos cinemas. Mas por motivos de esquecimento, engavetei esse texto e só reencontrei ele hoje, 12 de agosto de 2013.

Lista de Presentes de Aniversário!

Galera,

Dia 28 (amanhã) eu faço 28 anos. Pra não ter aquela história tipo: “poutz, o que eu vou dar pro amigo esse ano, mesmo que não tenha festa” fiz uma modesta listinha com 15 sugestões bacanas! Só apurem, já que alguns artigos necessitam de encomenda!

Lista de Presentes de Aniversário para o Prina:

 

15 – Um charuto pra fazer aquela fumaceira: Cohiba Behike 56 

14 – Uma bebidinha pra molhar a guela: Château Petrus

13 – Uma TVsinha pra ver a novela: LaserVue – Mitsubishi

12 – Um relóginho pra não perder a hora: Omega Museum

11 – Um chinelo, pra chinelagem: Giorgio Armani Pointed Sandals

10 – Um desenho pra colorir: Les Saltimbanques – Pablo Picasso

9 – Um instrumento musical, pra fazer um sonzinho lá em casa: Franch Piano

8 – Uma moto, pra dar aquela banda nos paralelepipido: MV Augusta F4RR

7 – Uma roupinha pra não sair mal arrumado de casa: Alexender Amosu Suit

6 – Um telefone, pra poder ligar pro pessoal, né! Alexander Amosu Diamond Blackberry

5 – Uma caneta pra perder como todas as outras que já tive! Aurora Diamante Pen

4 – Uma canoa, pra pescar no rio Jaguari: Moorings 5800 Catamaran

3 – Um óculos de sompra, pra curtir na praia: D&G 2027B

2 – Uma fubica por que andar a pé na chuva é triste: Ferrari 458 Spider

1 – E, claro, um velho e pequeno sonho de consumo, porque todo mundo merece um pouquinho de luxo nessa vida.

Columbus Global Explorer

 

Fábio Prina_27_2_2013